terça-feira, 14 de agosto de 2012

Premio de fotografia da Wellcome Awards

Todos os anos a Wellcome Awards premia as imagens mais incríveis e importantes para a ciência. Os juízes decidem entre diversas fotos e escolhem as mais belas e informativas para formar o ranking anual.

Imagem microscópica de uma folha de lavanda. Crédito: Annie Cavanagh e David McCarthy
Ovas de sapo. Crédito: VINCENT PASQUE
Divisão celular. Créditos: Kuan-Chung Su e Mark Petronczki
Plântulas de Arabidopsis thaliana. Crédito: Fernan Federici e Jim Haseloff
Cristais de cafeína. Créditos: Annie Cavanagh e David McCarthy
Sistema vascular embrionário de uma galinha. Créditos: Vincent Pasque
Células cancerosas em movimento. Créditos: Salil Desai, Sangeeta Bhatia, Mehmet Toner e Daniel Irimia
Mosquitinho de banheiro. Créditos: KEVIN MACKENZIE
Fitoplânctons. Créditos: Anne Weston
Biofilme bacteriano. Fernan Federici, Tim Rudge, PJ Steiner e Jim Haseloff
Cristais de loperamida. Créditos: Annie Cavanagh e David McCarthy
Microagulhas. Créditos: Peter DeMuth
Micrasterias. Créditos: Spike Walker
Tecido conjuntivo. Créditos: Anne Weston
Operação do septo ventricular. Crédito: HENRY DE’ATH
E a vencedora, córtex de um paciente epiléptico. Créditos: ROBERT LUDLOW



Leia mais em: As mais incríveis imagens científicas de 2012



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sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Descoberta abre novas possibilidades sobre a evolução humana após a cisão dos primatas

O leste da África foi habitado por três espécies de hominídeos no começo da evolução humana, o Homo erectus, o Homo habilis e também uma terceira espécie que foi recém-descoberta a partir de três fósseis encontrados em uma jazida do Quênia, informou a revista "Nature".

Coordenada por uma equipe de cientistas do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva da Alemanha, essa descoberta abre novas possibilidades sobre a evolução humana após a cisão dos primatas.

Os fósseis, um crânio quase completo e duas mandíbulas inferiores, pertenceram a três indivíduos diferentes que viveram há aproximadamente 1,95 milhões de anos, durante período Paleolítico Inferior, e encontra-se em bom estado de conservação, explicou à Agência Efe Fred Spoor, paleontólogo e co-autor do artigo ao lado da também paleontóloga Meave Leakey, do Turkana Basin Institute de Nairóbi (Quênia).

Precisamente, trata-se do rosto e alguns dentes de um menino com idade próxima aos oito anos; uma mandíbula inferior quase completa, com vários dentes e raízes, que pertenceu a um indivíduo adulto, e um fragmento de outra mandíbula inferior, que ainda conta com alguns dentes incisivos pequenos.

Segundo Spoor, uma dessas duas mandíbulas é "a mais completa já achada, em relação a um hominídeo primitivo".

Os ossos apareceram durante uma escavação na jazida de Koobi Fora, uma região rochosa do norte do Quênia e próxima ao lago Turkana, um habitat ideal para os primeiros hominídeos, já que conta com temperaturas cálidas e muita vegetação.

Em 1972, os pesquisadores encontraram um crânio no Quênia cujas características - um rosto maior que os demais fósseis da região - não permitiam enquadrá-lo em nenhuma das espécies identificadas até o momento, e essa comparação era ainda mais difícil porque o fóssil carecia de mandíbula e dentes.

Desta forma, este crânio se transformou em um enigma para os paleontólogos e abriu um debate sobre se, no começo da evolução humana, houve uma ou duas espécies de Homo além do já conhecido Homo erectus, que originaram o de Neandertal e Homo sapiens.

Agora, com a descoberta dos novos fósseis do Quênia, muito similares ao encontrado em 1972, confirma que efetivamente existiram três espécies contemporâneas: o Homo erectus, o Homo Habilis e uma terceira, que ainda não recebeu nome. Isso porque, os cientistas aguardam um estudo mais detalhado para assegurar sua semelhança com o Homo Habilis.

"Quando encontramos os fósseis do rosto, sua semelhança com o fóssil de 1972 era imediatamente óbvia", relatou Spoor.

A morfologia dos ossos indica que estes indivíduos teriam uma face alongada, mais plana e com um céu da boca em forma de U, que se difere do resto dos hominídeos de sua época, em forma de V.

Segundo Spoor, as três espécies conviveram no mesmo tempo e espaço, mas o mais provável é que as mesmas se evitassem entre elas.

"É possível que se conhecessem, mas entre as espécies de mamíferos próximas aos hominídeos o mais habitual é que as mesmas evitem o contato entre elas, como ocorre com os gorilas e os chimpanzés do Congo", afirmou Spoor.

"O leste da África era um lugar bastante povoado, com distintas espécies que, provavelmente, seguiam dietas diferentes e que ainda não conhecemos", completou o arqueólogo, que ressalta que essa característica poderia ser a chave de sua convivência em um mesmo habitat, já que não precisariam disputar os mesmos alimentos.

Embora tanto o Homo habilis como esta nova espécie terminaram extintos, ao contrário do Homo erectus, "parece evidente que a evolução humana não seguiu uma linha unidirecional".
 Leia mais em: Cientistas descobrem fósseis de nova espécie de hominídeo no leste da África.

O futuro da medicina?

Daniel Kraft é um médico-cientista, inventor e inovador. Ele preside o programa FutureMed na Singularity University, que explora o impacto e o potencial de rápido desenvolvimento de tecnologias aplicada à saúde e medicina.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Pedra que pega fogo em contato com a água

"The Power Of A Coin"

Sempre adorei as Maquinas de Rube Goldberg (para quem não conhece, são maquinas complexas, com vários passos, mas que executam uma tarefa simples – como as armadinhas de desenhos animados), mas essa é a primeira que vejo com uma nobre e bela função.
Meus parabéns aos idealizadores.


quarta-feira, 8 de agosto de 2012

MASP

 Veja a programação completa clicando na imagem.

Engenheiros da Nasa, treinando com a Curiosity no Deserto de Mojave


Importância da água limpa

No ano de 2009, a Organização Mundial de Saúde divulgou que a diarreia era a causa de mais mortes do que a Aids e o Sarampo juntos. A reportagem “Diarreia é segunda maior causa de morte de crianças no mundo” publicada pela Noticias.cancaonova.com. Leia um trecho a seguir:
“Apesar dos progressos registados pela OMS nas últimas duas décadas, a diarreia ainda é a segunda causa de morte mais comum entre as crianças com menos de cinco anos, ficando atrás apenas da pneumonia. Em conjunto, as duas doenças são responsáveis por 40% das mortes infantis em todo o mundo.”
A empresa suiça Vestergaard Frandsen afirma que aproximadamente 1 a cada cinco mortes de crianças, entre os 1,5 milhão de mortes anuais, se dá por conta de doeças como a diarreia, desenvolvidas a partir do contato ou ingestão de água poluída.
Foi pensando nesse fator, dentre outros, que a empresa criou um canudo capaz de filtrar vários organismos patológicos. Trata-se do LifeStraw. Leia a seguir algumas de suas características:
  • O filtro do canudo mata quase 100% das bastérias;
  • Extermina quase 99% dos vírus;
  • É capaz de filtrar iodo de prata;
  • O filtro não é capaz de filtrar metais pesados;
  • Não consegue remover parasitas como a giárdia.
  • O produto tem algumas semelhanças com o LifeSack, que utiliza o calor do sol para matar organismos patogênicos, além de um filtro acoplado.
A importância de manter a água dos mananciais limpa:
A humanidade tem descartado seu esgoto nos mananciais ao longo da história. Contudo, a industrialização trouxe a oportunidade de filtrar essa água em grandes proporções por intermédio das Estações de Tratamento de Água e Estações de Tratamento de Esgoto.
Contudo, o esgoto precisa ser conduzido até as ETEs por tubulações ou por empresas desentupidoras que coletam o esgoto de fossas. Dessa maneira, as fossas são acessórios essenciais para a parte da população que não tem acesso ao esgotamento encanado.
Sendo assim, a água própria para o consumo humano é um recurso extremamente raro e deve ser mantido em boas condições e longe das contaminações. E as tecnologias como o LifeSack e o LifeStraw são imprescindíveis em lugares onde o acesso à água é extremamente difícil.


Leia mais em: Canudo filtra água suja para reduzir incidência de doenças

Postura no computador.

É muito comum chegar em casa exausto depois de um dia inteiro trabalhando, sentindo-se mal e querendo ir direto para a cama ou então sentir dores nas costas e em outras partes do corpo por uma postura inadequada.
Para começar, devemos deixar a nossa mesa muito bem organizada, com papéis, objetos e documentos no seu devido lugar, pois além de poupar uma série de movimentos desnecessários.
Em frente ao computador devemos manter uma boa postura, sem curvar a coluna, e se possível com um suporte para os pés, que são de grande ajuda para acabar com a dor nas pernas e nos pés. O monitor deve ficar a mais ou menos 50cm de distância dos olhos, posicionando também o mouse e o teclado em posições confortáveis que facilitem uma postura correta, e diminuam o deslocamento.
Para diminuir o cansaço nos olhos, podemos aumentar o tamanho da letra, obter uma iluminação adequada, e solicitar o receituário de um colírio umidificante (como lágrimas artificiais que não possuem efeitos colaterais) ao oftalmologista. É recomendado a realização de pausas de hora em hora, para rápidos alongamentos, hidratação e simples idas ao banheiro, para manter uma movimentação e diminuir a fadiga.
Em uma rotina de trabalho que requer esforço físico, devemos:
  • Evitar de qualquer maneira a inclinação da coluna, caso necessite abaixar, flexione os joelhos e não as costas.
  • Evitar carregar objetos de peso excessivo, não é vergonha nenhuma solicitar ou propôr ajuda para carregar grandes medidas de peso. Além disso evitamos acidentes e quedas das cargas sobre nossos membros.
  • Ao carregar a carga devemos distribuir o peso sobre os dois braços e manter o corpo reto, ainda que demore um pouco mais para realizar a tarefa.
  • Obter algumas pequenas pausas para descanso e reposição do fôlego podem ajudar bastante, é recomendada a ingestão de líquidos e isotônicos para reposição dos sais minerais.
  • Além de todas as dicas anteriores, devemos deixar os problemas do serviço no próprio serviço, sem se preocupar com os mesmos após o expediente.
Uma boa alimentação e exercícios físicos, ainda que sejam leves, contribuem para uma melhor qualidade de vida.

Leia mais em: Postura no trabalho. Torne seu dia menos cansativo!

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terça-feira, 7 de agosto de 2012

Imagem do dia

Pele de tubarão 

Japão relembra os ataques das bombas nucleares.

Bomba nuclear lançada em Hiroshima
Há 67 anos a cidade japonesa de Hiroshima era bombardeada pela mais devastadora arma já construída pelo homem.

Na época a cidade foi arrasada e o número de pessoas mortas ficou em torno de 140 mil. Sempre nessa mesma data 06 de agosto que entrou para a história como uma das maiores tragédias já vista pela a Humanidade o Japão relembra a tragédia para que ela não caia no esquecimento.

Em um breve discurso feito pelo prefeito de Hiroshima, Kazumi Ma Tsui para representantes de pelo menos 71 países incluindo os Estados Unidos, ficou reforçado o pedido pelo desarmamento nuclear em todo o mundo.

O prefeito ainda pediu em seu discurso para que o Japão lidere o movimento pelo desarmamento nuclear e solicitou ao Primeiro ministro japonês, Yoshihiko Noda que também estava assistindo ao discurso para que ajude mais os “Hibakusha”, termo pelo qual são conhecidos os sobreviventes e vitimas das bombas nucleares.

Na ocasião também se encontrava Clifton Truman Daniel, neto do presidente norte americano, Harry Truman que ordenou o ataque nuclear.

Foi a primeira vez que um membro da família de Truman compareceu a uma cerimônia de comemoração ao aniversário da tragédia, desde o término da segunda guerra.

Em suas declarações Truman Daniel disse que é muito importante para sua família entender as consequências totais das decisões que seu avô tomou na época do bombardeio às cidades de Hiroshima e Nagasaki.

A cidade de Hiroshima foi bombardeada no dia 06 de agosto de 1945 e Nagasaki logo em seguida no dia 09 de agosto do mesmo ano (vale lembrar que o Japão já havia se rendido antes do segundo bombardeio).
Leia mais em: Japão relembra os ataques das bombas nucleares.

Raias gigantes da laje de Santos

Todos os anos, no inverno do Hemisfério Sul, raias-mantas-gigantes desfilam pelo Parque Estadual Marinho da Laje de Santos, no litoral sul de São Paulo. Enormes, belas, inofensivas e silenciosas. Elas surgem do nada e desaparecem no nada, sem aviso, batendo suas “asas” cartilaginosas (na verdade, nadadeiras peitorais superdesenvolvidas) graciosamente pelas águas vezes azuis, vezes verdes, da unidade. Poucos são os mergulhadores que têm a sorte de ver uma passando. Ninguém sabe de onde elas vêm ou para onde vão. Nem o que vêm fazer aqui. Mas isso está começando a mudar.
Pesquisadores do Instituto Laje Viva (ILV), organização não governamental que trabalha em parceria com a Fundação Florestal na conservação do parque, estão “equipando” mantas com transmissores de dados via satélite, que, se tudo fluir bem, poderão dar pistas importantes sobre o comportamento e as rotas migratórias desses animais.
Os aparelhos, com o formato de um pequeno microfone, são presos às costas das mantas por mergulhadores, com o auxílio de uma lança (sem machucar o animal). Assim como os peixes rêmoras que viajam agarrados ao seu corpo, o transmissor – ou “tag”, como é chamado em inglês – vai com a manta onde quer que ela for, registrando minuto a minuto a temperatura e a profundidade da água por onde ela passa.
Após um período pré-programado, que pode chegar a 180 dias (dependendo da bateria), o transmissor se solta automaticamente, flutua até a superfície e transmite os dados via satélite para os pesquisadores. Duas mantas foram marcadas em 2010 e mais três, agora, em 2012.
O Estado mergulhou com os pesquisadores e acompanhou a colocação do quinto transmissor (Tag 5), no dia 14 de julho. Era um dia ensolarado e de mar calmo, sem vento. Fizemos um primeiro mergulho de quase 40 minutos, mas nada de mantas. “É sorte mesmo, não tem como prever. Você está na água e, de repente, elas aparecem”, relata Guilherme Kodja, diretor do projeto Mantas do Brasil, patrocinado pela Petrobrás e executado pelo ILV. …
Leia mais em: NO RASTRO DAS RAIAS GIGANTES DA LAJE DE SANTOS Por Herton Escobar / O Estado de S. Paulo

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Efeito Bernoulli e chamas na horizontal

Pelo princípio de Bernoulli, a pressão que um fluido em movimento exerce na direção perpendicular à direção do fluxo é menor que a pressão exercida pelo fluido em repouso. Além disso, a pressão exercida na direção perpendicular à direção do fluxo torna-se cada vez menor com o aumento da velocidade do fluxo.
Ao soprarmos o ar no espaço entre as chamas, criamos uma corrente de ar com certa velocidade. Com isso, a pressão que esse ar em movimento exerce na lateral de cada chama torna-se menor do que a pressão exercida pelo ar em repouso, situado do outro lado de cada chama. Com a criação dessa diferença de pressão, as chamas acabam por ser empurradas uma contra a outra e é por isso que vemos as chamas “se deitando”.
Veja mais em  em: Efeito Bernoulli e chamas na horizontal

Guerra e insetos

No século 5 antes de Cristoum médico grego, Ctésias, ficou intrigado ao conhecer um novo, raro e caríssimo veneno. Quando começou a analisar o produto, nem sequer sabia se era proveniente do reino mineral, vegetal ou animal. O veneno havia entrado na Grécia como um presente, oferecido por um rei indiano. Acreditava-se que a misteriosa poção era produzida por um minúsculo pássaro, de cor alaranjada. E, para aguçar ainda mais as curiosidades, essa ave jamais havia sido vista ou capturada. Havia apenas a certeza de que uma pequena gota do produto poderia, em instantes, matar um homem.

Foi só no século 20 que entomologistas descobriram a procedência da poderosa toxina. Quem produzia o veneno era um besouro, menor do que uma uva e com muitas espécies originárias das florestas úmidas da Índia. O animal recebeu o nome científico de Paederus. Seu veneno foi classificado como mais poderoso do que o produzido pela viúva-negra, 15 vezes mais tóxico que o veneno das serpentes. Mais assustador, para nós humanos, é o fato de que algumas espécies desse inseto, ao contrário de aranhas e cobras, são capazes de voar.

Em estatística feita por Nigel E. Stork, entomologista do British Museum, de 1,82 milhão de espécies de animais e plantas oficialmente nomeadas, 57% são insetos. Há certas grandezas nesse fascinante mundo de minúsculas criaturas, como há, por outro lado, determinadas aproximações entre o ser humano e essa multidão de insetos, que são, ainda hoje, praticamente desconhecidas da maior parte das pessoas.

A história das relações entre o homem e insetos é milenar, rica em detalhes e aterrorizante em muitas de suas ramificações. Do uso desses animais como fonte de alimentação e entretenimento aos milhões investidos anualmente no controle de pragas agrícolas, o homem tem se interessado, por séculos, pelos insetos. Algumas dessas relações são estarrecedoras.

Coreia, 1952. No amanhecer do dia 27 de março um estranho objeto vermelho é lançado de um avião sobre a região de Liaoyang. Um morador que presencia a cena, assustado, sai de sua casa para verificar de que se trata. Nada encontrando nas proximidades da queda, mesmo inquieto desiste da busca e retorna à sua residência. Ao entrar, olha novamente para fora e fica perplexo com o que vê: do lado externo de uma das janelas centenas de insetos movimentam-se em alvoroço. Essa narrativa é absolutamente real, apesar de lembrar os melhores filmes de Alfred Hitchcock. Faz parte de um relatório feito por uma comissão científica internacional organizada com a finalidade de investigar fatos relativos à guerra biológica, durante a Guerra da Coreia (1950-1953).
Leia a continuação desta matéria na Scientific American Brasil:   Minúsculos e Poderosos - A transformação de insetos em armas de guerra por Nelson Aprobato Filho

Cemitérios e Fonte de Contaminação Ambiental

Infraestrutura superada dessas unidades pode afetar recursos hídricos e disseminar microrganismos ameaçadores para a saúde

Cemitério João Batista, em Fortaleza, Ceará, construído em 1866: exemplo de unidade sem infraestrutura necessária para impedir contaminação de água subterrânea.
Em razão do crescimento da população e contaminação das águas superficiais, o que compromete os padrões de potabilidade a custos razoáveis, o abastecimento de regiões quase sempre de maior densidade demográfica é um desafio crescente e de alto investimento, limitando a exploração de fontes hídricas subterrâneas.

O aumento populacional também exige áreas cada vez maiores para sepultamento de corpos humanos. Assim, áreas destinadas à implantação de cemitérios geralmente são escolhidas entre as de baixa valorização econômica, quase sempre em regiões de reduzido desenvolvimento socioeconômico. Essas áreas muitas vezes têm características geológicas e hidrogeológicas não avaliadas devidamente, o que pode levar a problemas sanitários e ambientais de enorme complexidade. Cemitérios são áreas que geram alterações no meio físico e por isso devem ser considerados fontes sérias de impacto ambiental.

No Brasil, a maioria dos cemitérios é muito antiga e, exatamente por isso, descompassados em termos de estudos técnicos e ambientais. Considerando essa situação, o Conselho Nacional do Meio Ambiente publicou, em 3 de abril de 2003, a Resolução nº 335 estabelecendo que todos os cemitérios horizontais e verticais deverão ser submetidos ao processo de licenciamento ambiental. Mas que impactos podem ser produzidos por cemitérios?

 Veja mais sobre este assunto na matéria da Scientific American Brasil: Cemitérios como Fonte de Contaminação Ambiental por Pedro Kemerich, Fernando Ernesto Ucker e Willian F. de Borba