quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Casa da Ciência promove visita virtual ao CERN

No dia 25 de outubro, os alunos do programa Adote um Cientista da Casa da Ciência participarão de uma visita virtual ao ATLAS, experimento realizado pelo CERN, Centro Europeu de Pesquisa Nuclear. Usando ferramentas de videoconferência, os participantes poderão conversar com o pesquisador Denis Oliveira Damazio, enquanto conhecem a sala de controle do ATLAS e tiram dúvidas sobre o experimento. Acompanhados aqui no Brasil pelo pesquisador Marco Leite, os alunos terão a oportunidade de conhecer o trabalho realizado neste grande centro mundial de pesquisas voltadas ao estudo das partículas.
O CERN foi fundado em 1954 e fica na fronteira entre a Suíça e a França.
O ATLAS é um experimento da física de partículas que analisa as colisões produzidas pelo Grande Colisor de Hádrons (LHC) e procura por eventos compatíveis com previsões teóricas de novos modelos de descrição da natureza, além do conhecido Modelo Padrão. Recentemente, o ATLAS junto com sua experiência-irmã na linha de feixes do LHC, o CMS, encontrou forte evidência de desvio do Modelo Padrão, indicando a descoberta de uma nova partícula, compatível com o chamado bóson de Higgs, prevista há mais de 40 anos pelo físico britânico Petter Higgs.
Denis explica que juntamente com as experiências que são realizadas no CERN, acontece a divulgação e popularização das informações obtidas. “Temos uma constante preocupação com a formação de indivíduos que posteriormente podem integrar nossas experiências e contribuir para a física”, conta. Atualmente, dos 3.000 pesquisadores envolvidos no ATLAS, 1.000 são estudantes de doutorado.
O CERN desenvolve diferentes programas educacionais em física de partículas, especialmente com o sistema de visitas virtuais que está sendo iniciado nesse momento com universidades brasileiras com o objetivo de aproximar pesquisadores com experiência dentro da atividade de pesquisas a estudantes de diferentes níveis.

Marco Leite é pesquisador do Laboratório de Instrumentação de Partículas do Instituto de Física da USP e o coordenador do grupo da Universidade que atua no experimento ATLAS no LHC. Graduado em Física, realizou doutorado e pós-doutorado na área de detectores e sistemas associados à Física de Partículas, com ênfase nos sistemas de calorimetria do experimento ATLAS.

Denis Oliveira Damazio é pesquisador do Laboratório Nacional de Brookhaven (BNL), nos Estados Unidos, e membro da colaboração ATLAS que coordena o grupo de software de seleção de alto nível em calorimetria do detector.
Formado em Engenharia pela UFRJ, tem doutorado pela COPPE-UFRJ, quando participou no desenvolvimento do calorímetro do ATLAS. Pós-doutorando do BNL, trabalha na detecção de raios cósmicos desde 2005 no CERN e atualmente também se dedica a atividades de divulgação científica.

Data: 25 de outubro de 2012
Horário: 14h30
Local: Anfiteatro Vermelho do Hemocentro de Ribeirão Preto - Rua Tenente Catão Roxo, 2501.



O link para os interessados em acompanhar a visita ao vivo pela internet:

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Recordações e Neurônios


Neurônio especial controla a chegada de informação do ambiente ao centro cerebral em que se formam as recordações
Células OLM infectadas com vírus que produz proteína fluorescente
Um grupo de pesquisadores do Brasil, dos Estados Unidos e da Suécia identificou a função de um tipo especial de célula cerebral que havia sido descrito quase um século atrás pelo médico espanhol Santiago Ramón y Cajal. Essas células, que recebem o nome complicado de neurônios oriens lacunosum-moleculare (OLM), estão no hipocampo, estrutura profunda do cérebro associada à aquisição da memória. Como uma ponte que une as duas margens de um rio, os neurônios OLM colocam as células da camada mais superficial do hipocampo em contato com as das áreas mais profundas. Mas nesse tempo todo o papel dessas células permanecia obscuro. Agora, em um artigo publicado na edição de 7 de outubro da revista Nature Neuroscience, o neurocientista mineiro Richardson Leão demonstrou que os neurônios OLM são uma espécie de porteiro da memória.
“Conseguimos isolar e manipular essa população de neurônios”, conta Richardson, pesquisador do Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Usando técnicas de biologia molecular, ele e pesquisadores da Universidade de Uppsala, na Suécia, identificaram uma proteína que é produzida exclusivamente por esse tipo de neurônio. Em seguida, eles desenvolveram camundongos transgênicos em que marcaram essa proteína com outra vermelho-fluorescente. Eles também inseriram no animal transgênico uma terceira proteína que, acionada por pulsos de laser, colocava o neurônio em ação.
Nos experimentos, eles observaram que, uma vez ativados, os neurônios OLM bloqueavam a chegada de informações sensoriais do ambiente ao hipocampo e acionavam os mecanismos químicos de recuperação das informações armazenadas no cérebro. Um exemplo pode ajudar a entender. Quando alguém caminhando na rua vê um conhecido, a informação captada pelos olhos chega à região mais superficial do hipocampo. É aí que os neurônios OLM entram em ação. Ao transferir essa informação para a área mais profunda, esses neurônios ativam o mecanismo de recuperação da memória – que permite, por exemplo, lembrar quem é mesmo o fulano –, mas impedem a chegada de mais dados do ambiente. “Os neurônios OLM desligam um circuito e ligam outro”, conta Richardson, que também trabalhou em colaboração com pesquisadores da Universidade de Connecticut, nos Estados Unidos.
Artigo científico
LEÃO, R. N. et al. OLM interneurons differentially modulate CA3 and entorhinal inputs to hippocampal CA1 neurons. Nature Neuroscience. 7 de out. 2012.
Leia mais no artigo: O porteiro da memória de RICARDO ZORZETTO 

Células-tronco novo Nobel de Medicina

John Gurdon 

John Gurdon e Shinya Yamanaka mostraram que células adultas podem voltar a estágio imaturo
Inaugurando a série de anúncios do prestigioso Nobel, o Instituto Karolinska, na Suécia, anunciou hoje (8/10) pela manhã o prêmio de Fisiologia ou Medicina. Os ganhadores são o britânico Sir John Gurdon e o japonês Shinya Yamanaka, por mostrarem que células maduras podem ser reprogramadas e se tornarem outra vez pluripotentes, ou capazes de gerar uma série de tecidos diferentes do organismo.

Por coincidência, este ano comemora o cinquentenário de dois acontecimentos centrais na premiação: o artigo em que Gurdon estabeleceu os alicerces da descoberta e o nascimento de Yamanaka. “Tive sorte de sobreviver o suficiente para ter essa incrível honra”, disse o britânico em entrevista a Adam Smith, do site do Nobel. O pesquisador ainda era estudante de pós-graduação quando substituiu núcleos imaturos de óvulos de rãs pela mesma estrutura retirada de células intestinais adultas. O grande achado foi verificar que os óvulos alterados deram origem a girinos normais, prova de que mesmo células maduras têm toda a informação genética necessária para desenvolver um organismo inteiro. Na época, não havia perspectiva de benefício imediato para a pesquisa. O objetivo era entender como funcionam as células e o desenvolvimento do organismo. E a meta continua sendo essa para o premiado, agora líder de um grupo de pesquisa no Instituto Gurdon, um órgão da Universidade de Cambridge dedicado a pesquisas em biologia do desenvolvimento e do câncer.
Shinya Yamanaka

Shinya Yamanaka espera que descobertas tenham aplicação clínica
Trabalhando em cima das bases lançadas no ano em que nasceu, Yamanaka mostrou em 2006 que bastava inserir quatro genes específicos numa célula madura para que ela voltasse a ser versátil, ganhando o nome de célula-tronco pluripotente induzida (iPS). A descoberta abriu caminhos importantes para se investigar o funcionamento de doenças e potencialmente desenvolver novas terapias. É possível, por exemplo, reprogramar células da pele de um paciente e cultivá-las em laboratório para entender como a doença se desenvolve em outros tecidos. A aplicação clínica é a motivação do laureado japonês da Universidade de Kyoto. Ele começou a carreira como cirurgião, mas se confessa pouco talentoso. Como pesquisador, ainda pensa como médico e quer ajudar tantos pacientes quanto for possível.


Leia mais na matéria de MARIA GUIMARÃES - Revista Pesquisa Fapesp com o título: Células-tronco rendem Nobel de Medicina a britânico e japonês


segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Parasitas


Existem muitas coisas na natureza que ainda não conhecemos, por isso sempre somos surpreendidos ao ler sobre, por exemplo, estranhos parasitas que habitam a natureza. 

Seria possível que estes seres pudessem substituir orgãos, criar chifres, dominarem a mente e o sistema nervoso de suas vítimas? A relação abaixo mostra os parasitas capazes de fazerem tudo o que foi descrito acima... 

01. Cymothoa exigua
Um terrível parasita encontrado no Mediterrâneo come a língua dos peixes, se aloja em seu lugar e vive ali até o resto da vida se alimentado de sangue. O pior é que este estranho ser esta se espalhando cada vez mais e infectando muitos peixes jovens. Biólogos afirmam que o parasita não representa risco concreto para os seres humanos, porém os peixes são influenciados pelo bicho e tem sua expectativa de vida reduzida.


02. Ophiocordyceps unilateralis
Este parasita encontrado nas formigas, costuma invadir o corpo de seu hospedeiro através das vias respiratórias e vai devorando partes não vitais de sua vítima até crescer suficientemente para instalar um filamento na cabeça de suas vítimas, como se fosse um chifre. Daí então lança esporos para infectar novas formigas.



03. Leucochloridium paradoxum
Este parasita costuma se espalhar através das fezes de aves infectadas que, em contato com caramujos invadem seu corpo e, depois de se alimentarem do tecido do molusco, crescem fazendo surgir antenas coloridas e chamativas que interagem com o sistema nervoso. Depois os caramujos são devorados por aves e o ciclo volta a ocorrer..


04. Tricuspidatus Paragordius
 Este verme é um parasita, que após crescer no interior de grilos, interage com o sistema nervoso de suas vítimas os fazendo cometer suicídio saltando na água. A intenção do verme é procurar um parceiro no ambiente aquático para se reproduzir.


05. Ampulex compressa
A vespa fêmea desta espécie ataca a barata inoculando um veneno poderoso no corpo de sua vítima, então ela coloca um ovo no interior do inseto e, ainda sobre o efeito do veneno inserido pela vespa, a barata é conduzida como um fantoche até um ninho onde o ovo irá chocar e devorá-la anda viva.

Veja mais em: Os 5 parasitas mais bizarros encontrados na natureza

Nosso estoque de sangue do tipo RH negativo está crítico. Convocamos os doadores de sangue de todos os tipos sanguíneos, principalmente os de RH NEGATIVO, para comparecerem em uma das unidades do Hemocentro RP.
0800 979 6049

Caso necessitem de palestras ou alguma outra divulgação para esclarecimentos e realizar mobilizações, nos colocamos à disposição!

Agende seu grupo! Temos disponibilidade de transporte(van) do Hemocentro RP durante a semana para buscar e levar os doadores ao local programado.

Seguem os critérios para doação de sangue:


  • Ter entre 18 e 67 anos; pessoas com 16 e 17 anos podem doar mediante autorização dos pais assinada aqui no Hemocentro RP
  •  Estar gozando de boa saúde;
  • A primeira doação deve ser antes dos 60 anos;
  • Homem ter mais de 50kg; pode doar a cada 60 dias, até quatro vezes ao ano;
  • Mulher ter mais de 51kg; pode doar a cada 90 dias, até três vezes ao ano;
  • Apresentar documento oficial com foto: RG, CNH, Carteira Profissional. Caso possua Cartão SUS, apresentá-lo também;
  • Dormir bem pelo menos 6 horas antes da doação;
  •  Evitar o jejum. Fazer refeições leves e não gordurosas. Após o almoço, esperar três horas para doar.

 Hemocentro Campus
Das 7h00às 13h00, atendimento de domingo a sábado, inclusive feriados.
Rua Tenente Catão Roxo, 2501 – Monte Alegre
  
Posto de Coleta
Das 7h00 às 19h00 de segunda à sexta-feira, aos domingos e feriados das 7h00 às 13h00, fechado aos sábados.
Rua Quintino Bocaiúva, 470 - Centro

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Bio na Lente

Olá! Vem aí Bio na Lente!!!
A 1a. Exposição de Fotos Científicas do Curso de Ciências Biológicas da Faculdade São Luís.
Este evento será realizado no período de 04 à 11 de outubro. Interessados deverão entregar uma ou mais fotos 20x25 na coordenação da Biologia. Informamos que fotos com imagens de crianças não serão aceitas.

Seminário Olhares sobre o Meio Ambiente



Mestrado Profissional











Nossos filhos seriam uma espécie diferente?

Através da evolução humana, múltiplas versões de humanos coexistiram. Poderíamos estar no meio de uma evolução agora? Em TEDxSummit, Juan Enriquez atravessa o tempo e o espaço para nos trazer ao momento presente - e mostra como a tecnologia está revelando evidências que sugerem que uma rápida evolução pode estar a caminho.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Macropinna o Peixe de Cabeça Transparente


O Macropinna é um animal de águas abertas e profundas. Seus olhos, em forma de tubo, são voltados para cima e localizam presas que pelo desenho que suas silhuetas formam na contraluz. Durante muitos anos, já que esse peixe nunca havia sido visto ao vivo e a cores, acreditava-se que os seus olhos fossem fixos. Agora, uma equipe do MBARI (Monterey Bay Aquarium Research Institute) filmou e nele se vê-se claramente que ele é capaz de virar seus olhos da posição vertical para a horizontal. Se ele percebe uma água viva, por exemplo, da qual se alimenta, olhando para cima, em seguida ele gira seus olhos para a posição frontal, como os nossos, e vai comer, capturando o alimento com sua boca pequena. Aliás, a boca pequena implica em precisão e era o que atormentava os cientistas: por que uma boca pequena se ele não vai ver a comida? Agora se sabe que ele vê, sim, e muito bem! Mas é claro que, para isso acontecer com sucesso, a cabeça toda tem que ser transparente, como a frente de um avião!
Veja o vídeo no link: Peixe de Cabeça Transparente


Trabalho de campo


Diz a lenda que este foi um aluno que foi pedir nota para mim. Eu troquei por um favorzinho. 

terça-feira, 25 de setembro de 2012

II Prática no Pátio - Fotos Cavicchioli

Bom dia amigos, estamos postando as fotos que nosso aluno Cavicchioli tirou no dia da II Prática no Pátio.
Valeu Homem, belas fotos.
E não esqueçam vem ai a Bio na Lente...

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Novas fotos da II Prática no Pátio

Estas fotos foram tiradas e cedidas pelo pessoal do Setor Eventos da Faculdade.
Caso você também tenha uma foto e queira enviar, mande para o nosso e-mail: ummeiodecultura.ummeiodecultura@gmail.com e adicionaremos a nossa galeria.



 

 



Saciedade e prazer


Células na base do cérebro controlam a fome e acionam os mecanismos neurais da recompensa

Um grupo de apenas 5 mil neurônios localizados na base do cérebro, em uma região chamada hipotálamo, não controla somente a fome e a saciedade. Especializados na produção de dois dos comunicadores químicos cerebrais – o neuropeptídeo Y (NPY) e o peptídeo relacionado ao agouti  (AgRP) –, esses neurônios atuam também sobre os mecanismos cerebrais de recompensa, que coordenam as sensações de prazer. O duplo papel dessas células foi observado por um grupo de pesquisadores brasileiros e norte-americanos e descrito em junho na revista Nature Neuroscience. “Foi a primeira vez que se registrou a influência dessas células sobre outras funções do sistema nervoso central”, conta o médico Marcelo Dietrich, pesquisador da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e primeiro autor do artigo.

Dietrich suspeitava havia algum tempo de que os neurônios produtores de NPY e AgRP pudessem manter conexões com outras áreas cerebrais por causa dos efeitos colaterais provocados por medicamentos inibidores de apetite. Compostos como a sibutramina, retirada do mercado em vários países e vendida com retenção de receita no Brasil, reduzem a fome por induzir efeitos semelhantes ao da desativação desses neurônios.Mas também originam uma série de alterações no organismo, como a melhora do humor – a sibutramina foi desenvolvida para ser usada como antidepressivo – e o aumento do risco de problemas cardiovasculares. “Imaginávamos que os neurônios produtores de NPY e AgRP não estariam isolados ou associados apenas à fome”, conta Dietrich. “Pensamos que também pudessem desempenhar algum papel em funções cognitivas mais sofisticadas e decidimos ver se estavam envolvidos nos mecanismos de recompensa”, diz o pesquisador, que atualmente passa uma temporada no laboratório de Tamas Horvath na Universidade Yale, nos Estados Unidos.

A fim de testar possíveis conexões desses neurônios com os de outras regiões cerebrais, Dietrich realizou uma série de experimentos com roedores geneticamente alterados para apresentar menor atividade dos neurônios do apetite. “As células não eram eliminadas, mas funcionavam de maneira deficiente, minimizando assim a sensação de fome”, explica.

Mutação e o padrão em espiral no pelo de gatos


Pelagem dos felinos é definida por alteração genética antes de o animal nascer

Mutação determina diferença entre guepardo pintado (esquerda) e sua versão real
Por que alguns gatos de estimação têm manchas escuras em forma de espiral no corpo, no lugar das listras comuns? Mutações em um único gene, o Taqpep, está por trás da desorganização do padrão da pelagem dos bichanos e também do felino guepardo, segundo estudo publicado na Science sexta-feira (21). Essa alteração genética define o guepardo real, caracterizado por manchas semelhantes às dos gatos com mutação. O trabalho realizado por uma equipe internacional de pesquisadores poderá ajudar a desvendar como as características físicas evoluem nos felinos.

O gene chamado Taqpep, que regula esses padrões de cor no corpo de ambos os felinos, se manifesta – com ou sem mutação – quando o animal ainda está no útero. É aí que o padrão da pelagem começa a se formar. Depois, o gene Edn3 controla a cor do pelo, provavelmente também antes de o animal nascer. Ou seja, o Edn3 induz a produção de pigmento escuro (manchas, pintas e listras) nas áreas preestabelecidas pelo gene Taqpep.

“Até agora, não se conhecia o mecanismo por trás da formação de pintas e listras dos mamíferos”, conta Eduardo Eizirik, um dos autores do estudo e geneticista da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). “O principal modelo estudado era em camundongos, mas eles não têm listras ou outros tipos de manchas padronizadas”, completa.

De acordo com Eizirik, manter e cruzar grandes animais selvagens listrados ou pintados, como zebras ou girafas, é uma das dificuldades desse tipo de estudo. “O gato pode ser um excelente modelo nesse caso”, afirma o geneticista. Para chegar a esse resultado, foram necessários mais de dez anos de trabalhos cruzando gatos, investigando a genética desses animais e comparando com o que observavam em camundongos e outros organismos.

O achado abre caminho para, futuramente, entender com mais detalhe como essas mudanças ocorrem no nível molecular, bem como os processos evolutivos que influenciam a sua formação. “Ainda não se sabe ao certo por que os animais têm cores diferentes e quais as vantagens e desvantagens dos tipos de pelagem”, explica Eizirik. Do ponto de vista evolutivo, o estudo poderá permitir a verificação de como as listras ou manchas, importantes para camuflagem no ambiente, podem favorecer ou desfavorecer a adaptação das espécies.

A partir desses resultados, os pesquisadores criaram um modelo para tentar explicar o desenvolvimento dos padrões de pelagem e cor de gatos domésticos e selvagens, que deve ser usado para investigar o que altera o tamanho das marcas tigradas durante o crescimento dos animais.

Leia mais na matéria de ISIS NÓBILE DINIZ  Edição Online Revista Pesquisa FAPESP: Mutação gera padrão em espiral no pelo de gatos e guepardos

sexta-feira, 21 de setembro de 2012