Meio de cultura são preparações sólidas, líquidas ou semi-sólidas que contêm todos os nutrientes necessários para o crescimento de organismos. Os meios de cultura devem ter na sua composição, os nutrientes indispensáveis ao crescimento do organismo em questão, sob forma assimilável e em concentração não inibitória do crescimento. Este jornalzinho on line tem esta finalidade, servir de meio para enriquecer a nossa cultura e dar condições para o desenvolvimento como melhores profissionais.9.5.11.
segunda-feira, 26 de março de 2012
Tartarugas de água doce ameaçadas de extinção
Mais de 40% das espécies de tartaruga de água doce do planeta estão ameaçadas de extinção, o que faz delas o grupo de animais mais ameaçado do planeta. Essa absurda ameaça de extinção se deve principalmente à perda de seus habitat natural, em especial por causa do represamento dos rios para hidroeletricidade, seguido da caça para alimentação e do comércio muito lucrativo de tartarugas raras como animais de estimação. Confira dez tartarugas que precisam de atenção especial:
10) Terrapene coahuila:Essas tartarugas são também chamadas de “tartarugas-de-caixa”, porque seu casco se fecha como uma caixa. A maioria das espécies vive na terra, mas esta está permanentemente em água doce nas nascentes e brejos de Cuatro Cienegas, no norte do México, um oásis no deserto que está sob ameaça graças ao bombeamento de água contínuo para fins agrícolas, bem como uso residencial. Além disso, grande parte das terras está sendo convertida para uso agrícola.
9) Cágado ou Tartaruga de Annam (Mauremys annamensis): Esta espécie vive apenas na região central do Vietnã. Depois de intensa caça e coleta para o comércio de alimentos na China nos anos 90, poucas tartarugas de Annam sobraram. Porém, há muitas sendo criadas em cativeiro e algumas já foram reintroduzidas na natureza.
8 ) Tartaruga do pântano: Essa tartaruga minúscula – cerca de 10 centímetros de comprimento – vive no leste dos EUA. Seu método único de se enterrar como uma toupeira para pegar insetos, vermes e outros alimentos se tornou mais difícil agora que sua terra tem sido convertida para uso agrícola. Os prados e outros pequenos pântanos de seu habitat especializado já se foram, visto que 98% de suas terras já foram convertidas. Hoje, existem apenas algumas pequenas populações dispersas da espécie.
Passado ajudando o futuro
Um feito inédito pode contribuir para futuros estudos do clima e da botânica. Uma planta de 30 mil anos foi ressuscitada por cientistas russos por meio do cultivo de suas células frutíferas e algumas sementes, que deram origem a novos brotos. A espécie pré-histórica data da última era do gelo da Sibéria e foram encontradas conservadas a 40 metros da superfície.
Com a novidade, evoluções nos estudos do clima e pesquisas sobre regeneração de espécies extintas podem ser postos em prática. A descoberta é uma verdadeira revolução que mexe com toda a natureza. E o mais incrível é que além de ter dado certo, as plantas desenvolveram belas flores férteis em sua segunda geração.
A natureza mostra mais uma vez o quanto pode ser incrível em suas próprias criações. Pense nisso.
Leia mais em: Planta de 30 mil anos pode ajudar cientistas em estudos do clima. Em: Eu quero biologia
Com a novidade, evoluções nos estudos do clima e pesquisas sobre regeneração de espécies extintas podem ser postos em prática. A descoberta é uma verdadeira revolução que mexe com toda a natureza. E o mais incrível é que além de ter dado certo, as plantas desenvolveram belas flores férteis em sua segunda geração.
A natureza mostra mais uma vez o quanto pode ser incrível em suas próprias criações. Pense nisso.
Leia mais em: Planta de 30 mil anos pode ajudar cientistas em estudos do clima. Em: Eu quero biologia
sexta-feira, 23 de março de 2012
Orquidófilos
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| Mauro Rosim |
Se você gosta de orquídeas, aqui vai uma reportagem interessante do Blog Orquideas no ape :
Se você gosta de orquídeas e costuma navegar pela net à procura delas, com certeza já viu várias fotos das plantas dele. Agora, se você gosta mesmo de orquídeas, provavelmente é como eu e minha amiga Carol Costa, fãs de carteirinha dele. Estou falando de Mauro Rosim, paulista de nascimento, formado em Economia pela USP, orquidófilo e diretor técnico da SOSA - Associação Orquidófila de Santo André. Acostumado a sambar na cara da humanidade com suas orquídeas raras e espetaculares, o Mauro gentilmente encontrou tempo para conceder esta entrevista exclusiva ao blog Orquideas no ape .
Entrevista com Mauro Rosim
quinta-feira, 22 de março de 2012
FFCLRP-USP promove 2º Curso de Orquídeas
O LBMBP (Depto. de Biologia) promove curso de Extensão Universitária
Estão abertas as inscrições para o 2º Curso de Orquídeas. O curso de Extensão Universitária será realizado de 11-15/06/2012 no Departamento de Biologia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto das 19:00 às 22:00 hs.
Estão abertas as inscrições para o 2º Curso de Orquídeas. O curso de Extensão Universitária será realizado de 11-15/06/2012 no Departamento de Biologia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto das 19:00 às 22:00 hs.
As vagas são limitadas. As inscrições vão até 01/06/2012 e deverão ser feitas na secretaria de graduação do Departamento de Biologia ou através do e-mail: caique@ffclrp.usp.br
O curso tem como objetivos propiciar à comunidade noções sobre sistemática e reprodução de plantas, e sobre a preservação da flora e da fauna usando as orquídeas como modelo. Também será abordado o problema do comércio de plantas nativas (retiradas do habitat) e o uso de materiais alternativos, sem usar substratos extraídos de forma ilegal da natureza, como o xaxim. O curso também oferecerá informações sobre cultivo de orquídeas e visita ao orquidário do Departamento onde são cultivadas as plantas usadas nas pesquisas científicas.
Detalhes da programação do 2º Curso de Orquídeas podem ser acessados através do site http://sites.ffclrp.usp.br/lbmbp/index.php/disciplinas
Detalhes da programação do 2º Curso de Orquídeas podem ser acessados através do site http://sites.ffclrp.usp.br/lbmbp/index.php/disciplinas
Ambiente e empresas: parceria de sucesso
Nesse artigo de Diego Bonfim é mostrado, algumas invenções e criações que foram desenvolvidas por empresas e pessoas para tentar ajudar na sustentabilidade do Planeta.
Nos dias de hoje estamos vivendo um processo de evolução muito grande, principalmente no quesito tecnologia, onde constantemente está sendo lançadas novidades para o consumidor, isso é muito bom, pois cada dia mais está sendo facilitada a vida de todos, seja no lazer, trabalho, diversão e outras atividades do dia-dia. O problema é, e o meio ambiente, como fica nessa história? Isso porque muitas dessas inovações tecnológicas envolvem procedimentos que causam um impacto ambiental ao nosso Planeta, acabando ainda mais com os recursos naturais que ainda temos.
A empresa gigante da internet, Google é um grande exemplo em inovação ecológica, em seu datacenter localizado em Douglas County (Georgia, EUA), desde o ano de 2007 resfriava suas máquinas com a mesma água que era fornecida aos moradores da cidade, mas recentemente após várias pesquisas, a Google percebeu que poderia usar a água já utilizada, dos banheiros dos moradores. Assim, além de ter uma economia maior no gasto com resfriamento, ainda contribui para diminuir o desperdício de água.
Impressora reversa
Uma ideia que ainda se encontra em projeto, mas que já está com seus estudos avançados e com certeza será uma inovação altamente sustentável, é uma impressora reversa, ou seja, ela oferecerá a possibilidade de retroceder o processo de impressão, através de um sistema de evaporação da tinta impressa.
Funcionará de forma simples e rápida, a pessoa irá colocar a folha impressa novamente na máquina, e com um Laser a impressora irá aquecer a tinta da folha até que ela evapore do papel. As pesquisas e desenvolvimentos deste projeto estão sendo feitos por pesquisadores da Universidade de Cambridge.
EcoPC, o computador ecologicamente correto
No Brasil a inovação tecnológica a favor do meio ambiente também é muito importante, pensando nisso o empresário mineiro Adriano Reis Carvalho juntamente com seus sócios inventaram o EcoPC, um computador ecologicamente correto. Adriano pensou ecologicamente em todas as partes de seu produto, desde material utilizado na construção até o transporte para clientes.
Lei mais em: Eco Tecnologia: Invenções criativas a favor do meio ambiente por Diego Bonfim
A empresa gigante da internet, Google é um grande exemplo em inovação ecológica, em seu datacenter localizado em Douglas County (Georgia, EUA), desde o ano de 2007 resfriava suas máquinas com a mesma água que era fornecida aos moradores da cidade, mas recentemente após várias pesquisas, a Google percebeu que poderia usar a água já utilizada, dos banheiros dos moradores. Assim, além de ter uma economia maior no gasto com resfriamento, ainda contribui para diminuir o desperdício de água.
Impressora reversa
Uma ideia que ainda se encontra em projeto, mas que já está com seus estudos avançados e com certeza será uma inovação altamente sustentável, é uma impressora reversa, ou seja, ela oferecerá a possibilidade de retroceder o processo de impressão, através de um sistema de evaporação da tinta impressa.
Funcionará de forma simples e rápida, a pessoa irá colocar a folha impressa novamente na máquina, e com um Laser a impressora irá aquecer a tinta da folha até que ela evapore do papel. As pesquisas e desenvolvimentos deste projeto estão sendo feitos por pesquisadores da Universidade de Cambridge.
EcoPC, o computador ecologicamente correto
No Brasil a inovação tecnológica a favor do meio ambiente também é muito importante, pensando nisso o empresário mineiro Adriano Reis Carvalho juntamente com seus sócios inventaram o EcoPC, um computador ecologicamente correto. Adriano pensou ecologicamente em todas as partes de seu produto, desde material utilizado na construção até o transporte para clientes.
Veja algumas especificações do EcoPC:
Gabinete totalmente feito com garrafas PET (20 no total);
Consumo de energia 66% menor que um computador comum;
Tamanho do gabinete menor, sendo assim possível transportar muito mais unidades em um caminhão, o que diminui a emissão de gases poluentes;
Gabinete Pode ser reciclado novamente para a produção de novos;
Adriano e seus sócios da empresa Aja Tecnologia ainda dizem que a próxima missão é criar o EcoTablet.
Não viemos através deste artigo dizer que não gostamos de tecnologia, muito pelo contrário, mas devemos lembrar que temos um Planeta a zelar, afinal, de que adianta ter tantas coisas legais (em tecnologia no caso), sendo que isso acaba aos poucos com o ambiente em que vivemos. Procure ajudar e incentivar pessoas que tenham ideias ecológicas, pois elas podem ser a grande solução para os problemas ambientais do nosso Planeta.
Com pesar, o Hemocentro RP comunica a seus colaboradores que faleceu, na tarde desta quarta-feira, o imunologista Julio Cesar Voltarelli. Ele estava internado no hospital Santa Isabel, em Blumenau, Santa Catarina, onde passou por transplante de fígado.
O doutor Voltarelli foi responsável por dezenas de transplantes ao longo de seus 40 anos de dedicação à profissão. Era um dos principais nomes da ciência nacional. Reconhecido internacionalmente pela sua capacidade e inovação. Foi responsável, junto com sua equipe, pelo primeiro transplante de medula óssea do Hospital das Clínicas em 1992.
O Hemocentro RP, em homenagem ao seu ilustre pesquisador, colega, e aos seus familiares decreta luto de três dias em sua sede.
RIP
O doutor Voltarelli foi responsável por dezenas de transplantes ao longo de seus 40 anos de dedicação à profissão. Era um dos principais nomes da ciência nacional. Reconhecido internacionalmente pela sua capacidade e inovação. Foi responsável, junto com sua equipe, pelo primeiro transplante de medula óssea do Hospital das Clínicas em 1992.
O Hemocentro RP, em homenagem ao seu ilustre pesquisador, colega, e aos seus familiares decreta luto de três dias em sua sede.
RIP
quarta-feira, 21 de março de 2012
Impressora que reutiliza o papel
Engenheiros da Universidade de Cambridge criaram uma “desimpressora” que permite reutilizar o papel que já estava com tinta.
O método envolve o uso de rápidas aplicações de laser para apagar as palavras e imagens, aquecendo o material impresso até o ponto que ele vaporiza. Os pesquisadores dizem que o aparelho funciona com papeis e tintas comuns, e acaba sendo mais ecológico do que a reciclagem.
Porém, mais pesquisa ainda é necessária para que o produto seja disponibilizado no mercado. “Quando você usa o laser, ele atinge a fina camada de tinta e aquece até o ponto que ela vaporiza”, afirma o líder do estudo, David Leal-Ayala.
A Toshiba já vende uma impressora que apaga a tinta, mas a máquina depende de sua própria tinta especial para funcionar.
Pulsos verdes
Os engenheiros testaram uma série de lasers ultravioletas, infravermelhos e visíveis, com velocidades diferentes. No fim, o melhor foi o laser verde, com uma duração de quatro bilionésimos de segundo.
De acordo com eles, o papel ficou sem nenhum dano e “comparável a um em branco, novo”. Um sistema de extração de gases foi usado para capturar nanopartículas e gases que poderiam prejudicar o processo.
Substituindo a reciclagem
Os pesquisadores acreditam que a reciclagem ainda vai ser um processo mais barato, mas o preço do equipamento deve diminuir conforme a produção aumentar.
“Quando você recicla o papel, usa muitas fontes”, afirma Leal-Ayala. “Você usa eletricidade, água e químicos, e o único motivo pelo qual você não reutiliza o papel é porque a tinta está nele”.
Se o papel continua em boas condições, porque utilizar um processo tão longo como a reciclagem? [BBC]
[Hypescience]
O método envolve o uso de rápidas aplicações de laser para apagar as palavras e imagens, aquecendo o material impresso até o ponto que ele vaporiza. Os pesquisadores dizem que o aparelho funciona com papeis e tintas comuns, e acaba sendo mais ecológico do que a reciclagem.
Porém, mais pesquisa ainda é necessária para que o produto seja disponibilizado no mercado. “Quando você usa o laser, ele atinge a fina camada de tinta e aquece até o ponto que ela vaporiza”, afirma o líder do estudo, David Leal-Ayala.
A Toshiba já vende uma impressora que apaga a tinta, mas a máquina depende de sua própria tinta especial para funcionar.
Pulsos verdes
Os engenheiros testaram uma série de lasers ultravioletas, infravermelhos e visíveis, com velocidades diferentes. No fim, o melhor foi o laser verde, com uma duração de quatro bilionésimos de segundo.
De acordo com eles, o papel ficou sem nenhum dano e “comparável a um em branco, novo”. Um sistema de extração de gases foi usado para capturar nanopartículas e gases que poderiam prejudicar o processo.
Substituindo a reciclagem
Os pesquisadores acreditam que a reciclagem ainda vai ser um processo mais barato, mas o preço do equipamento deve diminuir conforme a produção aumentar.
“Quando você recicla o papel, usa muitas fontes”, afirma Leal-Ayala. “Você usa eletricidade, água e químicos, e o único motivo pelo qual você não reutiliza o papel é porque a tinta está nele”.
Se o papel continua em boas condições, porque utilizar um processo tão longo como a reciclagem? [BBC]
[Hypescience]
Tubarões, novas espécies descobertas em Galápagos
Cientistas descobriram uma nova espécie de tubarão, moradora do fundo do mar perto das Ilhas Galápagos.
A criatura recém-nomeada Bythaelurus giddingsi é uma espécie de tubarão gato. Esses animais nunca tinham sido vistos perto do famoso arquipélago do Pacífico Oriental, até os pesquisadores descerem cerca de 500 metros ao fundo do oceano.
“Olhamos pela janela do submarino e vimos este tubarão gato manchado”, conta John McCosker, principal autor de um artigo descrevendo o tubarão. “Foi muito emocionante, porque não esperávamos que esse gênero tivesse uma espécie de tubarão vivo em Galápagos”.
Os pesquisadores decidiram que tinham que capturar o tubarão para estudo, coisa que não foi fácil, pois ele certamente correu. Os cientistas por fim conseguiram capturar mais seis exemplares, das mais variadas cores, como cor de chocolate, salpicados com manchas claras, etc.
“Ao contrário de muitas espécies de tubarões, as manchas parecem estar distribuídas de forma aleatória, com padrões únicos para cada animal, o que é bastante notável”, disse McCosker.
A espécie é encontrada somente perto das Ilhas Galápagos, famosa por suas espécies únicas, tanto em terra quanto no mar, graças ao seu extremo isolamento geográfico.
McCosker estima que os maiores exemplares observados tinham cerca de 60 a 70 centímetros de comprimento, comprimento médio para tubarões gatos. Porém, limitado pelo instrumento de coleta do submersível, o maior tubarão que a equipe capturou tinha apenas 45 centímetros.
McCosker disse que a descoberta é “agridoce”. “Há uma grande ironia em descobrir novas espécies de tubarões, com os tubarões desaparecendo em todo o mundo, muitos vítimas do lucrativo comércio de barbatanas de tubarão para a sopa de barbatana”, comenta.[MSN]
A criatura recém-nomeada Bythaelurus giddingsi é uma espécie de tubarão gato. Esses animais nunca tinham sido vistos perto do famoso arquipélago do Pacífico Oriental, até os pesquisadores descerem cerca de 500 metros ao fundo do oceano.
“Olhamos pela janela do submarino e vimos este tubarão gato manchado”, conta John McCosker, principal autor de um artigo descrevendo o tubarão. “Foi muito emocionante, porque não esperávamos que esse gênero tivesse uma espécie de tubarão vivo em Galápagos”.
Os pesquisadores decidiram que tinham que capturar o tubarão para estudo, coisa que não foi fácil, pois ele certamente correu. Os cientistas por fim conseguiram capturar mais seis exemplares, das mais variadas cores, como cor de chocolate, salpicados com manchas claras, etc.
“Ao contrário de muitas espécies de tubarões, as manchas parecem estar distribuídas de forma aleatória, com padrões únicos para cada animal, o que é bastante notável”, disse McCosker.
A espécie é encontrada somente perto das Ilhas Galápagos, famosa por suas espécies únicas, tanto em terra quanto no mar, graças ao seu extremo isolamento geográfico.
McCosker estima que os maiores exemplares observados tinham cerca de 60 a 70 centímetros de comprimento, comprimento médio para tubarões gatos. Porém, limitado pelo instrumento de coleta do submersível, o maior tubarão que a equipe capturou tinha apenas 45 centímetros.
McCosker disse que a descoberta é “agridoce”. “Há uma grande ironia em descobrir novas espécies de tubarões, com os tubarões desaparecendo em todo o mundo, muitos vítimas do lucrativo comércio de barbatanas de tubarão para a sopa de barbatana”, comenta.[MSN]
Microbiota intestinal e suas implicações
Mudança no perfil da microbiota intestinal favorece o desenvolvimento de diabetes e obesidade
Cada pessoa traz em si um universo. Literalmente. Calcula-se que o corpo humano seja formado por 75 trilhões de células e que abrigue um número 10 vezes maior de bactérias, um bom tanto delas (cerca de 100 trilhões) nos intestinos. Esses dados não são novos, mas só recentemente passaram a despertar o interesse da ciência e da medicina. Por muito tempo se acreditou que a convivência com os inquilinos microscópicos fosse benéfica para as bactérias e seus hospedeiros na maior parte das vezes. Ou ainda que, no máximo, não favorecesse nem prejudicasse qualquer dos lados. Essa ideia de coexistência pacífica, no entanto, começou a mudar nos últimos anos quando surgiram estudos mostrando que a intimidade contínua – e, é necessário que se diga, inevitável – pode em alguns casos trazer consequências indesejáveis. Pelo menos, para o hospedeiro.
Um estudo publicado em dezembro passado por pesquisadores brasileiros na revista PLoS Biology está chamando a atenção de muita gente – teve 11 mil acessos em menos de três meses – por evidenciar uma situação em que as bactérias dos intestinos podem causar prejuízos para o organismo humano. A equipe do médico Mário Abdalla Saad, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), demonstrou que um determinado grupo de bactérias intestinais pode, em certas situações, iniciar um desequilíbrio metabólico que quase sempre leva ao que se tornou em apenas duas ou três décadas um dos mais importantes problemas de saúde pública do mundo: o desenvolvimento de diabetes e obesidade, que atingem, respectivamente, 350 milhões e 500 milhões de pessoas.
A alteração que antecede o diabetes e o ganho excessivo de peso é o que os médicos chamam de resistência à insulina. Quando a resistência à insulina se instala, o corpo deixa de usar de maneira adequada o hormônio que permite às células dos músculos e de outros tecidos retirar o açúcar (glicose) do sangue e convertê-lo em energia ou estocá-lo para usar mais tarde. Em experimentos com camundongos, a equipe de Saad verificou que por trás da resistência à insulina podem estar as bactérias do filo Firmicutes, grupo que reúne dezenas de espécies e, ao lado de outros grupos de bactérias, constitui a microbiota intestinal.
Leia mais esta reportagem de Ricardo Zorzetto: Conexões viscerais
Cada pessoa traz em si um universo. Literalmente. Calcula-se que o corpo humano seja formado por 75 trilhões de células e que abrigue um número 10 vezes maior de bactérias, um bom tanto delas (cerca de 100 trilhões) nos intestinos. Esses dados não são novos, mas só recentemente passaram a despertar o interesse da ciência e da medicina. Por muito tempo se acreditou que a convivência com os inquilinos microscópicos fosse benéfica para as bactérias e seus hospedeiros na maior parte das vezes. Ou ainda que, no máximo, não favorecesse nem prejudicasse qualquer dos lados. Essa ideia de coexistência pacífica, no entanto, começou a mudar nos últimos anos quando surgiram estudos mostrando que a intimidade contínua – e, é necessário que se diga, inevitável – pode em alguns casos trazer consequências indesejáveis. Pelo menos, para o hospedeiro.
Um estudo publicado em dezembro passado por pesquisadores brasileiros na revista PLoS Biology está chamando a atenção de muita gente – teve 11 mil acessos em menos de três meses – por evidenciar uma situação em que as bactérias dos intestinos podem causar prejuízos para o organismo humano. A equipe do médico Mário Abdalla Saad, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), demonstrou que um determinado grupo de bactérias intestinais pode, em certas situações, iniciar um desequilíbrio metabólico que quase sempre leva ao que se tornou em apenas duas ou três décadas um dos mais importantes problemas de saúde pública do mundo: o desenvolvimento de diabetes e obesidade, que atingem, respectivamente, 350 milhões e 500 milhões de pessoas.
A alteração que antecede o diabetes e o ganho excessivo de peso é o que os médicos chamam de resistência à insulina. Quando a resistência à insulina se instala, o corpo deixa de usar de maneira adequada o hormônio que permite às células dos músculos e de outros tecidos retirar o açúcar (glicose) do sangue e convertê-lo em energia ou estocá-lo para usar mais tarde. Em experimentos com camundongos, a equipe de Saad verificou que por trás da resistência à insulina podem estar as bactérias do filo Firmicutes, grupo que reúne dezenas de espécies e, ao lado de outros grupos de bactérias, constitui a microbiota intestinal.
Leia mais esta reportagem de Ricardo Zorzetto: Conexões viscerais
terça-feira, 20 de março de 2012
Competição para pesquisas em esclerose lateral amiotrófica
Inscrições para o Prêmio Paulo Gontijo de Medicina terminam em 31 de março
Maria Guimarães
Jovens pesquisadores que busquem desvendar a causa e a cura da esclerose lateral amiotrófica têm, mais uma vez, a oportunidade de serem reconhecidos com um prêmio de US$ 20.000, além de uma medalha de ouro do Instituto Paulo Gontijo. Com a finalidade de incentivar e divulgar a ciência, o instituto concede um prêmio anual e, na categoria Medicina, conta com a parceria da Associação Brasileira de Esclerose Lateral Amiotrófica.
Pesquisadores com idade até 35 anos podem se inscrever, até o final de março, por meio dosite do Instituto Paulo Gontijo, onde também está disponível o regulamento.
A gravidade dessa doença que rouba todos os movimentos musculares, como é o caso do físico britânico Stephen Hawking, é ampla justificativa para a iniciativa de estimular e reconhecer a excelência da pesquisa que ajude a combatê-la.
Saiba mais sobre Esclerose Lateral Amiotrófica:- Mensageira da morte- Autofagia para a sobrevivência
- Em busca de conexões
Pesquisadores com idade até 35 anos podem se inscrever, até o final de março, por meio dosite do Instituto Paulo Gontijo, onde também está disponível o regulamento.
A gravidade dessa doença que rouba todos os movimentos musculares, como é o caso do físico britânico Stephen Hawking, é ampla justificativa para a iniciativa de estimular e reconhecer a excelência da pesquisa que ajude a combatê-la.
Saiba mais sobre Esclerose Lateral Amiotrófica:- Mensageira da morte- Autofagia para a sobrevivência
- Em busca de conexões
protozoário causador de encefalites
Começam a aparecer os tipos locais de protozoário causador de encefalites
No início de janeiro, uma mulher de 22 anos, com muita dor de cabeça e uma paralisia no lado esquerdo do corpo, decidiu ir a um ambulatório especializado de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. A enfermeira que a atendeu a convenceu a fazer um teste rápido de detecção do vírus HIV, causador da Aids. O resultado, que saiu em 30 minutos, deu positivo.
“A moça tinha vida sexual havia oito anos, fazia sexo desprotegido, tinha dois ou três parceiros por semana, nunca tinha feito teste para HIV e não sabia que estava com Aids”, relata o médico José Ernesto Vidal, que a atendeu em seguida. A dor de cabeça e a paralisia do lado esquerdo do corpo sugeriam uma encefalite causada pelo protozoário Toxoplasma gondii. Ele a internou de imediato para começar o tratamento contra a doença neurológica e depois, assim que possível, iniciar a medicação contra o vírus da Aids.
A toxoplasmose cerebral sempre foi uma doença oportunista, transmitida normalmente por água ou alimentos contaminados (e não por via sexual), que normalmente emerge quando as defesas do organismo estão enfraquecidas. Agora essa infecção está merecendo mais atenção porque testes moleculares e genéticos, empregados como parte do diagnóstico, estão mostrando variedades de T. gondii exclusivas do Brasil, podendo causar sintomas atípicos ou mais graves em uma parte das pessoas infectadas. “Nossos testes estão mostrando que as variedades brasileiras são geneticamente diferentes dos tipos clássicos 1, 2 e 3, registrados, principalmente, nos Estados Unidos e na Europa, e algumas podem ser mais virulentas”, afirma Vidal.
Formas brasileiras de toxoplasmose.
Leia mais na matéria de Carlos Fioravanti: Formas brasileiras de toxoplasmose.
Leia mais na matéria de Carlos Fioravanti: Formas brasileiras de toxoplasmose.
Floresta amazônica e regulação climática
Estudo avalia o impacto real de vegetações nativas e
cultivadas das Américas sobre a temperatura global
Quantificar o real efeito do desmatamento e das atividades
agrícolas na temperatura média do planeta é o principal resultado de um
trabalho realizado por pesquisadores do Brasil e dos Estados Unidos e publicado
na edição de março da revista Nature Climate Change. O conhecimento mais
acurado do impacto dos ecossistemas terrestres sobre o clima se tornou possível
agora porque os pesquisadores incluíram nos cálculos dois fenômenos que costumavam
ser deixados de lado: a evapotranspiração (perda de água por evaporação e
transpiração das plantas) e a absorção de energia solar pela vegetação. Esses
fenômenos de natureza biofísica influenciam a regulação do clima local e afetam
o clima global, mas eram desconsiderados. Os trabalhos anteriores, usados para
traçar políticas de proteção do ambiente, só incluíam os dados sobre absorção
ou liberação de gases de efeito estufa, os chamados mecanismos biogeoquímicos,
que têm efeitos globais.
No estudo da Nature Climate Change os pesquisadores
conseguiram condensar os efeitos biofísicos e biogeoquímicos num único índice,
mais abrangente, batizado de climate regulation values (CRV). “Esse índice
contabiliza os estoques de carbono e sua troca líquida nos ecossistemas, a
emissão de óxido nitroso e de metano e considera também os efeitos da
evapotranspiração e da absorção de energia solar associados a cada tipo de
vegetação”, explica Santiago Cuadra, pesquisador do Centro Federal de Educação
Tecnológica Celso Suckow da Fonseca do Rio de Janeiro (Cefet/RJ), um dos
autores do artigo.
Para saber um pouco mais sobre esta matéria: A equação do clima. De Evanildo da Silveira
Artigo científico:
ANDERSON-TEIXEIRA, K.J. et al. Climate-regulation services of natural and agricultural ecoregions of the Americas. Nature Climate Change.
8 jan. 2012.
segunda-feira, 19 de março de 2012
sábado, 17 de março de 2012
sexta-feira, 16 de março de 2012
Fonte alternativa de energia?
Até recentemente, a forma mais eficiente de gerar energia a partir de um organismo vivo era colocar um hamster para correr em uma roda. Mas pesquisadores da Universidade Clarkson (em Potsdam, no estado de Nova Iorque), nos Estados Unidos, estão conseguindo transformar lesmas vivas em “baterias”, se utilizando do açúcar do sangue do animal.
O método para isso é relativamente simples. Os químicos desenvolveram pequenos eletrodos de carbono, dotados de nanotubos que têm a função de conduzir eletricidade. Para gerá-la, tais eletrodos são combinados com determinadas enzimas para compor células de bio energia. Estas células se apropriam da glicose e do oxigênio do sangue dos animais e produzem eletricidade na transferência para o eletrodo.
Este sistema não causa danos aos moluscos. Depois de a “bateria” funcionar perfeitamente por algumas horas, basta que as lesmas se alimentem normalmente e descansem para que o sangue retorne a níveis saudáveis de seus componentes. Mesmo enquanto os eletrodos estão acoplados, elas podem viver e se movimentar sem problemas.
É claro que uma lesma nestas condições ainda produz muito menos energia do que uma pilha palito. Os cientistas afirmam que já estão desenvolvendo estratégias para aumentar o “aproveitamento energético” das lesmas, e que o mesmo procedimento também pode ser utilizado em outros animais, como minhocas e outros insetos. Além disso, é possível que haja outras substâncias nestes organismos que também possam alimentar os eletrodos.
A questão impressionante, no entanto, nem chega a ser a quantidade energética. O exército dos EUA já apresentou a ideia de que estas “lesmas energéticas” podem ser transformadas em pontos eletrônicos, que podem servir como sensores. Seria o primeiro exemplo de “sensor vivo” da história, integrado ao meio natural como nenhum outro aparato eletrônico jamais conseguiu. Algo como… uma lesma ciborgue.
O método para isso é relativamente simples. Os químicos desenvolveram pequenos eletrodos de carbono, dotados de nanotubos que têm a função de conduzir eletricidade. Para gerá-la, tais eletrodos são combinados com determinadas enzimas para compor células de bio energia. Estas células se apropriam da glicose e do oxigênio do sangue dos animais e produzem eletricidade na transferência para o eletrodo.
Este sistema não causa danos aos moluscos. Depois de a “bateria” funcionar perfeitamente por algumas horas, basta que as lesmas se alimentem normalmente e descansem para que o sangue retorne a níveis saudáveis de seus componentes. Mesmo enquanto os eletrodos estão acoplados, elas podem viver e se movimentar sem problemas.
É claro que uma lesma nestas condições ainda produz muito menos energia do que uma pilha palito. Os cientistas afirmam que já estão desenvolvendo estratégias para aumentar o “aproveitamento energético” das lesmas, e que o mesmo procedimento também pode ser utilizado em outros animais, como minhocas e outros insetos. Além disso, é possível que haja outras substâncias nestes organismos que também possam alimentar os eletrodos.
A questão impressionante, no entanto, nem chega a ser a quantidade energética. O exército dos EUA já apresentou a ideia de que estas “lesmas energéticas” podem ser transformadas em pontos eletrônicos, que podem servir como sensores. Seria o primeiro exemplo de “sensor vivo” da história, integrado ao meio natural como nenhum outro aparato eletrônico jamais conseguiu. Algo como… uma lesma ciborgue.
Leia mais: Lesma ciborgue é transformada em bateria viva.[LiveScience][Hypescience]
“para matar a tristeza, só mesa de bar" ... Na 'Science'.
Rejeitadas por parceiras, moscas buscam consolo no álcool, diz estudo
Sexo libera substância química que reduz procura pela bebida. Pesquisa foi publicada pela revista 'Science'.
Uma mosca entra no bar, chama o garçom e diz: “para matar a tristeza, só mesa de bar". A cena é surreal, mas tem algum fundamento científico – exceto pelo fato de que ainda não há estudos mostrando que moscas sejam fãs de Reginaldo Rossi.
Mas há sim uma pesquisa que mostra que o álcool é uma saída, ou pelo menos um consolo, para a dor de cotovelo na espécie – onde quer que esteja o cotovelo de uma mosca.
A experiência que chegou a essa conclusão foi feita nos laboratórios da Universidade da Califórnia em São Francisco, nos EUA. As moscas macho foram separadas em dois grupos – um deles foi colocado ao lado de fêmeas virgens, que permitem a cópula, e o outro teve contato com fêmeas arredias.
Depois, os insetos puderam optar entre dois tipos de alimentos – com ou sem álcool. Foi quando os cientistas descobriram que as moscas rejeitadas gostam da bebida alcoólica – bem mais do que as que conseguiram sexo.
Acontece que o sexo eleva o nível de uma substância chamada “neuropeptídeo F”, ligada ao chamado sistema de recompensa do cérebro. Quanto menor esse nível, maior a chance de que a mosca consuma álcool.
Como se trata de uma relação química, a descoberta pode ser desenvolvida a ponto de explicar mecanismos do alcoolismo em humanos. A pesquisa foi divulgada pela “Science”, uma das mais prestigiadas revistas científicas do mundo, nesta quinta-feira (15).
Leia mais na matéria de Tadeu Meniconi, Do G1, em São Paulo
Planeta dos Macacos
Gorilas compartilham muitas mudanças genéticas paralelas com humanos - incluindo a evolução de nossa audição
Nossos ancestrais passaram pela divisão evolutiva com os gorilas há cerca de 10 milhões de anos, mas ainda compartilhamos um notável número de genes com o grande macaco, de acordo com um inovador estudo publicado nesta quarta-feira (7).
Um consórcio mundial de cientistas sequenciou o genoma do gorila da planície ocidental e comparou mais de 11 mil de seus genes com os dos humanos modernos, Homo sapiens, e os dos chimpanzés.
Os gorilas se separaram da linhagem humano-chimpanzé há cerca de 10 milhões de anos, e cerca de quatro milhões de anos depois homens e chimpanzés emergiram como espécies diferentes, uma ideia que coincide com as evidências fósseis.
A comparação também derruba convicções sobre similaridades entre os principais primatas, dizem os pesquisadores.
Como era esperado, humanos e chimpanzés compartilhavam a maior parte dos genes. Mas 15% do genoma humano é mais próximo ao genoma do gorila do que ao do chimpanzé - e 15% do genoma do chimpanzé é mais próximo ao genoma do gorila do que ao do humano.
"Nossas descobertas mais significativas revelam não apenas diferenças entre as espécies refletindo milhões de anos de divergências evolutivas, mas também similaridades nas mudanças em paralelo ao longo do tempo desde seu ancestral comum", disse Chris Tyler-Smith, do Britain's Wellcome Trust Sanger Institute.
"Descobrimos que gorilas compartilham muitas mudanças genéticas paralelas com humanos - incluindo a evolução de nossa audição".
"Cientistas sugeriram que a rápida evolução dos genes de audição dos humanos estava ligada à evolução da linguagem. Nossos resultados colocam isso em questão, já que os genes de audição evoluíram em gorilas na mesma proporção que nos humanos".
Os próprios gorilas começaram a se dividir em dois grupos, o gorila da planície oriental e o gorila da planície ocidental, cerca de um milhão de anos atrás.
O estudo joga um balde de água fria naqueles que defendem a noção de que a separação entre espécies de primatas ocorreu de maneira abrupta, em um período relativamente curto. Na verdade, o processo foi longo e muito gradual.
Havia provavelmente uma quantidade razoável de "fluxo gênico", ou um cruzamento entre linhagens genéticas levemente diferentes, os dois antes que os gorilas se separassem dos outros macacos e antes que os próprios gorilas se dividissem em duas espécies.
Poderia haver um paralelo na separação entre chimpanzés e bonomos, ou entre humanos modernos e Neanderthais, afirmam os autores.
Uma nova teoria sobre Neanderthais é que eles eram mais do que primos próximos - o H. sapiens ocasionalmente cruzava com eles e incorporou alguns de seus genes nos humanos modernos.
Os próprios Neandherthais se extinguiram como uma espécie separada há cerca de 40 mil anos, dizimados quer por uma mudança climática ou devido ao próprio H. sapiens, de acordo com algumas hipóteses.
A amostra de DNA foi retirada de uma gorila da planície ocidental chamada Kamilah.
Depois de prosperar por milhões de anos, os gorilas sobrevivem hoje em apenas algumas poucas populações ameaçadas da África central, e sua quantidade diminui devido à caça e à perda de habitat.
"Bem como nos ensinar sobre evolução humana, o estudo dos grandes macacos nos conecta a um tempo no qual nossa existência era mais tênue, e, ao fazer isso, ressalta a importância de proteger e conservar estas espécies notáveis", afirma o estudo.
Nossos ancestrais passaram pela divisão evolutiva com os gorilas há cerca de 10 milhões de anos, mas ainda compartilhamos um notável número de genes com o grande macaco, de acordo com um inovador estudo publicado nesta quarta-feira (7).
Um consórcio mundial de cientistas sequenciou o genoma do gorila da planície ocidental e comparou mais de 11 mil de seus genes com os dos humanos modernos, Homo sapiens, e os dos chimpanzés.
Os gorilas se separaram da linhagem humano-chimpanzé há cerca de 10 milhões de anos, e cerca de quatro milhões de anos depois homens e chimpanzés emergiram como espécies diferentes, uma ideia que coincide com as evidências fósseis.
A comparação também derruba convicções sobre similaridades entre os principais primatas, dizem os pesquisadores.
Como era esperado, humanos e chimpanzés compartilhavam a maior parte dos genes. Mas 15% do genoma humano é mais próximo ao genoma do gorila do que ao do chimpanzé - e 15% do genoma do chimpanzé é mais próximo ao genoma do gorila do que ao do humano.
"Nossas descobertas mais significativas revelam não apenas diferenças entre as espécies refletindo milhões de anos de divergências evolutivas, mas também similaridades nas mudanças em paralelo ao longo do tempo desde seu ancestral comum", disse Chris Tyler-Smith, do Britain's Wellcome Trust Sanger Institute.
"Descobrimos que gorilas compartilham muitas mudanças genéticas paralelas com humanos - incluindo a evolução de nossa audição".
"Cientistas sugeriram que a rápida evolução dos genes de audição dos humanos estava ligada à evolução da linguagem. Nossos resultados colocam isso em questão, já que os genes de audição evoluíram em gorilas na mesma proporção que nos humanos".
Os próprios gorilas começaram a se dividir em dois grupos, o gorila da planície oriental e o gorila da planície ocidental, cerca de um milhão de anos atrás.
O estudo joga um balde de água fria naqueles que defendem a noção de que a separação entre espécies de primatas ocorreu de maneira abrupta, em um período relativamente curto. Na verdade, o processo foi longo e muito gradual.
Havia provavelmente uma quantidade razoável de "fluxo gênico", ou um cruzamento entre linhagens genéticas levemente diferentes, os dois antes que os gorilas se separassem dos outros macacos e antes que os próprios gorilas se dividissem em duas espécies.
Poderia haver um paralelo na separação entre chimpanzés e bonomos, ou entre humanos modernos e Neanderthais, afirmam os autores.
Uma nova teoria sobre Neanderthais é que eles eram mais do que primos próximos - o H. sapiens ocasionalmente cruzava com eles e incorporou alguns de seus genes nos humanos modernos.
Os próprios Neandherthais se extinguiram como uma espécie separada há cerca de 40 mil anos, dizimados quer por uma mudança climática ou devido ao próprio H. sapiens, de acordo com algumas hipóteses.
A amostra de DNA foi retirada de uma gorila da planície ocidental chamada Kamilah.
Depois de prosperar por milhões de anos, os gorilas sobrevivem hoje em apenas algumas poucas populações ameaçadas da África central, e sua quantidade diminui devido à caça e à perda de habitat.
"Bem como nos ensinar sobre evolução humana, o estudo dos grandes macacos nos conecta a um tempo no qual nossa existência era mais tênue, e, ao fazer isso, ressalta a importância de proteger e conservar estas espécies notáveis", afirma o estudo.
Leia mais em: Genes de macacos mostram que temos gorilas entre nós
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