quarta-feira, 20 de junho de 2012

Metas de sustentabilidade ficaram indefinidas em rascunho da Rio+20

Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), metas de sustentabilidade para os países que poderiam ser definidas na Rio+20, acabaram não sendo detalhadas no rascunho aprovado pelas delegações nesta terça-feira (19) no Riocentro.
Era um dos principais resultados que a conferência poderia alcançar, mas foi lançado apenas um processo para definição futura dos objetivos. Veja abaixo os pontos mais importantes da Rio+20 que vinham sendo negociados e como ficaram neste último texto aprovado pelos diplomatas, mas que ainda pode sofrer alterações quando passar nas mãos dos líderes no segmento de alto nível da conferência:
O que vinha sendo negociado
Como ficou no rascunho aprovado
CBDR – sigla em inglês para Responsabilidades Comuns Mas Diferenciadas, princípio que norteia as negociações de desenvolvimento sustentável. O princípio oficializa que se espera dos países ricos maior empenho financeiro para implementação de ações, pelo fato de virem degradando o ambiente há mais tempo e de forma mais intensa.
Havia rumores de que os países ricos queriam tirar esse princípio do texto, mas ele permaneceu.
Fortalecimento do Pnuma – cogitava-se transformar o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente em uma instituição com status de agência da ONU, como é a FAO (de Alimentação).
O texto prevê fortalecimento do Pnuma, mas não especifica exatamente como. O assunto deve ser resolvido na Assembleia Geral da ONU em setembro.
Oceanos – Era uma das áreas em que se esperava mais avanço nas negociações, porque as águas internacionais carecem de regulamentação entre os países.
A negociação avançou e o texto adota um novo instrumento internacional sob a Convenção da ONU sobre os Direitos do Mar (Unclos), para uso sustentável da biodiversidade e conservação em alto mar.
Meios de Implementação – questão-chave para os países com menos recursos, significa na prática o dinheiro para ações de desenvolvimento sustentável. Os países pobres propuseram a criação de um fundo de US$ 30 bilhões/ano a ser financiado pelos ricos.
Avançou pouco. O fundo de US$ 30 bilhões não virou realidade. “A crise influenciou a Rio+20”, admitiu o embaixador brasileiro André Corrêa do Lago.
ODS – Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, metas a serem perseguidas pelos países para avançar ambiental, política e socialmente, eram uma das grandes cartadas para a Rio+20.

Os objetivos não foram definidos. Inicia-se apenas um processo para rascunhar quais devem ser as metas até 2013. Elas então devem ser definidas para entrarem em vigor em 2015, quando terminam os Objetivos do Milênio. 

Imagem do dia

Índios Xavante participarão de corrida com tora de madeira pelo centro do Rio

Concentração será a partir das 14h desta quarta-feira na Candelária
s índios Xavante de Maraiwãtséde, do Mato Grosso, vão realizar a tradicional corrida de tora durante a Marcha Global da Cúpula dos Povos. A concentração para a marcha será na Candelária, centro do Rio de Janeiro, e está marcada para as 14h desta quarta-feira (20), quando tem início o processo oficial da Rio+20 com a presença de mais de cem chefes de Estado.

A corrida de tora de buriti é uma das práticas mais tradicionais do povo Xavante. Trata-se de um revezamento em que duas equipes de gerações diferentes correm cerca de 8 km, passando a tora de cerca de 80 kg de um ombro para o outro até chegarem ao pátio da aldeia, segundo o indígena José de Arimatéia Tserewamriwe Tserenhitomo.

— Estamos confiando na Rio+20 e vamos simbolizar isso. O peso da tora nas nossas costas representa o que nós enfrentamos há anos.

Em 1992, durante a Conferência da ONU sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Eco-92, também realizada no Rio de Janeiro, a estatal italiana Agip Petroli – então proprietária das terras xavante –se viu forçada a anunciar a devolução do território a seus verdadeiros donos. A partir desse momento, o governo federal iniciou os procedimentos para demarcar a área indígena, enquanto fazendeiros da região, apoiados por políticos locais, começaram forte campanha de ocupação e desmatamento das terras, além de uma batalha jurídica contra o retorno dos indígenas.

Após 20 anos, cerca de 90% da terra indígena Maraiwãtséde foram devastadas pelos não-índios. A campanha pela retirada dos invasores de seu território ganhou força no último mês, após uma decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região de Brasília, que revogou uma determinação anterior suspendendo a retirada de fazendeiros, posseiros e grileiros que ainda ocupam a Terra Indígena Maraiwãtséde.

Baía de Guanabara continua poluída 20 anos após promessas da Rio92

Compromisso firmado após a Eco-92 em 1992 não conseguiu limpar o cartão postal do Rio
Nem mesmo investimentos de US$ 1 bilhão, feitos pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento e pelos governos do Japão e do Estado do Rio, foram suficientes para evitar que poluentes industriais e o esgoto da cidade contaminassem a baía. Para o biólogo Mário Moscatelli, não houve avanço.

— A Baía da Guanabara, há vinte anos, recebeu US$ 1 bilhão. E hoje, efetivamente, o resultado prático ambiental disso é que os rios continuam valões de esgoto, temos estações de tratamento que funcionam pela metade ou que nunca viram esgoto.
Leia mais na materia da BBC: Baía de Guanabara continua poluída 20 anos após promessas da Rio92

.

terça-feira, 19 de junho de 2012

O professor frente a novas tecnologias de ensino




“O fator isolado mais importante que influência a aprendizagem é aquilo que o aprendiz já conhece. Descubra o que ele sabe e baseie nisso os seus ensinamentos.” (Ausubel et al., 1980)


                   
            Com o advento das novas tecnologias presentes na Web 2.0, uma série de ferramentas estão à disposição do educador quer seja para o ensino EaD ou para o presencial, como recurso paradidático de ensino. Porém uma questão fica no ar? Estaria o professor de hoje preparado para usufruir desta nova tecnologia? Estariam aptos a utilizar estes recursos multimeios, dentro ou fora de um determinado ambiente virtual, para criar situações de aprendizagem e assim favorecer o aluno a transformar as informações em conhecimento?  

            Quando o educador domina as “duas mãos” dessa tecnologia, a nova tecnologia, e a sua aplicabilidade todos só tem a ganhar.

            Tomemos como exemplo o uso da ferramenta Mapa Conceitual (Ausubel), podemos rapidamente defini-lo como:

            “...uma estrutura esquemática para representar um conjunto de conceitos imersos numa rede de proposições. Ele é considerado como um estruturador do conhecimento, na medida em que permite mostrar como o conhecimento sobre determinado assunto está organizado na estrutura cognitiva de seu autor, que assim pode visualizar e analisar a sua profundidade e a extensão.”

            Agora, quando aliamos esta ferramenta a recursos tecnológicos da Web 2.0,  como no proposto por MAGALHÃES (2008) vemos que se torna de suma importância para que o tempo e o espaço passem a ser aliados dos docentes e discentes e para que se torne possível estabelecer critérios dentro de um espaço virtual que promova interatividade e consequentemente condições do aluno apropriar-se de novos saberes.

Referências:
    ALMEIDA, Voltaire de O. and MOREIRA, Marco A.. Mapas conceituais no auxílio à aprendizagem significativa de conceitos da óptica física. Rev. Bras. Ensino Fís. [online]. 2008, vol.30, n.4, pp. 4403.1-4403.7. ISSN 1806-1117.
    Carvalho, Ana Amélia A. (org.) (2008). Manual de Ferramentas Web 2.0 para Professores. Lisboa: DGIDC, Ministério da Educação.
    DE FREITAS, J. R. . Mapas conceituais: estratégia pedagógica para construção de conceitos na disciplina química orgânica. Ciências & Cognição (UFRJ), v. 12, p. 86-95, 2007.
    Jonassen, D. (2007). Computadores, Ferramentas Cognitivas. Desenvolver o pensamentocrítico nas escolas. Porto: Porto Editora.
    MAGALHÃES, Graça C. & Rio, Filomena del (2008). Mapas Conceptuais Online. In Ana Amélia Carvalho (ed.), Manual de Ferramentas da Web 2.0 para Professores. Lisboa: DGIDC, Ministério da Educação, 211-232. [ISBN 978-972-742-294-4]
    TAVARES, Romero . Construindo mapas conceituais. Ciências & Cognição (UFRJ), v. 12, p. 072-085, 2007.

Movimentos populares

Pela manhã, haverá ato contra militares que participaram da ditadura.
À tarde, grupos organizam Marcha da Maconha no Aterro do Flamengo.Os movimentos populares participantes da Cúpula dos Povos, maior evento paralelo à Rio+20, prometem realizar nesta terça-feira (19) mais um dia de protestos na cidade. Pela manhã, está programado um ato contra militares que participaram da ditadura. À tarde, haverá a Marcha da Maconha, no Aterro do Flamengo, na Zona Sul, pedindo por mudanças na legislação da política de drogas do país.
Às 8h, integrantes da Articulação Nacional pela Verdade e Justiça junto com a Via Campesina vão se concentrar na Avenida Pasteur, na Urca, também na Zona Sul. Os manifestantes cobram pelo julgamento de ex-agentes da ditadura militar.
A partir das 14h, grupos favoráveis à descriminalização da maconha e ao cultivo caseiro da erva se concentram no Museu de Arte Moderna (MAM). De acordo com os organizadores, às 16h20, os protestantes seguem para uma caminhada pelo Aterro do Flamengo, onde acontecem os debates da Cúpula dos Povos.
Na segunda-feira (18), três protestos causaram um caos no trânsito nas principais vias do Centro.
(Para mais informações sobre o trânsito no Rio, você pode acompanhar as câmeras do G1 e consultar a tabela com as condições das principais vias.)
Programação
O público esperado para essa edição do evento é quase o dobro do que compareceu à Cúpula dos Povos em 1992, durante a Rio-92. O encontro quer que os temas discutidos na Rio+20 não fiquem só no papel, mas se transformem em práticas sociais. Para saber toda a programação do evento, com os horários das atividades, acesse o link aqui.
A ideia dos organizadores é ir além dos temas que serão debatidos no Riocentro, onde acontece a conferência oficial com representantes de 193 países, e realizar debates de forma independente, e com a possibilidade de assumir tons mais críticos ao que está sendo decidido pelos governos.
Um mês antes do início da conferência, representantes da Cúpula dos Povos apresentaram um documento mostrando que o debate principal do grupo vai girar em torno da rejeição à mercantilização da natureza e ao que chamam de "economia verde".
Entre os temas a serem debatidos estão não apenas o próprio desenvolvimento sustentável, mas também o conceito de economia verde, assuntos relativos a florestas, oceanos, a crise econômica global e seus reflexos sobre o G-20, e os conflitos socioambientais nos Estados Unidos e na Europa.
A Cúpula dos Povos vai ter debates até o sábado (23), depois do encerramento da conferência oficial.
Leia mais em: Movimentos populares prometem 2° dia de protestos na Cúpula dos Povos

Brasil entrega rascunho do texto da Rio+20

Negociação adentrou pela madrugada desta terça-feira no Riocentro.
Plenária com delegações está prevista para acontecer às 10h30

O governo brasileiro entregou aos diplomatas das delegações estrangeiras por volta das 7h30 desta terça-feira (19) um novo rascunho do documento final da Rio+20, segundo o Itamaraty. O envio ocorre após negociação que foi concluída nesta madrugada, às vésperas da chegada dos chefes de Estado, que devem votar o texto até o dia 22.
Por volta das 2h20, o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, havia prometido aos delegados de 193 países que o texto estaria disponibilizado no sistema da Organização das Nações Unidas (ONU). Uma plenária está prevista para acontecer às 10h30.
Em reunião fechada aos delegados presentes no Riocentro, que foi acompanhada pelo G1, Patriota disse aos participantes que o governo brasileiro incorporou “ao máximo” todas as sugestões dos países integrantes da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável.

“Tenho uma breve fala a fazer, para anunciar que temos o texto. Tentamos incorporar ao máximo as preocupações e sugestões feitas pelos participantes. Mesmo a essa hora, tarde da noite, levamos a cabo consultas de última hora sobre as questões de maior divergência. Então, gostaria de agradecer a todos os participantes pela extraordinária demonstração de flexibilidade e pela vontade política nesse processo de negociação”, afirmou.
“Acredito que cumprimos o objetivo de concluir nossa tarefa nesta noite, de ter um texto para submeter à reunião de Alto Nível”, disse.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

COMO EXPLICAR A VIDA COM MATEMÁTICA

 Sequência de Fibonacci recebe este nome em homenagem ao matemático italiano Leonardo de Pisa, também conhecido como Leonardo Pisano, ou Leonardo Bigollo, mas amplamente mencionado como Leonardo Fibonacci .

Nasceu em Pisa no ano de 1170 e morreu em 1250, na mesma cidade (estas datas são apenas estimativas). Considerado um dos matemáticos mais talentosos da idade média, Fibonacci também fiou conhecido por introduzir os algoritmos arábicos na Europa, substituindo (graças a Deus) os malditos algoritmos romanos.

A busca de todo e qualquer matemático, independente de sua área de atuação, é descobrir uma formula que simplifique tudo ao seu redor. Foi exatamente isso que Fibonacci fez e é por isso que é tão admirado.

O princípio é simples. Os números da sequência são 0,1,1,2,3,5,8,13,21,... (infinito). Como ele chegou a isso? Simples. Pegue 0+0=0+1=1+1=2+1=3+2=5+3=8+5=13+8=21... ou seja, some o resultado ao numero anterior. Agora, se dividir os números da sequência um pelo outro, teremos este número, aproximadamente, 1,618, conhecido também como o número de Deus.




Leia mais em: COMO EXPLICAR A VIDA COM MATEMÁTICA

Projeto São Luís Recicla - ajudando o planeta

Uma ótima noticia a todos, e ao planeta também!!!

De acordo com a nossa coordenadora Janaina o Projeto São Luís Recicla arrecadou no mês de maio:

330 Quilos de papel branco;
80 quilos de jornal;
30 Quilos de papel colorido;
700 pastas de papelão com elástico;
66 caixas de papelão para arquivo.


Os papéis foram doados à Associação de Reciclagem de Papel de Jaboticabal, as pastas estão sendo doadas para escolas estaduais e para o CETAP, e as caixas arquivos foram devolvidas ao setor de compras para serem reutilizadas.

Conto com a participação de todos.

Propaguem a ideia de REDUZIR, REUTILIZAR e RECICLAR!!!!

Procurem as caixas de coleta do Projeto.

Muito obrigada.
Profa. Dra. Janaina Fernanda Gonçalves Neto
Coordenadora do Curso de Ciências Biológicas
Faculdade São Luís.

Comida 'ecológica' será para poucos na Cúpula

Crescimento do evento que integra a Rio+20 inviabiliza alimentação fornecida por agricultores familiares para todos os participantes
Heloisa Aruth Sturm / RIO - O Estado de S.Paulo
O aumento no número de participantes da Cúpula dos Povos superou a expectativa inicial da organização e vai inviabilizar parte de um dos principais projetos de seus idealizadores: o fornecimento de alimentação agroecológica gratuita durante todos os dias do evento, entre 13 e 22 de junho, no Aterro do Flamengo, zona sul do Rio de Janeiro. A Cúpula é parte da Rio+20.

A estrutura inicialmente projetada contemplava até 10 mil participantes. Hoje, com mais de 23 mil inscritos, a Cúpula trabalha com alternativas para que pelo menos parte da estratégia seja concretizada. "O que tínhamos no início, de total abastecimento por meio da pequena agricultura, não conseguiremos cumprir. A pequena agricultura tem essa potencialidade, mas a nossa estrutura não", disse Marcelo Durão, representante da Via Campesina e integrante do Grupo de Articulação da Cúpula.

A alimentação agroecológica é uma das principais bandeiras dos movimentos sociais ligados às questões agrícolas, que propõem uma produção baseada na agricultura familiar e sem a utilização de agrotóxicos ou outros agentes químicos. Buscam também evitar o desmatamento de grandes áreas para a produção em larga escala, característica do agronegócio brasileiro.

Em vez de oferecer três refeições diárias, os organizadores distribuirão café da manhã e lanche da tarde para todos os participantes alojados nos cinco acampamentos montados no Sambódromo, na Praia Vermelha da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na Estação Ferroviária Leopoldina e em dois Centros Integrados de Educação Pública (Cieps). O custo estimado é de R$ 2,5 milhões, 25% do orçamento total da Cúpula.

Estratégia. A organização busca então o que chama de estratégia combinada: enquanto uma parcela da alimentação será oferecida por meio de organizações de economia solidária, na qual está a agricultura familiar, os participantes serão direcionados para os restaurantes próximos aos alojamentos e ao Aterro.

"Infelizmente não temos estrutura de cozinha para dar conta desse aumento enorme e exponencial de participação. Não temos condição de atender tudo, mas queremos acolher da melhor maneira possível esse desejo de participação", disse Fátima Mello, diretora da Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional e integrante do Grupo de Articulação da Cúpula.

Embora a movimentação diária de pessoas no Aterro do Flamengo seja estimada em 20 mil a 25 mil participantes, os alojamentos à disposição oferecem acomodação para até 15 mil visitantes. "Temos uma demanda de 23 mil pessoas querendo vir e temos uma dificuldade de receber esse público garantindo segurança, transporte e alimentação para todos", afirmou Durão.
Leia mais

Brasil detém tecnologia para construir ônibus elétrico

LUCAS VETTORAZZO DO RIO

O Brasil está no rol de países que dispõem da tecnologia para o ônibus elétrico. Uma parceria entre a Coppe/UFRJ e a empresa brasileira Tracel desenvolveu um ônibus híbrido movido a hidrogênio e energia elétrica, com capacidade para 70 passageiros.

Mais silencioso que os movidos a diesel, o ônibus dispõe de internet sem fio e tomadas para que passageiros possam carregar seus aparelhos eletrônicos.

ônibus movido a hidrogênio e energia elétrica com tecnologia 100% desenvolvida no Brasil
O veículo, cuja a tecnologia é 100% brasileira, tem custo estimado em R$ 1 milhão e autonomia para rodar por 500 km com o "tanque" cheio. O hidrogênio é usado para colocar o automóvel em movimento enquanto a energia garante a manutenção da velocidade.

O protótipo é uma atualização de um modelo lançado pela Coppe em 2010. De acordo com o diretor-executivo da Tracel, José Lavaquial, a tecnologia já está pronta para ser vendida para empresas de transporte urbano ou fabricantes de ônibus.

"Houve melhorias de autonomia em relação ao primeiro modelo. Já estamos em contato com empresas interessadas."

Segundo o professor do Laboratório de Hidrogênio da Coppe, Paulo Emílio de Miranda, o veículo não emite nenhuma partícula de carbono.

O ônibus, disse ele, utiliza cinco quilos de hidrogênio para cada 100 km percorridos. Segundo a Tracel, o custo do hidrogênio é de US$ 6 por quilo --ou US$ 15 para cada 100 quilômetros. Ainda não há, porém, postos de abastecimento e fornecimento em larga escala do combustível.

Leia mais

Documento final da Rio+20 não fica pronto nesta sexta, diz porta-voz

CLAUDIA ANTUNES DO RIO

Nikhil Seth, o porta-voz do secretário-geral da Rio+20, Sha Zukang, confirmou que o documento final da conferência não ficará pronto nesta sexta-feira (15), como estava originalmente previsto.

Como a Folha antecipou na edição de hoje, a negociação se estenderá até a cúpula de chefes de Estado e governo, que começa na próxima quarta-feira. Caberá ao Brasil, que como país-sede tem a presidência da Rio+20, definir o mecanismo de negociação a partir deste sábado (16).

Os pontos que estão travando a conclusão do documento são o financiamento da transição para o desenvolvimento sustentável, a definição de economia verde, a reafirmação do princípio das "responsabilidades comuns, mas diferenciadas" -- pelo qual os países ricos devem assumir a maior parte dos custos da transição -- e o futuro quadro institucional para o tema.

Neste último ponto, caberá definir se o Pnuma, programa da ONU para o ambiente, será ou não transformado em uma agência das Nações Unidas, com mais poderes e contribuições obrigatórias de todos os países.

Na quinta-feira (14), o negociador-chefe brasileiro, Luiz Alberto Figueiredo, disse que o Brasil não tem um documento alternativo "na manga", mas vai procurar aproximar posições, sem abrir mão de um documento que seja "o mais ambicioso possível".

Segundo Seth, a expectativa agora é que negociação seja concluída no dia 19, véspera da cúpula de "alto nível".

Leia mais

Semana do Meio Ambiente - oficinas ecológicas

Nesta quinta-feira, 14, o curso de Biologia da Faculdade São Luís de Jaboticabal promoveu um evento alusivo a Semana do Meio Ambiente. Onde foram realizadas oficinas ecológicas de:

Produção de Papel e Artesanato Ecológico com fibras vegetais alternativas.
Prof. Ms. Alex L. Andrade Melo
Papel Machê
Profa. Esp. Thaís Desidério
Conservação da Biodiversidade: Coleções de Plantas
Profa. Dra. Cíntia Erbert.

Durante o evento 300 mudas de árvores frutíferas, doadas pela Polícia Ambiental de Jaboticabal. 

O nosso agradecimento a direção da faculdade, coordenação e funcionários, em especial a funcionária Rosinha pelo apoio.

Algumas fotos do evento. Mais fotos podem ser encontradas no Facebook.



Rio+20 e sustentabilidade inspiram jogo no Facebook

  • Por João Coscelli



Há pouco tempo publicamos aqui uma entrevista cujo tema eram jogos de consciência e de responsabilidade social – os chamados ‘jogos sérios’. Com a proximidade da Rio+20, conferência da ONU que debate a sustentabilidade, um dos assuntos sérios em voga é o meio ambiente, as energias limpas e a economia verde.

E esse é tema do Game Change Rio, desenvolvido pela parceria entre a Biovision, a CodeSustainable e o Millennium Institute. O jogo começou a circular nesta terça no Facebook e tem os mesmos princípios dos games que inundam as plataformas sociais – gerenciamento da situação, troca de informações e acompanhamento dos resultados.

O objetivo? Fazer do mundo um lugar mais limpo, que cresça sem poluir, onde todos têm o que comer e que, enfim, sobreviva ao desenvolvimento industrial. Basicamente, trata-se de aplicar políticas de sustentabilidade para atingir metas levando em conta verba, recursos e tempo necessários que as mudanças tenham efeito. Dá para se envolver com agricultura, energia, pesca e todo tipo de atividade relacionada ao meio ambiente. Tudo isso enquanto você assume o papel do economista chefe da ONU para o Meio Ambiente. Isso, sinta-se importante.

Os dados das simulações foram os mesmos que o Millennium Institute usou para o Programa de Meio Ambiente e para o Relatório de Economia Verde da ONU. Coisa séria.

A ideia para a criação do Game Change Rio partiu do pensamento de que os jovens precisam ter conhecimento das importantes decisões que serão tomadas na Rio+20, revela Matthew Herren, um dos desenvolvedores do jogo. “Afinal, são eles que terão de lidar com os problemas do mundo no futuro. Jogos são uma ferramenta importante para conectá-los a assuntos sérios”, analisa.

De acordo com Herren, as redes sociais serão uma ferramenta poderosa. “Esperamos que os jogadores não apenas se divirtam, mas aprendam sobre os problemas do mundo e compartilhem isso. Nosso alvo é uma audiência global”, avalia.

Herren também pontuou os benefícios dos jogos para ações de conscientização. Segundo ele, o ‘fator jogador’, a experiência é o que conta mais. “É uma situação de aprendizado interativo. É muito melhor que ler a opinião dos outros”, considera.

Quem for à Rio+20 vai encontrar Herren e sua equipe. Como o jogo é diretamente ligado à conferência, o plano é montar um stand com um mural atualizado em tempo real com o resultado dos jogadores. O melhor pontuador, aliás, ganha uma viagem para o Rio (mais especificamente para o encontro, mas vai poder pegar uma praia também).

Leia mais


Game Change Rio from Code Sustainable on Vimeo.

Cúpula dos Povos abre nesta sexta com 50 ONGs

Heloisa Aruth Sturm
Cúpula irá mostrar a mobilização da sociedade civil e as iniciativas de sucesso realizadas na área de sustentabilidade
 Tasso Marcelo/AE 
Local no Aterro do Flamengo destinado a Cúpula dos Povos, que deve receber cerca de 30 mil pessoas
Começa nesta sexta-feira, 15, a Cúpula dos Povos, o evento organizado por mais de 50 ongs nacionais e internacionais, que pretende atrair cerca de 25 mil pessoas ao Aterro do Flamento, zona sul do Rio de Janeiro. Um dos maiores eventos paralelos à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), a Cúpula irá mostrar a mobilização da sociedade civil e as iniciativas de sucesso realizadas na área de sustentabilidade.

Na tarde de ontem, operários faziam os últimos ajustes nas estruturas preparadas para abrigar as mais de 1,2 mil atividades que serão desenvolvidas até o último dia do evento, em 23 de junho. Somente hoje, mais de 150 atividades serão realizadas nas 60 tendas montadas no local, dentre debates, seminários, palestras, oficinas e performances voltadas para as áreas que abordam os três pilares do desenvolvimento sustentável: ambiental, social e econômico.

Um dos destaques do dia será o lançamento da Rede Brasileira da Carta da Terra, organizado pelo Instituto Democracia e Sustentabilidade, que terá a presença da ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e do teólogo Leonardo Boff. Representantes do Greenpeace também estarão no Aterro para participar da campanha Desmatamento Zero, com objetivo de recolher 1,4 milhão de assinaturas e assim submeter ao Congresso Nacional um projeto de lei sobre o assunto, de forma similar àquele que gerou o Ficha Limpa.

O espaço também conta com um anfiteatro ao ar livre, com capacidade para 800 pessoas, onde ocorrerão alguns dos eventos mais importantes da Cúpula durante o dia. À noite, o local se transforma em palco para apresentações musicais e de poesia. As atividades culturais ocorrerão também em pequenos palcos e no "Caminho das Artes", onde serão realizadas exposições ao ar livre - qualquer artista pode participar. Todos os eventos são gratuitos e não é necessário fazer inscrição para participar das atividades programadas.

Na pista de aeromodelismo próxima à Marina da Glória, que também faz parte do Aterro, ocorrerão as atividades centrais da conferência, como as plenárias e a Assembleia dos Povos, desenvolvida com intuito de gerar acordos políticos entre os diversos movimentos sociais e articular estratégias de mobilização. "Estamos muito confiantes num bom processo da Cúpula e temos a esperança que os resultados que vão sair daqui serão extremamente importantes não só para a população, mas também para os governos", disse Carlos Henrique Painel, representante do Grupo de Articulação da Cúpula dos Povos.

Traços de bactérias fossilizadas na crista de um pterossauro.

Fósseis de microrganismos foram encontrados na crista de réptil voador que viveu há 115 milhões de anos

Uma das coisas mais empolgantes no estudo de fósseis é encontrar preservados os chamados tecidos moles – basicamente tudo o que não é osso no corpo do animal. Sua investigação permite descobertas mais concretas sobre como eram e viveram esses bichos extintos e, nesse sentido, a Formação Crato – na bacia do Araripe, no interior de Pernambuco, Piauí e Ceará – é prolífica. Um novo estudo ajuda a explicar por quê.

Pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), da Universidade de São Paulo (USP) e do Centro de Pesquisas Paleontológicas da Chapada do Araripe encontraram traços de bactérias fossilizadas na crista de um pterossauro que viveu há cerca de 115 milhões de anos. O que aconteceu a esses microrganismos, acreditam, pode ajudar a compreender como tecidos moles foram tão bem preservados em pelo menos alguns dos fósseis achados na região.

O exemplar em questão pertence a uma espécie descrita em 1997 pelos paleontólogos Alexander Kellner e Diógenes de Almeida Campos, batizada de Tupandactylus imperator. Foi encontrado por trabalhadores da Mina Triunfo, próximo à cidade de Nova Olinda, no Ceará, e, apesar de ter sido danificado no momento da coleta, trata-se do melhor exemplar da espécie já encontrado.

O fóssil, que responde pelo código CPCA 3590 no acervo do Centro de Pesquisas Paleontológicas da Chapada do Araripe, se destaca pela enorme crista, que se manteve parcialmente fossilizada. Felipe Pinheiro, pesquisador da equipe de Cesar Schultz no Setor de Paleovertebrados da UFRGS, descreveu o fóssil no ano passado na Acta Palaeontologica Polonica. “Na época, não fazíamos ideia da presença das bactérias”, conta Pinheiro.

Foi somente quando Paula Sucerquia, da USP, fez as primeiras micrografias do fóssil que os pesquisadores notaram a presença de pequenas estruturas em forma de bastonetes na superfície do tecido mole fossilizado. A equipe então passou a investigar a hipótese de que se tratava mesmo de bactérias.

Há registros de fossilização bacteriana espalhados pelo mundo, mas até então nenhum provinha da Formação Crato. Anos atrás houve até quem interpretasse formas semelhantes, observadas em outros fósseis da região, como vestígios de microrganismos, mas investigações posteriores indicaram que poderia haver um engano – em vez de bactérias, o que se via nos outros fósseis seriam possivelmente melanossomos, organelas celulares contendo o pigmento melanina, que, por alguma razão, são extremamente resistentes à decomposição.


Não é o caso das pequenas estruturas encontradas no CPCA 3590. Com base na morfologia, elas foram identificadas como bactérias que estariam decompondo o tecido mole do pterossauro no fundo do então lago Araripe, logo após a morte do réptil voador mais de uma centena de milhões de anos atrás. Se a análise estiver correta, essa é a primeira evidência sólida de fossilização bacteriana proveniente daquela região.

Morte e preservação
A propósito, segundo os pesquisadores, a presença desses microrganismos pode ter permitido a preservação dos tecidos moles no fóssil. Há dois caminhos para que isso aconteça. Num deles, as bactérias que decompõem os animais produzem reações químicas que levam à mineralização dos tecidos. “Na maior parte dos casos, o tecido morto serve como sítio de deposição de fosfato e não é incomum a preservação de estruturas subcelulares, como fibras musculares e até núcleos celulares, com um grau elevado de fidelidade”, explica Pinheiro.

O caso do pterossauro, contudo, é outro. “As próprias bactérias caem em uma armadilha”, conta o pesquisador. “O fosfato que estava diluído se deposita na parede celular desses microrganismos. Isso causa a morte das bactérias, mas permite que elas sejam preservadas como fósseis”, explica o pesquisador, primeiro autor do novo artigo, publicado na revista Lethaia – International Journal of Paleonthology and Stratigraphy. Esse processo, chamado de autolitificação bacteriana, já não é tão gentil com os tecidos moles do animal em processo de fossilização. Como as bactérias formam uma espécie de molde fossilizado, é impossível estudar em detalhes microscópicos o que havia por baixo. Esse trabalho, somado a outros recentes, ajuda a derrubar um mito da paleontologia: o de que a boa preservação do fóssil está necessariamente associada à ausência de decomposição bacteriana.

Uma característica interessante das estruturas granulares – os fósseis das antigas bactérias – encontradas pelos pesquisadores é que algumas parecem se encontrar unidas duas a duas, como se estivessem em meio a um processo de replicação quando fossilizaram.

Embora os próprios pesquisadores admitam que essa evidência ainda é pouco conclusiva, ela é importante por sugerir que a fossilização talvez ocorra muito rapidamente – em horas ou dias após a morte do animal. Quase como uma gentileza da natureza, que permitiria a seres há muito extintos serem descobertos milhões de anos mais tarde.

Leia mais em: As bactérias que comiam pterossauros. SALVADOR NOGUEIRA

Macacos-prego e evolução

Divergência de macacos-prego, tão antiga quanto a de seres humanos e chimpanzés, se reflete em ecologia e comportamento

Desaparecidos por séculos, os macacos-prego-galegos foram redescobertos há poucos anos
Os macacos-prego e caiararas existem na América Central, na Amazônia inteira, no cerrado, na caatinga e em toda a mata atlântica, chegando até a Argentina. Nessa extensão variam muito em forma, cor, tamanho, preferências alimentares e comportamento. São primatas marcantes, com um sistema social complexo e capazes de usar ferramentas, uma habilidade rara. Mesmo diante da grande variação entre espécies, até recentemente os especialistas classificavam macacos-prego e caiararas no mesmo gênero, Cebus, e boa parte deles respondia nos registros científicos pelo nome Cebus apella. Nos últimos 10 anos, a classificação desses primatas vem passando por uma revolução, com base no trabalho de pesquisadores brasileiros e de fora. “A taxonomia deles ainda seguia o trabalho dos naturalistas”, diz o primatólogo brasileiro Jean-Philippe Boubli. “A era da tecnologia molecular está permitindo toda uma reorganização.” Junto com a colega norte-americana Jessica Lynch Alfaro, da Universidade da Califórnia em Los Angeles, ele – à época pesquisador na Wildlife Conservation Society – organizou um simpósio sobre esses macacos num congresso em 2010 no Japão. Reunindo os pesquisadores que mais estavam trazendo novidades ao conhecimento sobre esses primatas, o encontro deu origem a um volume especial da revista American Journal of Primatology, publicado em abril deste ano.




Leia mais em: Ramificações ancestrais Revista Pesquisa FAPESP.  EDUARDO CESAR

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Cálculo mede impacto do padrão de consumo dos paulistas


Cientistas sequenciam genoma do bonobo

Um grupo de cientistas de várias nacionalidades completou o sequenciamento do genoma do bonobo, o "parente" vivo mais próximo ao homem, junto com o chimpanzé, embora seja mais pacífico, brincalhão e promíscuo sexualmente.

Trata-se do sequenciamento do último grande símio que restava analisar, já que o chimpanzé foi sequenciado em 2005, o orangotango, em 2011 e o gorila em 2012.

Com o processo, foram obtidas informações detalhadas da base genética das relações evolutivas dessas espécies e seu grau de semelhança com o homem, explicou à Agência Efe o chefe do grupo de Genômica de Primatas do Instituto de Biologia Evolutiva (UPF-CSIC), Tomàs Marquès-Bonet.

O estudo, que amanhã será publicado na revista "Nature", tem como objetivo buscar as bases genéticas que ajudem a explicar as diferenças de comportamento entre bonobos e chimpanzés.

Ao todo, participaram do projeto 20 laboratórios de oito países coordenados por Kay Pruefer e Svante Paabo, do instituto Max Planck de Leipzig (Alemanha).

Para a pesquisa foi sequenciado o genoma de Ulundi, uma fêmea bonobo do zoológico de Leipzig. A comparação de seu genoma com o mapa genético de chimpanzés e de humanos reflete que ambas as espécies diferem do homem aproximadamente em 1,3% de seu genoma, enquanto bonobos e chimpanzés estão mais estreitamente relacionados, em 99,6%.
Leia mais em:  Cientistas sequenciam genoma do bonobo

USP abre inscrições para Mestrado Profisisonal em Biotecnologia

A Universidade de São Paulo (USP), a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto e o Centro de Educação do Hemocentro de Ribeirão Preto (CEDUC), estão com inscrições abertas para o processo seletivo de Mestrado Profissional em Biotecnologia.

São oferecidas 20 vagas e as inscrições deverão ser realizadas, pessoalmente, até o dia 20 de Junho, de segunda a sexta-feira, exceto feriados, das 8h às 12h30 e 13h30 às 17h, na Rua Clovis Vieira, casa 27 (campus da USP).

A taxa de inscrição é de R$ 50,00. Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail raquelbotelho@hemocentro.fmrp.usp.br ou no portal do CEDUC http://www.hemocentro.fmrp.usp.br/ceduc/ e pelo telefone 16.3602-4603

Biodiversidade é a bola da vez nos debates sobre o desenvolvimento sustentável.

ONU chamou atual década de 'década da biodiversidade'.A biodiversidade é a bola da vez nos debates sobre o desenvolvimento sustentável. O conceito define a variedade entre os seres vivos de todo o planeta. Defender a biodiversidade significa, portanto, evitar a extinção de espécies de todos os tipos, sejam plantas ou animais, aquáticos ou terrestres.
Em abril de 2012, foi aprovada a criação de um grupo de estudos direcionado para o tema dentro das Nações Unidas, nos moldes do Painel Intergovernamental para a Mudança Climática (IPCC, na sigla em inglês).
Para a ONU, o período entre 2011 e 2020 é a “década da biodiversidade”. Em 2010, durante uma conferência em Nagoia, no Japão, foram traçadas 20 metas de biodiversidade, que precisam ser atingidas até 2020. Elas ficaram conhecidas como as “metas de Aichi”, nome da província japonesa onde fica a cidade.

Grande Barreira de Corais, na Austrália. Local abriga grande biodiversidade e pode sofrer com a alteração da temperatura dos oceanos (Foto: Divulgação / The Catlin Seaview Survey)
Entre os objetivos estratégicos principais, os signatários do acordo se comprometeram a fazer com que a população absorva os valores da biodiversidade e tomem medidas para preservá-la.
A grande questão para os cientistas reunidos no Fórum de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Sustentável, realizado na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), é como alcançar a sociedade e mostrar a importância da preservação das espécies.

“O que eu espero firmemente é que as pessoas acordem antes que aconteça algo realmente ruim para acordá-las”, afirmou Thomas Lovejoy, presidente do Painel de Avaliação Técnica e Científica do Fundo Global para o Meio Ambiente.
“Estamos numa época em que a humanidade começa a ser a maior força de mudança do planeta”, explicou Lidia Brito diretora da Divisão de Implementação de Políticas da Organização Educacional, Científica e Cultural das Nações Unidas (Unesco, na sigla em inglês).
“Significa que a responsabilidade da humanidade, individual e coletiva, de tomar conta desse sistema terrestre, que é o nosso planeta, ela aumenta muito”, completou.
A cientista moçambicana afirmou que o ser humano precisa agir com responsabilidade e reconhecer que os recursos do planeta são finitos. Essa atitude evitaria problemas mais graves, ainda difíceis de prever.
“Se nós queremos manter as civilizações humanas como as conhecemos, como parte do sistema terrestre, então nós temos que ter atenção às fronteiras planetárias, porque elas podem iniciar um processo de mudança que é incerto”, argumentou.
Ela disse ainda que, apesar do caráter de incerteza, os sinais das mudanças já são suficientemente claros. “As comunidades de pescadores já estão sentindo. Eles já têm menos peixe, o peixe já está menor. Já não é distante”, exemplificou.
Biodiversidade e economia
No Brasil, cientistas mostram que a preservação da biodiversidade pode render, inclusive, melhoras diretas na economia.
Felipe Amorim, pesquisador da Universidade de Campinas (Unicamp), apresentou no Fórum as vantagens da manutenção das abelhas em áreas usadas para o plantio – os insetos espalham o pólen e proporcionam o nascimento de novas plantas. Ele mencionou uma pesquisa recente feita em Minas Gerais, que mostrou que as lavouras de café próximas à mata nativa têm um rendimento até 14% superior.
Ana Paula Prestes, diretora de áreas protegidas do Ministério do Meio Ambiente, apontou outro potencial uso econômico da preservação das espécies. “Na parte marinha, a gente tem milhões de espécies que ainda não foram conhecidas nem estudadas, mas que a gente sabe do potencial para fármacos, para cosméticos e para outras coisas”, disse.
“Não vou dizer que é um senso comum, mas tem vários grupos que enxergam em áreas protegidas um empecilho econômico, um empecilho para o crescimento, e não é, pelo contrário”, defendeu, mencionando outros possíveis ganhos, como o turismo.
 Leia mais em: Para cientistas, preservar espécies é responsabilidade humana Especialistas dizem que é preciso agir para evitar futuro 'incerto'. Tadeu Meniconi Do G1, no Rio de Janeiro

O que ficou para traz...

Rio 92, Para Onde Foi? Rio+20, Para Onde Vai? foi lançada nesta quarta-feira

O legado deixado pela Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio92) e os desafios que permanecem desde a sua realização, há 20 anos, é o tema da publicação Rio 92, Para Onde Foi? Rio+20, Para Onde Vai?, lançada nesta quarta-feira (13), em evento paralelo à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20). O documento traz uma série de entrevistas com especialistas envolvidos nos dois eventos, contendo propostas e ideias sobre questões como o futuro da Amazônia, do Brasil e da América Latina.

Um dos colaboradores da publicação, o embaixador aposentado Flávio Perri, que coordenou a Rio92, destacou que o evento de 20 anos atrás garantiu marcos importantes, como a Convenção sobre Mudanças Climáticas e a Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, que ajudaram o mundo a entender o conceito do desenvolvimento sustentável e a definir metas para alcançá-lo. Ele defende, no entanto, que as nações precisam ser “mais ousadas” em suas propostas atuais.

— Os marcos da Rio92 tiveram desdobramentos importantes. Hoje, por exemplo, não há condições políticas de se discutir desenvolvimento sem incorporar a sustentabilidade, que significa produzir com qualidade tanto para o homem, tendo em vista sua dignidade, quanto para o planeta, que deve ser poupado de exploração excessiva. Contudo, por mais ousado que qualquer país tenha sido desde então, terá sido pouco ousado. Precisamos agora de muita ousadia.

Perri disse, ainda, que a Rio+20 deve ser “visionária” e contribuir para o estabelecimento novos parâmetros de desenvolvimento.

— Hoje, medimos o crescimento da economia pelo PIB [Produto Interno Bruto], mas ele é apenas um número desalmado que não traz dados sobre dignidade de vida, se os homens estão sendo atendidos em suas necessidades nesse processo de crescimento, se o modo de organização social está evoluindo para dar maior conforto ao homem sem degradar o meio ambiente.

O líder da Iniciativa Amazônia Viva, da organização não governamental WWF, responsável pela publicação, Claudio Maretti, também define os compromissos assumidos na Rio92 como um marco na história do ambientalismo mundial, mas lamenta que as decisões anunciadas à época não tenham contado com uma “implementação adequada”. Maretti destacou ainda que o principal desafio atualmente é alcançar o equilíbrio entre os estoques de recursos naturais e as possibilidades de oferta.

— Estamos entrando no cheque especial porque consumimos mais recursos naturais do que a Terra, em seus processos ecológicos, é capaz de recompor. Por isso, é fundamental haver o equilíbrio para garantir qualidade de vida, mas sem entrar em dívida.

Leiam mais: Publicação lista os desafios que ainda ficaram depois de 20 anos da Rio92.Da Agência Brasil 

Sustentabilidade empresarial e qualidade de vida

No segundo dia de debates, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, reúne nesta quinta-feira (14) uma série de atividades paralelas e definições no texto preliminar sobre os temas-chave que serão discutidos pelos chefes de Estado e de Governo do dia 20 ao dia 22. Organizações não governamentais e integrantes da sociedade civil debatem alternativas para assegurar qualidade de vida no planeta.

A seis dias da cúpula, com a participação de pelo menos 115 chefes de Estado e de Governo, os ministros e especialistas de cada país se reúnem em busca de acordos sobre o conteúdo do documento preliminar que será definido pelos líderes políticos. O texto inclui temas como inclusão social, erradicação da fome e da pobreza, alternativas para a economia verde e sustentabilidade. Porém, as divergências persistem.

Ao longo desta quinta-feira, haverá ainda discussões sobre clima, desmatamento e tecnologias para garantir a sustentabilidade em negócios e melhorias para as populações nos próximos anos. A organização não governamental WWF apresenta as propostas Água Brasil e Família de Pegadas. O objetivo é alertar sobre a necessidade de agir e não deixar que as propostas fiquem apenas nas palavras.

A Fundo Vale (da Vale) e a Fundação Roberto Marinho, com o apoio do Serviço Florestal Brasileiro, lançam o projeto Florestabilidade. A ideia é mostrar a importância econômica, ambiental e social do manejo florestal no país, que tem a maior área de floresta contínua do mundo – a Amazônia.

O manejo florestal consiste em englobar técnicas que dão prioridade à sustentabilidade sem prejuízo aos ecossistemas. Na prática, as medidas permitem determinado uso dos recursos disponíveis com o mínimo de impacto ambiental. No setor empresarial, a questão da sustentabilidade é tema de uma discussão da secretária executiva da Rede Brasileira do Pacto Global, Yolanda Cerqueira Leite, e dos secretários do fórum (de mesmo nome) Tim Wall e Kristen Coco.

Paralelamente, no Parque dos Atletas, um pavilhão ao lado do Riocentro – onde serão concentrados os debates das autoridades –, ficarão em exposição projetos que destacam o desenvolvimento de propostas de tecnologia associada aos negócios. No Cais do Porto, uma apresentação artística fará lembrar a Europa dos anos 20 ao satirizar o consumo e os excessos.

No Parque do Flamengo, a defesa pela inclusão social como meta a ser ratificada por todos ganhará apresentação especial com a dança dos bailarinos em cadeiras de roda. O espetáculo mostra que não há limites para a expressão nem para a arte.

Leia mais em: Rio+20: sustentabilidade empresarial e qualidade de vida dominam debates no 2º dia.  Agência Brasil

Cúpula Mundial Green Jobs discute o tema nestas quinta e sexta, na Rio+20

A Rio+20 (Conferência das Nações Unidades sobre o Desenvolvimento Sustentável) “monta acampamento” no Brasil — até o próximo dia 22 — para reunir chefes de Estado em torno de um propósito único: salvar o futuro do planeta. E, dentre tantas discussões sobre o tema, surgem os chamados empregos verdes. O conceito, mesmo que ainda pouco difundido, ganha cada vez mais espaço no mercado formal. Hoje, de acordo com a OIT (Organização Internacional do Trabalho), 7% dos 38,6 milhões de empregados com carteira assinada no País se encaixam nessa categoria, e a perspectiva é de que o índice alcance 15% em um prazo de dez anos, segundo a presidente da ABRH (Associação Brasileira de Recursos Humanos), Leila Nascimento. Ou seja, tomando como base os dados atuais, estima-se que o Brasil terá em 2022 cerca de 5,8 milhões de profissionais verdes.

Apontado como uma das soluções para o ideal de Terra sustentável, o emprego verde será discutido de forma detalhada em um evento oficial da ONU vinculado à Rio+20. A Cúpula Mundial Green Jobs (empregos verdes) acontece entre esta quinta (14) e sexta-feira (15) no Planetário da Gávea, zona sul do Rio, sob o seguinte questionamento: “O que muda no mundo do trabalho a partir do olhar dos Green Jobs?”.

Além de difundir o tema e explicar os empregos verdes, a cúpula tem o dever de provar a uma economia extremamente capitalista e cada vez mais guiada pelo lucro o quanto opções sustentáveis podem ser lucrativas. Segundo Leila Nascimento, já existem exemplos práticos de sucesso.

Economia Verde

Rio+20, discute sobre forma de produção e consumo mais sustentável.
Economia deve ser forma de trazer bem-estar às pessoas, disse ativista.
O conceito de "economia verde", um dos focos dos debates que tiveram início nesta quarta-feira (13) na Rio+20, é a principal preocupação de organizações internacionais de consumidores que fazem parte do debate de grupos da sociedade civil na conferência.
Em entrevista coletiva concedida nesta tarde no Riocentro, o diretor de políticas do grupo Consumers International, Luis Eduardo Flores Mimica, explicou que há uma divisão de opiniões sobre o conceito, e que há ONGs que rejeitam completamente a ideia, enquanto outros grupos acreditam que ela pode se encaixar à própria ideia de sustentabilidade.
"Para alguns grupos, o conceito está muito ligado à orientação de negócios", disse, explicando que há um interesse em voltar a ideia a todas as pessoas. Segundo ele, entretanto, há uma outra interpretação, que acredita de forma mais ampla que a economia verde é uma possibilidade de integrar negócios e fazer a economia trabalhar para o povo. "Essa é a nossa ideia de sustentabilidade. Significa que a economia é um instrumento de bem-estar", disse. "Nossa expectativa é começar um processo de fazer a economia trabalhar para o povo, em vez do contrário."

A definição de "economia verde" é um dos focos dos debates que acontecem durante a conferência de sustentabilidade no Rio de Janeiro. Ela gira em torno de oportunidades de negócios que levem em conta os conceitos do desenvolvimento sustentável.
Segundo Mimica, é a primeira vez que acontece um debate internacional sobre o conceito com participação de grupos de consumidores. Os debates vão ocorrer ao longo dos próximos dias, a fim de alcançar um acordo sobre a definição do conceito. "Nossa preocupação é saber o que vai ser esta 'economia verde' e isso gera muita discussão, mas precisamos prestar atenção e nos aprofundar no assunto."
A Consumers International é uma federação global de grupos de consumidores que reúne 220 organizações de 115 países com foco em consumo sustentável. O grupo faz parte dos debates de membros da sociedade que ocorrem durante todos os dias da Rio+20, e que deve incluir representantes de ONGs de defesa dos direitos humanos, de mulheres, de jovens, de grupos indígenas e dezenas de outros, além de atores econömicos, acadêmicos e pesquisadores que debatem sustentabilidade.
Além de enfatizar a importância dos debates, Mimica explicou que a federação que representa defende que os métodos para se calcular o Produto Interno Bruto (PIB) dos países seja repensado, assim como foi defendido por cientistas durante o Fórum de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Sustentável, que acontece na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Para alguns pesquisadores, a medição da economia apenas pelo PIB prejudica o meio ambiente. "O modelo atual nos faz caminhar para o desastre", disse Mimica.

Leia mais em: Grupo de consumidores questiona conceito de 'economia verde'. Daniel Buarque   Do G1, no Rio

Educação e sustentabilidade

Evento deve reunir cerca de 500 representantes de entidades do setor

O Encontro da Juventude e Educação para a Sustentabilidade foi aberto quarta-feira (13), na capital fluminense, e deve reunir cerca de 500 representantes de entidades do setor que irão discutir, até sábado (16), políticas de educação voltadas para a sustentabilidade.

Segundo a secretária adjunta da Secretaria Nacional da Juventude e presidente do Conselho Nacional de Juventude, Ângela Guimarães, o objetivo do evento é propor uma discussão sobre o lugar da educação e da juventude, em um novo modelo de desenvolvimento que está sendo pensado para o País e para o mundo nas próximas décadas.

— O Brasil está realizando a conferência Rio+20, e o tema da sustentabilidade está no centro do debate. Não podemos desconsiderar que essa questão deve estar voltada a uma educação que ajude a sociedade a construir esse novo modelo de desenvolvimento sustentável.

Para Ângela Guimarães, as demandas da juventude têm como foco a educação, mas não se resumem apenas a esse tema. Existem ainda outras reivindicações, como trabalho decente, mobilidade urbana, moradia, dentre outras.

— Não dá para tratar a juventude como as próximas ou futuras gerações. Nós estamos vivendo a maior geração de jovens na história do Brasil, que tem uma significativa presença política, demográfica, econômica e social.

A secretária defende que o Estado deve atuar no núcleo das políticas de desenvolvimento, garantindo os direitos da juventude, o acesso às oportunidades, à educação pública de qualidade, à cultura, à mídia e às novas tecnologias.

— Além disso, é preciso que sejam gerados empregos decentes, respeitando as leis trabalhistas. Esta é uma plataforma múltipla, que acaba unificando os jovens no âmbito mundial, porque são demandas de cunho global.
 Leiam mais em: Jovens se reúnem no Rio para analisar o  papel da educação na sustentabilidade. Da Agência Brasil

Código Florestal, antes e depois do Veto

Vindos de longe e sem dinheiro

Colombianos passaram a dormir em redes após temporada no Pará. Campus da UFRJ, na Praia Vermelha, vai abrigar mais de 2 mil jovens.

A rede esticada na árvore vai ser o dormitório dos colombianos Javier Ruiz e Davi Gusmán durante a Rio+20. Sem dinheiro para pagar as altas tarifas dos hotéis e albergues, eles acampam na UFRJ, na Praia Vermelha, na Zona Sul da cidade. Mais de 2 mil jovens são aguardados no camping improvisado no gramado da universidade, que fica a poucos minutos do Aterro do Flamengo, onde vai acontecer a Cúpula dos Povos.

Javier e Davi aprovaram a primeira noite na rede fixada nas árvores na UFRJ (Foto: Rodrigo Gorosito/G1)
Javier e Davi, ambos de 34 anos, chegaram ao Rio de Janeiro na quarta-feira (13). Na falta de barraca e de colchonetes, eles passaram a primeira noite em companhia do sereno e do vento gelado.
“Essa nossa suíte é melhor do que a de um hotel cinco estrelas. Podemos admirar as estrelas, sentir a brisa e ouvir o som dos pássaros. E tudo isso ainda de graça. Ainda não choveu, então não tenho do que reclamar”, conta Davi, que utilizou o artifício de um mosqueteiro para evitar a visita dos indesejados insetos.
Pesquisas no Norte do Brasil

A dupla de colombianos explica que desenvolveu o hábito de dormir em redes durante uma temporada no Pará.
Eles visitaram cidades do norte do país por dois anos, durante uma pesquisa com as mulheres quebradeiras de coco babaçu. Atualmente, Javier faz mestrado na Universidade de Madri e Davi é aluno do curso de planejamento do desenvolvimento na Universidade Federal do Pará (UFPA).
Os dois vão participar de fóruns e discussões na Cúpula dos Povos, que acontece paralelamente à Rio+20, de 16 a 19 de junho. Para Javier, a Rio+20 se diferencia das outras conferências por ter conseguido uma maior participação e mobilização da sociedade.
“Todo mundo está mais consciente dos seus deveres em adotar medidas mais sustentáveis para o planeta. Acho que nos debates podemos chegar a algumas soluções, principalmente para as comunidades e aldeias pequenas”, argumenta o pesquisador, que também participou da Conferência de Joanesburgo, em 2002.
Tradutores voluntários
Durante a Rio+20, o campus da UFRJ vai abrigar integrantes de 100 movimentos jovens nacionais e estrangeiros. Para facilitar a comunicação, foi criado um grupo de tradutores voluntários.
“Vão ficar acampados aqui jovens da Romênia, Rússia, Alemanha, Canadá e Estados Unidos. É importante que todos discutam e trocam idéias que possam ajudar a melhorar a vida em comunidade”, afirma Lívia Alencar, de 25 anos, integrante da Rede da Juventude pelo Meio Ambiente e Sustentabilidade.
Refeição para os alojados
A UFRJ disponibilizou 42 banheiros, sendo 26 com chuveiros, para os hospedados no camping. Os visitantes vão ganhar diariamente tíquetes de refeição no valor de R$ 24, que podem ser utilizados em restaurantes credenciados.
Quem não conseguiu vaga no acampamento da Praia Vermelha pode procurar por vagas no camping montado na Quinta da Boa Vista, na Zona Norte do Rio.

Leia mais em: Gringos improvisam camas com redes em acampamento da Rio+20.   Tássia Thum Do G1 RJ

Novos velhos conceitos

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, defendeu nesta quarta-feira (13) que os países ricos e pobres sigam o "espírito" da convenção firmada na Eco-92, ocorrida em 1992 no Rio. O acordo propôs "ações comuns, porém diferenciadas" a todas as nações para conservação do ambiente.
Os países desenvolvidos alegam que os em desenvolvimento --como é o caso do Brasil-- devem ter mais responsabilidade para auxiliar nas metas de redução mundial dos gases que causam o efeito estufa, responsável pelo aquecimento global.
Já os países em desenvolvimento se defendem usando a convenção da Eco-92. Eles afirmam que já emitem menos gases e que as nações mais ricas é que devem seguir normas mais rígidas. No alvo da discussão está o desenvolvimento econômico e social dos países pobres.
Izabella, que participou nesta quarta-feira da abertura de um ciclo de debates sobre a Rio+20 (conferência da ONU sobre desenvolvimento sustentável) que acontece até o dia 22 de junho no Rio, disse que o evento mundial é o cenário ideal para essa discussão. "É o espaço mais democrático, o da ONU, onde cada país vai buscar seu voto", disse.
A ministra afirmou ainda que o processo da Rio+20 é no "âmbito do multilateralismo" e que as nações convergem para o desenvolvimento sustentável. Após a abertura do debate sobre finanças sustentáveis, Izabella seguiu para um evento no Rio com o ministro da Educação, Aloisio Mercadante.

Lago tropical de metano líquido

Formação no satélite de Saturno deve ter fonte subterrânea

Um grupo internacional de pesquisadores observou pela primeira vez um lago de metano líquido com cerca de com 2400 km2 na região próxima ao equador de Titã, a maior lua de Saturno. Publicada na Nature desta semana (14 de junho), a descoberta indica que o trópico árido do satélite pode ter ainda mais lagos e também sugere que eles são formados por alguma fonte subterrânea de metano. A pesquisa foi feita graças a uma busca intensiva no banco de dados que contém informações coletadas pela sonda Cassini desde 2004, quando passou a orbitar Saturno.

A comunidade científica já conhecia os lagos localizados perto do polo norte de Titã, além de outro no polo sul. “Havia interesse em procurar lagos nas latitudes baixas, mas era complicado observar”, conta um dos autores do trabalho, o astrônomo Paulo Penteado, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG-USP). Os demais autores são da Universidade do Arizona, Estados Unidos.

A sonda Cassini contém vários telescópios e um radar. Ao passar perto dessa lua de Saturno, alguns telescópios captam luz em comprimentos de onda no infravermelho, invisíveis ao olho nu. Essa luz infravermelha refletida por Titã revela detalhes sobre a sua superfície, um tipo de informação que não pode ser obtida pela análise de comprimentos de onda de luz visível.

A partir de a luz solar que incide sobre Titã, nos comprimentos de onda em que podem ser observados, os lagos são escuros. “Ao observar a região do equador, sabíamos que nenhum lago grande existia ali devido às observações nos comprimentos de onda em que vemos a superfície. Se houvesse lago, ele deveria ser pequeno e, por isso, detectado em raras imagens”, explica Penteado. Após a extensa busca, a equipe encontrou um lago que, segundo estimativas, deve ter cerca de 2 m de profundidade no mínimo. “Não conseguimos estimar profundidades maiores”, diz. Mas os lagos podem ser mais profundos, os telescópios não conseguem captar essa informação.

Como a região dos trópicos aparenta ser mais seca que o resto da lua, alguns modelos matemáticos sugerem que o lago surja de uma fonte subterrânea – e não seja gerado por chuvas, outra hipótese plausível. “Caso contrário, o metano líquido já teria evaporado”, afirma o pesquisador.

Titã não se parece com a Lua da Terra. Aliás, é diferente de todas as outras luas conhecidas no Sistema Solar. “Ela é a única que tem atmosfera e meteorologia ativa lembrando a do nosso planeta”, explica Penteado. O componente principal da atmosfera de Titã é o nitrogênio, seguido pelo metano. Na Terra, o nitrogênio e o oxigênio dominam. Devido à baixa temperatura do satélite, 180 graus Celsius (°C) negativos, lá o metano é líquido – aqui, gasoso. A água, em Titã, só foi observada na forma congelada, aparentando rocha, em uma mistura com amônia.

Além disso, outro componente instiga os pesquisadores: existem moléculas orgânicas longas e complexas na névoa de Titã. “O satélite parece ter uma química muito rica e complexa”, conta o astrônomo do IAG. Os ambientes líquidos, como os lagos, são propícios para as moléculas se chocarem e, assim, se tornarem mais complexas.

Os pesquisadores pretendem continuar estudando Titã até 2017, ano previsto para o fim da missão da sonda Cassini. Porém, já mostram o interesse em, no futuro, explorar com mais detalhes o satélite e sua densa atmosfera utilizando um balão. “Um ano de Titã dura quase 30 anos terrestres. Com a Cassini vimos o que ocorre no verão no hemisfério sul, agora estamos observando o outono e conseguiremos, com a sonda, verificar o início do inverno”, explica Penteado. Ou seja: “Titã tem características interessantes e ainda pouco exploradas”.

Leia mais em: A lua Titã tem lago tropical de metano líquido.  ISIS NÓBILE DINIZ