segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Meteorito com vestígios de vida.

Meteorito que caiu em dezembro passado perto da cidade antiga de Polonnaruwa (Sri Lanka), é a evidência mais convincente para a existência de vida fora do nosso planeta. Alguns cientistas consideram que "a descoberta científica é a mais importante dos últimos 500 anos."
Pesquisadores que estudaram o meteorito com um aparelho especial, disse que "esta é a primeira evidência clara da existência de vida extraterrestre".
Cientistas do Reino Unido e do Sri Lanka encontraram "diatomáceas fósseis no meteorito carbonáceo caiu dia 29 de dezembro de 2012."
Diatomáceas - uma espécie de algas.
O diretor da Pesquisa, Chandra Wickramasinghe acredita que esta descoberta pode servir como confirmação da "teoria da panspermia" assim chamado, segundo a qual a vida na Terra surgiu como resultado da migração de outros planetas de alguns "germe da vida."

"Alguém pode tentar provar o que que foi encontrado é foi contaminado e é de origem terrestre. Entretanto, a contaminação depois de cair para a Terra está descartada porque as diatomáceas são "tecidos" na estrutura da pedra. Além disso, observou-se os tipos de diatomáceas, que não estão no solo sobre o qual o meteorito caiu. "

Leia mais em: Meteorito com vestígios de vida extraterrestre talvez a mais importantedescoberta dos últimos 500 anos:


Cientistas descobrem formas de apagar memórias ruins

Os cientistas estão buscando formas de fazer as pessoas apagarem suas memórias traumáticas, na esperança de ajudar pessoas com transtorno de estresse pós-traumático e fobias.
A maioria dos métodos até agora inventados dependem de uma terapia comportamental chamada extinção, na qual os médicos imitam sinais de ameaça em ambientes seguros, na esperança de eliminar as associações que os pacientes fazem com o medo. 
Essa terapia pode aliviar os sintomas, mas, no adulto, o medo da memória original ainda permanece. Isto significa que o medo pode potencialmente ser revivido no futuro.
Agora, uma nova estratégia parecesse ter a cura para isso: retornar o cérebro temporariamente a um estado de criança pode ajudar a apagar permanentemente uma memória traumática específica. 
A pista para descobrir como eliminar permanentemente essas memórias veio de uma pesquisa com ratos jovens. Com eles, a terapia de extinção apaga completamente a memória do medo, que não pode ser recuperada.
Identificar as alterações relevantes no cérebro dos ratos entre a infância e a fase juvenil pode ajudar os pesquisadores a recriar aspectos do sistema quando criança e induzir o “apagamento” da memória nas pessoas.
Nos ratos jovens, a perda da capacidade de apagar uma memória traumática coincide com o surgimento da rede perineuronal (RPN) no cérebro. A rede é uma estrutura de glicoproteína altamente organizada que envolve neurônios em áreas do cérebro como a amígdala, responsável pelo processamento do medo.
Segundo os pesquisadores, isso aponta para um possível papel da RPN na proteção de memórias do medo. Destruir a RPN nas pessoas deve retornar o sistema delas a um estado infantil. Nos ratos, tanto os jovens quanto os adultos, a destruição da RPN impede a recuperação de memórias de medo.
Como a RPN pode voltar a crescer, os pesquisadores sugerem que, em teoria, é possível degradar temporariamente a RPN em seres humanos para apagar permanentemente uma memória traumática específica, sem causar qualquer dano a longo prazo para a memória.
Porém, seria necessário identificar uma fonte potencial de trauma, como no caso de soldados indo para a guerra, e injetar uma enzima para degradar a RPN antes do evento traumático, o que facilitaria a eliminação da memória desse acontecimento mais tarde, usando a terapia de extinção. 
Já com as pessoas que já sofrem de memórias de medo, seria ideal focar apenas na remoção de receptores de cálcio-permeável dos neurônios na amídala, componente chave do apagamento de memória na infância. Incentivar a sua remoção em adultos pode aumentar a capacidade de apagar memórias.
Outra das técnicas mais promissoras aproveita um breve período em que o cérebro adulto se assemelha ao de uma criança, e fica maleável. O processo de se reavivar uma memória, chamado “reconsolidação”, parece tornar essa memória maleável por algumas horas. Durante este tempo, ela pode ser adaptada e mesmo potencialmente excluída.
Pesquisadores americanos testaram essa teoria, apresentando um quadrado azul a voluntários, ao mesmo tempo em que lhes administravam um pequeno choque elétrico. Mais tarde, os voluntários apenas viram o quadrado azul, enquanto a equipe media pequenas mudanças na produção de suor, uma resposta ao medo.
Um dia depois, os pesquisadores lembraram essa memória de medo para alguns dos voluntários apenas uma vez, mostrando-lhes o quadrado e dando-lhe um choque novamente, consequentemente ativando a memória. Durante esta janela de reconsolidação, os pesquisadores tentaram manipular a memória por vezes expondo os voluntários apenas ao quadrado azul.
Esses voluntários produziram uma resposta de suor significativamente menor no dia seguinte, em comparação com aqueles que receberam apenas a terapia de extinção, sem reconsolidação. Além do mais, a sua perda de memória foi permanente. 
Um ano depois, um terço dos voluntários voltou. Aqueles que receberam apenas a terapia de extinção (viram só o quadrado azul) mostraram uma resposta de medo elevada quando o viram, mas aqueles que receberam a terapia de extinção durante a reconsolidação (levaram choque novamente) não mostraram nenhuma reação de medo. [NewScientist]

Reciclagem de plásticos.

ENTENDA OS SÍMBOLOS DE RECICLAGEM DE PLÁSTICO

Você já deve ter visto, por exemplo, os símbolos "PET" e "PVC", quando o assunto é reciclagem. Agora, saberia dizer o que significam? Não? Então, clique e confira!
Você já reparou nos símbolos de reciclagem de embalagens e produtos plásticos? Eles são identificados com um número e um conjunto de letras que mostram o tipo de plástico utilizado.
Os códigos são úteis para catadores de material reciclável e programas de coleta seletiva, já que auxiliam a separação correta. “O sistema de códigos impulsiona o controle de qualidade na linha de separação de materiais plásticos nos recicladores, assegurando que o plástico reciclado seja o mais homogêneo possível”, diz o estudo Reciclagem de Materiais Plásticos: A Importância da Identificação Correta. 
Outra questão passa pela facilidade de reciclar determinados tipos de plástico. “A princípio todos os plásticos podem tecnicamente ser submetidos à reciclagem mecânica, mas os plásticos que de fato são reciclados variam dependendo da área de utilização. Esta “seleção” dos materiais está relacionada com o valor econômico e o volume de material disponível para reciclagem”, explica a pesquisa.
Entenda os números e abreviações:

http://super.abril.com.br/blogs/ideias-verdes/files/2013/01/Sem-t%C3%ADtulo.png
1. PET – Polietileno TereftalatoUsado para fabricação de garrafas de refrigerante, garrafinhas de água e óleo e recipientes de produtos como anti-séptico bucal e xampu. Na reciclagem, origina produtos como fibra para carpete, tecidos, vassoura e embalagens de produtos de limpeza.
2. PEAD – Polietileno de Alta Densidade (PEAD)Usado em garrafas para iogurte, suco, leite, produtos de limpeza, potes para sorvete e frascos em geral. Após reciclado, origina frascos, tubulação de esgoto e conduites.
3. PVC – Policloreto de VinilaUsado em frascos de produtos de higiene pessoal, brinquedos e embalagens para remédio. Também dá origem a mangueira de jardim, tubulação de esgoto, cones de tráfego e cabos.
4. PEBD – Polietileno de Baixa DensidadeUsado em embalagens para leite, iogurte, saquinhos de supermercado, bolsa para soro medicinal, filmes para fraldas descartáveis, bandejas e recipientes em geral. Gera artigos como sacos para lixo e tubulação para irrigação.
5. PP – PolipropilenoUsado para fabricar copos plásticos, recipientes para alimentos, remédios e produtos químicos, material hospitalar, embalagens industriais, caixas de bebidas, autopeças, potes para margarina, sorvete, tampas e rótulos. Reciclado, gera caixas e cabos para bateria de carro, caixas e bandejas.
6. PS – PoliestirenoUsados em potes e frascos em geral, bandejas de supermercados, geladeiras (parte interna da porta), aparelhos de barbear descartáveis, brinquedos, copos e pratos descartáveis, placas para isolamento térmico e acessórios para escritório.
7. OutrosO símbolo é empregado para produtos plásticos fabricados com policarbonato, ABS, poliamida, acrílicos ou uma combinação de diversas resinas e materiais.
Fontes:
ENTENDA OS SÍMBOLOS DE RECICLAGEM DE PLÁSTICO
Polímeros: Ciência e Tecnologia, vol.18, nº2
Plastivida
Imagens:
SXC.HU
Ilustração Planeta Sustentável 

Via Superinteressante

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Professores armados ?

Um debate está dando muita polêmica nos Estados Unidos. Autoridades de todo país estão estudando uma lei que permite que os professores passem ter treinamento em armas e até mesmo andar armado dentro da sala de aula. No colégio onde Adão Lanza matou vinte pessoas entre crianças e adultos isso já está acontecendo, todos os professores passaram treinar técnicas de tiros e como desarmar uma pessoa. Eles recebem esse treinamento em Veritas Academia em Sarasota na Flórida. Parece um absurdo, mas é verdade. Os Estados Unidos é uma nação que mais se vendem armas no mundo e andar armado é um habito que estão arraigados desde os tempos de faroeste. Mas incentivar professores andar armado dentro da sala de aula é fugir totalmente na função de educar. Qual será a influência que deixará entre os alunos? Boa coisa não deve sair daí.     

Leia mais em: Professores armados ?

 

ARANHA-PAVÃO

Na Austrália vive esta incrível e minúscula aranha, que ganhou o seu nome por ter imensas cores tal e qual um pavão, tudo para atrair as suas fêmeas.

Quando Jurgen Otto entomologista encontrou este espantoso animal na Austrália, considerou-a imediatamente a aranha mais bonita do mundo.

Com pouco mais 5mm de tamanho, este aracnídeo está coberto de cores, parecendo uma cauda de pavão minúsculo.

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Lava ou Magma

Lava ou Magma – rocha derretida – geralmente só fica visível em erupções vulcânicas violentas. Entretanto, existem cinco pontos na Terra onda a lava está na superfície em piscinas relativamente pacíficas. Esses pontos são de grande valor científico, pois oferecem a chance de coletar amostras que não foram contaminadas pela violência das erupções. Eles são um acesso direto ao núcleo derretido da Terra. A noite, os lagos brilham com o calor que radiam.
 

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

DNA humano: nova estrutura?


Pesquisadores de Cambridge provaram que código genético pode se apresentar naturalmente em formato de hélice quádrupla
Até então, só se conhecia o formato duplo; descoberta pode abrir nova fronteira no tratamento contra o câncer

CAMBRIDGE, Reino Unido - Pesquisadores da Universidade de Cambridge descobriram que o DNA humano pode se estruturar em formato de hélice quádrupla, e não somente em hélice dupla, como os cientistas Francis Crick e James Watson revelaram no célebre estudo produzido na mesma universidade em 1953.
A descoberta do formato diferente do DNA é um avanço que pode nortear novos tipos de tratamento para o câncer. O novo formato, composto por quatro filamentos entrelaçados uns aos outros, parece ser mais comum em células que estão em processo acelerado de divisão, o que pode determinar se uma célula se tornará ou não cancerosa.
O estudo levou uma década para ficar pronto e foi publicado na mais recente edição da publicação “Nature Genetics”. Em declaração ao jornal britânico “The Independent”, o geneticista Shankar Balasubramanian, líder da pesquisa, disse que a estrutura quádrupla é bem distinta da dupla, mas ainda bastante desconhecida. O que o estudo revela é que a hélice quádrupla de fato existe.
O DNA de hélice dupla foi uma das maiores descobertas da ciência porque seus princípios tornaram possível a compreensão sobre como a informação genética é transmitida para gerações seguintes e controla a bioquímica do corpo. A Ciência já sabe que o DNA pode ganhar outras estruturas em condições artificiais. Mas a Universidade de Cambridge mostrou desta vez, de forma inédita, que a molécula orgânica pode se estruturar naturalmente no formato quádruplo no corpo humano.
Moléculas de DNA contêm a informação genética necessária para fazer um ser humano e estão codificadas em uma sequência de quatro unidades químicas, abreviadas nas letras C, G, A e T, as quais formam a estrutura molecular primária dos cromossomos. Shankar e seus colegas descobriram que quando existe uma proporção alta de guanina (a letra G) na estrutura, a hélice dupla se quebra, formando sua face quádrupla.
“Faz 60 anos desde que a estrutura do DNA humano foi descoberta, mas pesquisas como esta (da hélice quádrupla) mostram que a história do DNA continua a ter reviravoltas.” disse ao “Independant” Julie Sharp, cientista da Cancer Research UK, do Reino Unido, que ajudou no trabalho.


Leia mais sobre esse assunto em: Cientistas revelam nova estrutura para o DNA humano

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Água Engarrafada - Vale a pena assistir e refletir

bolos, biscoitos, cupcakes de um jeito inusitado

Annabel é uma artista em tempo integral. Ela cria bolos e outras guloseimas de uma forma inusitada e exclusiva, suas obras vão do artístico/tradicional ao anatômico em um salto - tudo depende do pedido, e do gosto do cliente.
Bolos:


Ela também faz pipocas (de sabores inimagináveis), cupcakes, biscoitos.. tudo comuita perfeição e criatividade.

Cupcakes, pipocas, biscoitos:
Veja mais em: Conjurer's Kitchen: bolos, biscoitos, cupcakes de um jeito inusitado.

Quanto mais quente pior


Estudo que avaliou casos de dengue ocorridos de 2001 a 2009 no Rio de Janeiro aponta relação direta das variações de temperatura e precipitação com número de registros da doença na cidade.
Por: Marcelo Garcia - Ciência Hoje On-line
 
O mosquito da dengue gosta de calor e água limpa – isto realmente não deveria ser novidade para ninguém. No entanto, ainda há muito o que entender sobre a influência de fatores ambientais como a temperatura e a chuva no ciclo de vida do Aedes aegypti e no processo de transmissão da doença. Por isso a importância de pesquisas como a realizada pela Fundação Oswaldo Cruz, que analisou os casos de dengue ocorridos no Rio de Janeiro entre 2001 e 2009 e pode ajudar a identificar padrões que esclareçam essa relação.
O estudo acompanhou a evolução dos índices pluviométricos e das temperaturas mínima, média e máxima registradas na cidade a cada mês durante o período. Os dados, obtidos respectivamente do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e da Secretaria Municipal de Obras Públicas, foram inseridos em um modelo matemático e correlacionados com a evolução de números de casos de dengue ocorridos um, dois e três meses depois – informações adquiridas junto à Secretaria Municipal de Saúde.
De maneira geral, o estudo encontrou uma relação entre o aumento da temperatura e das chuvas e um maior número de casos da doença, em especial no mês seguinte aos de cada medição. Os resultados mais expressivos mostraram que cada variação de 1º C na temperatura mínima mensal foi capaz de levar a uma variação de 45% no número de casos da doença no mês seguinte. “Alterações na temperatura média e na máxima mensais também levaram a aumentos nas ocorrências de dengue, mas de intensidade menor”, afirma a microbiologista Adriana Fagundes Gomes, que realizou a análise da série histórica em sua pesquisa de mestrado.


A análise também mostrou que o aumento da proporção de dias com temperatura superior a 26° C de um mês para outro também representou um crescimento significativo do número de casos de dengue no mês seguinte. O inverso também ocorre: uma proporção maior de dias mais frios, com temperaturas inferiores a 22º C, levou a uma diminuição no número de registros da doença no mês seguinte.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Terapia com células-tronco da placenta reduz progressão da fibrose hepática

Terapia com células-tronco da placenta reduz progressão da fibrose hepática - Por Karina Toledo

Agência FAPESP – Uma terapia à base de células-tronco da placenta humana reduziu em 50% o desenvolvimento de fibrose hepática em experimento feito com ratos.
Os pesquisadores acreditam que o benefício se deve a substâncias produzidas pelas células da membrana amniótica – parte interna da placenta – capazes de estimular a regeneração do fígado. O próximo passo é identificar e isolar essas moléculas, o que abriria caminho para o desenvolvimento de novos medicamentos.
A fibrose hepática é uma doença resultante de agressões sucessivas ao fígado, como aquelas causadas pelo consumo excessivo de álcool ou por hepatites virais, explicou Luciana Barros Sant’Anna, pesquisadora da Universidade do Vale do Paraíba (Univap), onde a investigação está sendo conduzida com apoio da FAPESP.
“Embora as células do fígado tenham enorme capacidade de se proliferar e de regenerar o órgão, elas acabam morrendo depois de inflamações recorrentes e são substituídas por colágeno”, explicou a pesquisadora.
A cirrose é o estágio terminal da doença e o único tratamento disponível nesse caso é o transplante de fígado. Mas essa opção não é viável para muitos pacientes e, por esse motivo, pesquisadores de todo o mundo buscam meios de impedir o agravamento do problema.

O melhor da paleontologia em 2012 - Ciência Hoje On-line

Participe da votação lançada por Alexander Kellner e eleja a mais importante descoberta científica divulgada na sua coluna, ‘Caçadores de fósseis’, no ano passado.
O melhor da paleontologia em 2012
Antes de votar, releia as cinco colunas selecionadas para participar da enquete. (imagens: reprodução)
Olá, pessoal!
Novamente estamos fazendo uma enquete para que você, leitor da ‘Caçadores de fósseis’, possa escolher a mais interessante descoberta abordada pela coluna em 2012.
A votação acaba em 5 de março e o resultado será divulgado na coluna do dia 8.
Para relembrar os temas e tomar uma decisão, você pode conferir a seguir as cinco descobertas que foram selecionadas.

Um dinossauro na gaveta - Nova análise de fósseis encontrados na Tanzânia e guardados há décadas indica que eles podem pertencer ao mais antigo dinossauro conhecido. O estudo, tema da coluna de Alexander Kellner deste mês, sugere que a evolução desses animais foi mais lenta do que se supunha. 

O dente da preguiça gigante - Fóssil encontrado em Sergipe traz evidência direta da interação entre a nossa espécie e esses animais. A descoberta, tema da coluna deste mês de Alexander Kellner, suscita questões sobre como se comprova a alteração de um material pela ação humana e quando essa megafauna se extinguiu.

Embriões de 278 milhões de anos - Pesquisadores do Brasil e do Uruguai encontraram os mais antigos restos de répteis aquáticos associados a embriões de que se tem notícia. O achado, tema da coluna de maio de Alexander Kellner, fornece evidências sobre as estratégias reprodutivas desses animais primitivos. 

Os primeiros tetrápodes - Fósseis descobertos em depósitos de cerca de 348 milhões de anos na Escócia abrem uma janela para melhor compreender como os vertebrados conquistaram a terra firme. O achado é tema da coluna deste mês de Alexander Kellner.

O fantasma de um inseto  - Nova espécie encontrada em depósitos de 370 milhões de anos na Bélgica é tema da coluna de Alexander Kellner deste mês. Embora não esteja bem preservado, o fóssil pode ajudar na compreensão dos estágios iniciais da ocupação dos ambientes terrestres. 

Participe!

Alexander Kellner
Museu Nacional/UFRJ
Academia Brasileira de Ciências

Um trabalho para bactérias

Engenheiro da USP estuda o aproveitamento da oxidação natural dometano por microrganismos em ‘biofiltro’. O gás é responsável por cerca de 15% do efeito estufa e grande parte de suas emissões vem do lixo de aterros sanitários.
Por: Yuri Hutflesz - Ciência Hoje On-line

O lixo é um problema quase sem fim. Mesmo quando depositado nos aterros sanitários mais modernos, os detritos continuam causando transtornos. Um deles é a liberação do gás metano (CH4), responsável por uma parcela relevante do efeito estufa. Pensando em reduzir essas emissões de forma simples e barata, o engenheiro civil Fernando Marinho, da Universidade de São Paulo (USP), trabalha no desenvolvimento de uma cobertura especial de solo, o ‘biofiltro’, que utiliza a ação de bactérias metanotróficas.
Nos locais em que o lixo comum é tratado de forma apropriada, o descarte ocorre em aterros sanitários de Resíduos Sólidos Urbanos. Esses terrenos, onde os dejetos ficam enterrados em camadas, são preparados para impedir a contaminação da água e do solo, além da proliferação de espécies nocivas. Apesar disso, não existe um método totalmente eficaz para a captura do metano, que resulta da ação de bactérias anaeróbias durante a decomposição do lixo orgânico.
“O que se faz atualmente é instalar um sistema de drenagem, direcionando o metano para a queima, que pode ou não gerar energia elétrica”, explica Marinho. No entanto, devido à compressibilidade dos resíduos e à pressão exercida pelo gás, parte do CH4 escapa para a atmosfera através de fissuras.
Bactérias que consomem metano são abundantes no ambiente. O que fazemos é apenas estimular sua multiplicação, dando a elas condições ambientais adequadas O ‘biofiltro’ proposto pelo engenheiro – uma camada de solo preparado para favorecer a proliferação da bactéria que consome metano – seria uma forma de contornar esse problema. “Esses organismos já são abundantes no ambiente”, afirma Marinho. “O que nós fazemos é apenas estimular sua multiplicação, dando a elas condições ambientais adequadas”, completa.
A aeração e a homogeneidade do solo também são importantes para a eficácia do biofiltro. Essas propriedades são necessárias para permitir a passagem e a distribuição uniforme do gás, de modo a impedir concentrações em pontos específicos.
A ideia é que a camada de solo com as bactérias seja colocada no encerramento das atividades do terreno, quando ele não comporta mais lixo. No caso dos aterros, o biofiltro ficaria sobre o último nível e não impediria o plantio de gramíneas, procedimento padrão para impedir a erosão.
Marinho também ressalta que, com esse sistema, até mesmo os lixões poderiam diminuir suas emissões, bastando cobrir a área onde estão os detritos.

Atualmente, o grupo coordenado pelo engenheiro realiza estudos no aterro Delta-1, em Campinas (SP). Apesar de a ideia de utilização das bactérias metanotróficas para conter o metano em depósitos de lixo não ser nova, ainda há poucas experiências práticas. “No exterior isso é mais comum, mas aqui apenas alguns pesquisadores desenvolvem estudos nesse sentido”, conta. Nessa linha, Marinho destaca iniciativas da Universidade Federal de Pernambuco, da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e da  Universidade de Caxias do Sul.
Quantificar para vender As bactérias que consomem o metano liberam dióxido de carbono (CO2). Alguém poderia questionar, portanto, a pertinência da troca de um gás nocivo por outro. O fato é que o CH4 tem uma capacidade 21 vezes maior de reter calor.
Estima-se que o metano que escapa dos aterros corresponda a cerca de 20% do total de emissões desse gás por atividades humanas – responsáveis por 60% do CH4 que existe hoje na atmosfera.
Marinho trabalha no desenvolvimento de um método que ajude a calcular a quantidade de metano oxidada pelas bactérias Marinho trabalha ainda no desenvolvimento de um método que ajude a calcular a quantidade de CH4 oxidada pelas bactérias. Isso permitiria a venda de créditos de carbono no mercado internacional. O engenheiro garante que os gastos para a implementação e manutenção do biofiltro seriam muito baixos, mas um incentivo econômico com certeza tornaria os donos de aterros mais dispostos a adotar o sistema.
O principal obstáculo para se chegar ao cálculo está na dificuldade de saber a quantidade exata de metano que o lixo libera nas camadas mais profundas dos aterros, além das muitas variações que podem ocorrer por conta do clima e do regime de chuvas. Por isso, segundo Marinho, o método em desenvolvimento pretende trabalhar em cima da das estimativas mais pessimistas. “Queremos poder garantir que, na pior das hipóteses, determinada quantidade de metano foi oxidada”, conclui.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Plágio e fraude em artigos científicos

Um artigo científico assinado por brasileiros acusados de fraude por um blog internacional acaba de ser retratado, ou seja, "despublicado" oficialmente, deixando de valer como resultado científico. Os autores da pesquisa, porém, negam que tenha havido má-fé.
O artigo havia sido publicado na revista científica "Journal of Lipid Research" e investiga como ácidos graxos, presentes no óleo de peixe, podem modular a ação de moléculas do sistema de defesa do organismo.
Outros três estudos do mesmo grupo terão erratas publicadas, e há pelo menos mais um artigo sob análise.
Um dos autores é Rui Curi, 53, diretor do Instituto de Ciências Biomédicas da USP e um dos principais cientistas do país na área de metabolismo celular. Membro da Academia Brasileira de Ciências, ele já publicou 479 artigos. Vários dos outros cientistas que assinam as pesquisas questionadas são ex-alunos do pesquisador da USP.
Curi recebeu a Folha em sua sala, onde estavam o vice-diretor do ICB, Benedito Corrêa, e um ex-aluno, Sandro Hirabara, também autor do artigo e professor da Universidade Cruzeiro do Sul.
Com relação ao artigo "despublicado", afirmou que não houve fraude. "São erros que nós não vimos. Asseguro que não houve má-fé."
Segundo ele, no artigo cuja publicação foi anulada, o problema envolvia quatro imagens, que deveriam representar a quantidade de proteínas na amostra estudada por meio de marcas num gel.
As imagens escolhidas para representar os dados estavam erradas e algumas estavam até repetidas, o que poderia sugerir que houve manipulação delas. A responsável pelo estudo, Renata Gorjão, foi orientada por Curi no doutorado. Segundo ele, o erro já estava na tese.
Segundo Curi, o problema não altera as discussões e os resultados do trabalho. Ele explicou que a decisão de retratar o artigo foi tomada em conjunto com os editores da revista, "para que ele possa ser revisto e talvez ser publicado em outro periódico, pois os dados são importantes".

DENÚNCIA

O caso começou em novembro, por meio de denúncias no blog "Science Fraud" sobre dois artigos cujo autor principal é Rafael Lambertucci, ex-aluno de Curi, que também assinou os artigos.
As denúncias tratavam de imagens que aparentemente eram repetidas nos dois trabalhos. Lambertucci respondeu ao blog dizendo que as imagens parecidas se justificavam porque faziam parte do mesmo experimento.
Os dois artigos, um publicado na "Cellular Physiology and Biochemistry" e outro no "Journal of Cellular Physiology", terão erratas.
A Folha pediu a dois pesquisadores da área que analisassem esses artigos. Segundo eles, há suspeitas de má conduta científica no trato das imagens, mas ressalvaram que apenas uma análise mais detida, baseada nos dados brutos da pesquisa, poderia confirmar se o problema se deveu a fraude ou erro.
Após mais denúncias sobre artigos do grupo -entre eles o que foi "despublicado"-, o advogado de Curi enviou um e-mail ao blog dizendo que as acusações eram injustas. Depois de receber e-mails de outras pessoas pressionando-o, o autor do blog decidiu tirá-lo do ar.
Curi conta que, após as denúncias, a comissão de ética em pesquisa do ICB o contatou. Após uma série de reuniões, ele afirma que o grupo detectou quais tinham sido os erros e comunicou os editores das revistas para realizar as correções devidas.
Não há ainda, no entanto, nenhuma comissão independente da USP avaliando a conduta dos pesquisadores.
Curi disse que o seu laboratório está adotando medidas para evitar novos erros.

Fonte: Revista "despublica" artigo de cientistas acusados de fraude
FERNANDO TADEU MORAES
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Criador da Khan Academy recusa convite de Dilma para fazer material pedagógico

Criador da Khan Academy, organização que disponibiliza videoaulas gratuitas que viraram febre no YouTube, o americano Salman Khan descartou ontem o convite da presidente Dilma Rousseff para produzir material pedagógico virtual com foco nos primeiros anos do ensino básico.

Na quarta, em encontro em Brasília, Dilma convidou-o a produzir pesquisa e conteúdo virtuais para alfabetização de crianças de até os oito anos.

Segundo Khan, a organização deve desenvolver material para ensino básico a médio prazo, tendo tablets como plataforma principal. "Espero fazer algo em sete anos, mas infelizmente não posso fazer para amanhã", disse, em São Paulo, no evento "Education reimagined: um encontro com Salman Khan".

O foco de seu projeto nesta etapa é a produção de conteúdo pedagógico, principalmente de matemática e ciência, além da tradução do material para outras línguas.

A Khan Academy já disponibilizou 3.800 vídeos, acessados por 6 milhões de alunos por mês. Cerca de 400 foram traduzidos para português.

A organização, porém, não tem um controle de quantas salas de aula usam o material no país. Na Grande São Paulo, as videoaulas foram utilizadas em 2012 em dez escolas com a supervisão da Fundação Lemann, responsável pela tradução. Para este ano, a meta é chegar a 200 escolas no país.

Fonte: FOLHA

Casca de Banana e água limpa

Uma pesquisa realizada pela doutorando em química Milena Boniolo mostrou que a casca da banana pode ajudar a despoluir os rios.
A pesquisa aponta que, só na Grande São Paulo, os restaurantes descartam semanalmente cerca de 4 toneladas de cascas. A partir disso a Dr. Boniolo procurou algo que poderia ser feito com essas cascas e viu a possibilidade delas serem utilizadas para limpar a água que contenha metais pesados.
Os polos contrários se atraem e a casca da banana possui moléculas carregadas negativamente, enquanto os metais pesados tem carga positiva, quando a casca é colocada na água os metais são atraídos pra junto dela.
Pra isso acontecer a casca precisa ser exposta ao sol por uma semana e depois ser triturada. Só assim a “farofa” que se formou é jogada na água. A pesquisadora diz que são necessárias 5 mg da tal “farofa” pra despoluir 100 ml de água. O processo deve ser repetido algumas vezes para chegar ao nível mais alto de limpeza.
Uma forma de diminuir a quantidade de resíduo gerado, tornando a sua destinação 100% ecológica.
 
Escrito por admin. Postado em BioDiverso
Fonte: Eco4planet, Bioretrô

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Mata tropical tem 18 mil espécies de artrópodes por hectare

por: REINALDO JOSÉ LOPES - EDITOR DE "CIÊNCIA+SAÚDE". Folha
 

Um esforço sem precedentes, reunindo mais de uma centena de cientistas, esquadrinhou uma floresta tropical do Panamá de alto a baixo na tentativa de responder uma pergunta aparentemente simples: quantas espécies de artrópodes (o grupo dos insetos e aranhas, entre outros bichos) existem ali?
O resultado -nada menos que 18 mil tipos de artrópodes em apenas meio hectare de mata- é a estimativa mais precisa já obtida a respeito da diversidade desses seres, que correspondem a mais de 80% dos animais da Terra.
"Até onde sabemos, conseguimos amostrar todos os habitats, do solo da floresta ao alto das árvores, e todos os principais grupos de artrópodes", diz o brasileiro Sérvio Pontes Ribeiro, da Universidade Federal de Ouro Preto, coautor do estudo na edição de hoje da revista "Science".
Foto: Cientistas em guindaste recolhem amostras de insetos no alto das arvores em floresta do Panama
Ribeiro é especialista na diversidade de bichos no chamado dossel superior, a área mais alta da floresta.
Paradoxalmente, diz ele, o ambiente nessa região lembra o do cerrado: muita luz solar, pouca umidade e nutrientes mais escassos.
As condições especiais favoreceram a evolução de insetos que põem seus ovos dentro das folhas e formam uma espécie de tumor vegetal nelas -um abrigo mais úmido e nutritivo para elas.
Mapeando esse e outros ambientes com vários tipos de armadilhas e redes, os cientistas estimam que, em toda a floresta de San Lorenzo, com seus 6.000 hectares, há cerca de 25 mil espécies.
Curiosamente, um único hectare é suficiente para abrigar dois terços desse total.
"Essa é a grande mudança trazida pelo nosso estudo", afirma Ribeiro.
"Achava-se que a maioria das espécies de artrópodes existia em espaços muito pequenos. O que nós estamos vendo é que elas ocorrem em áreas amplas e provavelmente precisam de territórios grandes."
A equipe está replicando a metodologia em outros lugares, como a Austrália e Vanuatu, na Polinésia.
Com mais dados, a expectativa é que seja possível ter uma ideia mais clara sobre outro número misterioso: quantas espécies, no total, existem na Terra toda.

Protesto contra Poluição

Na Cidade do México, ativistas de diversas organizações se uniram para protestar contra os altos índices de poluentes que causam diversos problemas para a saúde da população.
Fonte: Folha