Rio 92, Para Onde Foi? Rio+20, Para Onde Vai? foi lançada nesta quarta-feira
O legado deixado pela Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio92) e os desafios que permanecem desde a sua realização, há 20 anos, é o tema da publicação Rio 92, Para Onde Foi? Rio+20, Para Onde Vai?, lançada nesta quarta-feira (13), em evento paralelo à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20). O documento traz uma série de entrevistas com especialistas envolvidos nos dois eventos, contendo propostas e ideias sobre questões como o futuro da Amazônia, do Brasil e da América Latina.
Um dos colaboradores da publicação, o embaixador aposentado Flávio Perri, que coordenou a Rio92, destacou que o evento de 20 anos atrás garantiu marcos importantes, como a Convenção sobre Mudanças Climáticas e a Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, que ajudaram o mundo a entender o conceito do desenvolvimento sustentável e a definir metas para alcançá-lo. Ele defende, no entanto, que as nações precisam ser “mais ousadas” em suas propostas atuais.
— Os marcos da Rio92 tiveram desdobramentos importantes. Hoje, por exemplo, não há condições políticas de se discutir desenvolvimento sem incorporar a sustentabilidade, que significa produzir com qualidade tanto para o homem, tendo em vista sua dignidade, quanto para o planeta, que deve ser poupado de exploração excessiva. Contudo, por mais ousado que qualquer país tenha sido desde então, terá sido pouco ousado. Precisamos agora de muita ousadia.
Perri disse, ainda, que a Rio+20 deve ser “visionária” e contribuir para o estabelecimento novos parâmetros de desenvolvimento.
— Hoje, medimos o crescimento da economia pelo PIB [Produto Interno Bruto], mas ele é apenas um número desalmado que não traz dados sobre dignidade de vida, se os homens estão sendo atendidos em suas necessidades nesse processo de crescimento, se o modo de organização social está evoluindo para dar maior conforto ao homem sem degradar o meio ambiente.
O líder da Iniciativa Amazônia Viva, da organização não governamental WWF, responsável pela publicação, Claudio Maretti, também define os compromissos assumidos na Rio92 como um marco na história do ambientalismo mundial, mas lamenta que as decisões anunciadas à época não tenham contado com uma “implementação adequada”. Maretti destacou ainda que o principal desafio atualmente é alcançar o equilíbrio entre os estoques de recursos naturais e as possibilidades de oferta.
— Estamos entrando no cheque especial porque consumimos mais recursos naturais do que a Terra, em seus processos ecológicos, é capaz de recompor. Por isso, é fundamental haver o equilíbrio para garantir qualidade de vida, mas sem entrar em dívida.
Leiam mais: Publicação lista os desafios que ainda ficaram depois de 20 anos da Rio92.Da Agência Brasil
Meio de cultura são preparações sólidas, líquidas ou semi-sólidas que contêm todos os nutrientes necessários para o crescimento de organismos. Os meios de cultura devem ter na sua composição, os nutrientes indispensáveis ao crescimento do organismo em questão, sob forma assimilável e em concentração não inibitória do crescimento. Este jornalzinho on line tem esta finalidade, servir de meio para enriquecer a nossa cultura e dar condições para o desenvolvimento como melhores profissionais.9.5.11.
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Sustentabilidade empresarial e qualidade de vida
No segundo dia de debates, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, reúne nesta quinta-feira (14) uma série de atividades paralelas e definições no texto preliminar sobre os temas-chave que serão discutidos pelos chefes de Estado e de Governo do dia 20 ao dia 22. Organizações não governamentais e integrantes da sociedade civil debatem alternativas para assegurar qualidade de vida no planeta.
A seis dias da cúpula, com a participação de pelo menos 115 chefes de Estado e de Governo, os ministros e especialistas de cada país se reúnem em busca de acordos sobre o conteúdo do documento preliminar que será definido pelos líderes políticos. O texto inclui temas como inclusão social, erradicação da fome e da pobreza, alternativas para a economia verde e sustentabilidade. Porém, as divergências persistem.
Ao longo desta quinta-feira, haverá ainda discussões sobre clima, desmatamento e tecnologias para garantir a sustentabilidade em negócios e melhorias para as populações nos próximos anos. A organização não governamental WWF apresenta as propostas Água Brasil e Família de Pegadas. O objetivo é alertar sobre a necessidade de agir e não deixar que as propostas fiquem apenas nas palavras.
A Fundo Vale (da Vale) e a Fundação Roberto Marinho, com o apoio do Serviço Florestal Brasileiro, lançam o projeto Florestabilidade. A ideia é mostrar a importância econômica, ambiental e social do manejo florestal no país, que tem a maior área de floresta contínua do mundo – a Amazônia.
O manejo florestal consiste em englobar técnicas que dão prioridade à sustentabilidade sem prejuízo aos ecossistemas. Na prática, as medidas permitem determinado uso dos recursos disponíveis com o mínimo de impacto ambiental. No setor empresarial, a questão da sustentabilidade é tema de uma discussão da secretária executiva da Rede Brasileira do Pacto Global, Yolanda Cerqueira Leite, e dos secretários do fórum (de mesmo nome) Tim Wall e Kristen Coco.
Paralelamente, no Parque dos Atletas, um pavilhão ao lado do Riocentro – onde serão concentrados os debates das autoridades –, ficarão em exposição projetos que destacam o desenvolvimento de propostas de tecnologia associada aos negócios. No Cais do Porto, uma apresentação artística fará lembrar a Europa dos anos 20 ao satirizar o consumo e os excessos.
No Parque do Flamengo, a defesa pela inclusão social como meta a ser ratificada por todos ganhará apresentação especial com a dança dos bailarinos em cadeiras de roda. O espetáculo mostra que não há limites para a expressão nem para a arte.
Leia mais em: Rio+20: sustentabilidade empresarial e qualidade de vida dominam debates no 2º dia. Agência Brasil
A seis dias da cúpula, com a participação de pelo menos 115 chefes de Estado e de Governo, os ministros e especialistas de cada país se reúnem em busca de acordos sobre o conteúdo do documento preliminar que será definido pelos líderes políticos. O texto inclui temas como inclusão social, erradicação da fome e da pobreza, alternativas para a economia verde e sustentabilidade. Porém, as divergências persistem.
Ao longo desta quinta-feira, haverá ainda discussões sobre clima, desmatamento e tecnologias para garantir a sustentabilidade em negócios e melhorias para as populações nos próximos anos. A organização não governamental WWF apresenta as propostas Água Brasil e Família de Pegadas. O objetivo é alertar sobre a necessidade de agir e não deixar que as propostas fiquem apenas nas palavras.
A Fundo Vale (da Vale) e a Fundação Roberto Marinho, com o apoio do Serviço Florestal Brasileiro, lançam o projeto Florestabilidade. A ideia é mostrar a importância econômica, ambiental e social do manejo florestal no país, que tem a maior área de floresta contínua do mundo – a Amazônia.
O manejo florestal consiste em englobar técnicas que dão prioridade à sustentabilidade sem prejuízo aos ecossistemas. Na prática, as medidas permitem determinado uso dos recursos disponíveis com o mínimo de impacto ambiental. No setor empresarial, a questão da sustentabilidade é tema de uma discussão da secretária executiva da Rede Brasileira do Pacto Global, Yolanda Cerqueira Leite, e dos secretários do fórum (de mesmo nome) Tim Wall e Kristen Coco.
Paralelamente, no Parque dos Atletas, um pavilhão ao lado do Riocentro – onde serão concentrados os debates das autoridades –, ficarão em exposição projetos que destacam o desenvolvimento de propostas de tecnologia associada aos negócios. No Cais do Porto, uma apresentação artística fará lembrar a Europa dos anos 20 ao satirizar o consumo e os excessos.
No Parque do Flamengo, a defesa pela inclusão social como meta a ser ratificada por todos ganhará apresentação especial com a dança dos bailarinos em cadeiras de roda. O espetáculo mostra que não há limites para a expressão nem para a arte.
Leia mais em: Rio+20: sustentabilidade empresarial e qualidade de vida dominam debates no 2º dia. Agência Brasil
Cúpula Mundial Green Jobs discute o tema nestas quinta e sexta, na Rio+20
A Rio+20 (Conferência das Nações Unidades sobre o Desenvolvimento Sustentável) “monta acampamento” no Brasil — até o próximo dia 22 — para reunir chefes de Estado em torno de um propósito único: salvar o futuro do planeta. E, dentre tantas discussões sobre o tema, surgem os chamados empregos verdes. O conceito, mesmo que ainda pouco difundido, ganha cada vez mais espaço no mercado formal. Hoje, de acordo com a OIT (Organização Internacional do Trabalho), 7% dos 38,6 milhões de empregados com carteira assinada no País se encaixam nessa categoria, e a perspectiva é de que o índice alcance 15% em um prazo de dez anos, segundo a presidente da ABRH (Associação Brasileira de Recursos Humanos), Leila Nascimento. Ou seja, tomando como base os dados atuais, estima-se que o Brasil terá em 2022 cerca de 5,8 milhões de profissionais verdes.
Apontado como uma das soluções para o ideal de Terra sustentável, o emprego verde será discutido de forma detalhada em um evento oficial da ONU vinculado à Rio+20. A Cúpula Mundial Green Jobs (empregos verdes) acontece entre esta quinta (14) e sexta-feira (15) no Planetário da Gávea, zona sul do Rio, sob o seguinte questionamento: “O que muda no mundo do trabalho a partir do olhar dos Green Jobs?”.
Além de difundir o tema e explicar os empregos verdes, a cúpula tem o dever de provar a uma economia extremamente capitalista e cada vez mais guiada pelo lucro o quanto opções sustentáveis podem ser lucrativas. Segundo Leila Nascimento, já existem exemplos práticos de sucesso.
Apontado como uma das soluções para o ideal de Terra sustentável, o emprego verde será discutido de forma detalhada em um evento oficial da ONU vinculado à Rio+20. A Cúpula Mundial Green Jobs (empregos verdes) acontece entre esta quinta (14) e sexta-feira (15) no Planetário da Gávea, zona sul do Rio, sob o seguinte questionamento: “O que muda no mundo do trabalho a partir do olhar dos Green Jobs?”.
Além de difundir o tema e explicar os empregos verdes, a cúpula tem o dever de provar a uma economia extremamente capitalista e cada vez mais guiada pelo lucro o quanto opções sustentáveis podem ser lucrativas. Segundo Leila Nascimento, já existem exemplos práticos de sucesso.
Economia Verde
Rio+20, discute sobre forma de produção e consumo mais sustentável.
Economia deve ser forma de trazer bem-estar às pessoas, disse ativista.
O conceito de "economia verde", um dos focos dos debates que tiveram início nesta quarta-feira (13) na Rio+20, é a principal preocupação de organizações internacionais de consumidores que fazem parte do debate de grupos da sociedade civil na conferência.
Em entrevista coletiva concedida nesta tarde no Riocentro, o diretor de políticas do grupo Consumers International, Luis Eduardo Flores Mimica, explicou que há uma divisão de opiniões sobre o conceito, e que há ONGs que rejeitam completamente a ideia, enquanto outros grupos acreditam que ela pode se encaixar à própria ideia de sustentabilidade.
"Para alguns grupos, o conceito está muito ligado à orientação de negócios", disse, explicando que há um interesse em voltar a ideia a todas as pessoas. Segundo ele, entretanto, há uma outra interpretação, que acredita de forma mais ampla que a economia verde é uma possibilidade de integrar negócios e fazer a economia trabalhar para o povo. "Essa é a nossa ideia de sustentabilidade. Significa que a economia é um instrumento de bem-estar", disse. "Nossa expectativa é começar um processo de fazer a economia trabalhar para o povo, em vez do contrário."
A definição de "economia verde" é um dos focos dos debates que acontecem durante a conferência de sustentabilidade no Rio de Janeiro. Ela gira em torno de oportunidades de negócios que levem em conta os conceitos do desenvolvimento sustentável.
Segundo Mimica, é a primeira vez que acontece um debate internacional sobre o conceito com participação de grupos de consumidores. Os debates vão ocorrer ao longo dos próximos dias, a fim de alcançar um acordo sobre a definição do conceito. "Nossa preocupação é saber o que vai ser esta 'economia verde' e isso gera muita discussão, mas precisamos prestar atenção e nos aprofundar no assunto."
A Consumers International é uma federação global de grupos de consumidores que reúne 220 organizações de 115 países com foco em consumo sustentável. O grupo faz parte dos debates de membros da sociedade que ocorrem durante todos os dias da Rio+20, e que deve incluir representantes de ONGs de defesa dos direitos humanos, de mulheres, de jovens, de grupos indígenas e dezenas de outros, além de atores econömicos, acadêmicos e pesquisadores que debatem sustentabilidade.
Além de enfatizar a importância dos debates, Mimica explicou que a federação que representa defende que os métodos para se calcular o Produto Interno Bruto (PIB) dos países seja repensado, assim como foi defendido por cientistas durante o Fórum de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Sustentável, que acontece na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Para alguns pesquisadores, a medição da economia apenas pelo PIB prejudica o meio ambiente. "O modelo atual nos faz caminhar para o desastre", disse Mimica.
Leia mais em: Grupo de consumidores questiona conceito de 'economia verde'. Daniel Buarque Do G1, no Rio
Economia deve ser forma de trazer bem-estar às pessoas, disse ativista.
O conceito de "economia verde", um dos focos dos debates que tiveram início nesta quarta-feira (13) na Rio+20, é a principal preocupação de organizações internacionais de consumidores que fazem parte do debate de grupos da sociedade civil na conferência.
Em entrevista coletiva concedida nesta tarde no Riocentro, o diretor de políticas do grupo Consumers International, Luis Eduardo Flores Mimica, explicou que há uma divisão de opiniões sobre o conceito, e que há ONGs que rejeitam completamente a ideia, enquanto outros grupos acreditam que ela pode se encaixar à própria ideia de sustentabilidade.
"Para alguns grupos, o conceito está muito ligado à orientação de negócios", disse, explicando que há um interesse em voltar a ideia a todas as pessoas. Segundo ele, entretanto, há uma outra interpretação, que acredita de forma mais ampla que a economia verde é uma possibilidade de integrar negócios e fazer a economia trabalhar para o povo. "Essa é a nossa ideia de sustentabilidade. Significa que a economia é um instrumento de bem-estar", disse. "Nossa expectativa é começar um processo de fazer a economia trabalhar para o povo, em vez do contrário."
A definição de "economia verde" é um dos focos dos debates que acontecem durante a conferência de sustentabilidade no Rio de Janeiro. Ela gira em torno de oportunidades de negócios que levem em conta os conceitos do desenvolvimento sustentável.
Segundo Mimica, é a primeira vez que acontece um debate internacional sobre o conceito com participação de grupos de consumidores. Os debates vão ocorrer ao longo dos próximos dias, a fim de alcançar um acordo sobre a definição do conceito. "Nossa preocupação é saber o que vai ser esta 'economia verde' e isso gera muita discussão, mas precisamos prestar atenção e nos aprofundar no assunto."
A Consumers International é uma federação global de grupos de consumidores que reúne 220 organizações de 115 países com foco em consumo sustentável. O grupo faz parte dos debates de membros da sociedade que ocorrem durante todos os dias da Rio+20, e que deve incluir representantes de ONGs de defesa dos direitos humanos, de mulheres, de jovens, de grupos indígenas e dezenas de outros, além de atores econömicos, acadêmicos e pesquisadores que debatem sustentabilidade.
Além de enfatizar a importância dos debates, Mimica explicou que a federação que representa defende que os métodos para se calcular o Produto Interno Bruto (PIB) dos países seja repensado, assim como foi defendido por cientistas durante o Fórum de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Sustentável, que acontece na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Para alguns pesquisadores, a medição da economia apenas pelo PIB prejudica o meio ambiente. "O modelo atual nos faz caminhar para o desastre", disse Mimica.
Leia mais em: Grupo de consumidores questiona conceito de 'economia verde'. Daniel Buarque Do G1, no Rio
Educação e sustentabilidade
Evento deve reunir cerca de 500 representantes de entidades do setor
O Encontro da Juventude e Educação para a Sustentabilidade foi aberto quarta-feira (13), na capital fluminense, e deve reunir cerca de 500 representantes de entidades do setor que irão discutir, até sábado (16), políticas de educação voltadas para a sustentabilidade.
Segundo a secretária adjunta da Secretaria Nacional da Juventude e presidente do Conselho Nacional de Juventude, Ângela Guimarães, o objetivo do evento é propor uma discussão sobre o lugar da educação e da juventude, em um novo modelo de desenvolvimento que está sendo pensado para o País e para o mundo nas próximas décadas.
— O Brasil está realizando a conferência Rio+20, e o tema da sustentabilidade está no centro do debate. Não podemos desconsiderar que essa questão deve estar voltada a uma educação que ajude a sociedade a construir esse novo modelo de desenvolvimento sustentável.
Para Ângela Guimarães, as demandas da juventude têm como foco a educação, mas não se resumem apenas a esse tema. Existem ainda outras reivindicações, como trabalho decente, mobilidade urbana, moradia, dentre outras.
— Não dá para tratar a juventude como as próximas ou futuras gerações. Nós estamos vivendo a maior geração de jovens na história do Brasil, que tem uma significativa presença política, demográfica, econômica e social.
A secretária defende que o Estado deve atuar no núcleo das políticas de desenvolvimento, garantindo os direitos da juventude, o acesso às oportunidades, à educação pública de qualidade, à cultura, à mídia e às novas tecnologias.
— Além disso, é preciso que sejam gerados empregos decentes, respeitando as leis trabalhistas. Esta é uma plataforma múltipla, que acaba unificando os jovens no âmbito mundial, porque são demandas de cunho global.
Leiam mais em: Jovens se reúnem no Rio para analisar o papel da educação na sustentabilidade. Da Agência Brasil
O Encontro da Juventude e Educação para a Sustentabilidade foi aberto quarta-feira (13), na capital fluminense, e deve reunir cerca de 500 representantes de entidades do setor que irão discutir, até sábado (16), políticas de educação voltadas para a sustentabilidade.
Segundo a secretária adjunta da Secretaria Nacional da Juventude e presidente do Conselho Nacional de Juventude, Ângela Guimarães, o objetivo do evento é propor uma discussão sobre o lugar da educação e da juventude, em um novo modelo de desenvolvimento que está sendo pensado para o País e para o mundo nas próximas décadas.
— O Brasil está realizando a conferência Rio+20, e o tema da sustentabilidade está no centro do debate. Não podemos desconsiderar que essa questão deve estar voltada a uma educação que ajude a sociedade a construir esse novo modelo de desenvolvimento sustentável.
Para Ângela Guimarães, as demandas da juventude têm como foco a educação, mas não se resumem apenas a esse tema. Existem ainda outras reivindicações, como trabalho decente, mobilidade urbana, moradia, dentre outras.
— Não dá para tratar a juventude como as próximas ou futuras gerações. Nós estamos vivendo a maior geração de jovens na história do Brasil, que tem uma significativa presença política, demográfica, econômica e social.
A secretária defende que o Estado deve atuar no núcleo das políticas de desenvolvimento, garantindo os direitos da juventude, o acesso às oportunidades, à educação pública de qualidade, à cultura, à mídia e às novas tecnologias.
— Além disso, é preciso que sejam gerados empregos decentes, respeitando as leis trabalhistas. Esta é uma plataforma múltipla, que acaba unificando os jovens no âmbito mundial, porque são demandas de cunho global.
Leiam mais em: Jovens se reúnem no Rio para analisar o papel da educação na sustentabilidade. Da Agência Brasil
Vindos de longe e sem dinheiro
Colombianos passaram a dormir em redes após temporada no Pará. Campus da UFRJ, na Praia Vermelha, vai abrigar mais de 2 mil jovens.
A rede esticada na árvore vai ser o dormitório dos colombianos Javier Ruiz e Davi Gusmán durante a Rio+20. Sem dinheiro para pagar as altas tarifas dos hotéis e albergues, eles acampam na UFRJ, na Praia Vermelha, na Zona Sul da cidade. Mais de 2 mil jovens são aguardados no camping improvisado no gramado da universidade, que fica a poucos minutos do Aterro do Flamengo, onde vai acontecer a Cúpula dos Povos.
Javier e Davi aprovaram a primeira noite na rede fixada nas árvores na UFRJ (Foto: Rodrigo Gorosito/G1)
Javier e Davi, ambos de 34 anos, chegaram ao Rio de Janeiro na quarta-feira (13). Na falta de barraca e de colchonetes, eles passaram a primeira noite em companhia do sereno e do vento gelado.
“Essa nossa suíte é melhor do que a de um hotel cinco estrelas. Podemos admirar as estrelas, sentir a brisa e ouvir o som dos pássaros. E tudo isso ainda de graça. Ainda não choveu, então não tenho do que reclamar”, conta Davi, que utilizou o artifício de um mosqueteiro para evitar a visita dos indesejados insetos.
Pesquisas no Norte do Brasil
A dupla de colombianos explica que desenvolveu o hábito de dormir em redes durante uma temporada no Pará.
Eles visitaram cidades do norte do país por dois anos, durante uma pesquisa com as mulheres quebradeiras de coco babaçu. Atualmente, Javier faz mestrado na Universidade de Madri e Davi é aluno do curso de planejamento do desenvolvimento na Universidade Federal do Pará (UFPA).
Os dois vão participar de fóruns e discussões na Cúpula dos Povos, que acontece paralelamente à Rio+20, de 16 a 19 de junho. Para Javier, a Rio+20 se diferencia das outras conferências por ter conseguido uma maior participação e mobilização da sociedade.
“Todo mundo está mais consciente dos seus deveres em adotar medidas mais sustentáveis para o planeta. Acho que nos debates podemos chegar a algumas soluções, principalmente para as comunidades e aldeias pequenas”, argumenta o pesquisador, que também participou da Conferência de Joanesburgo, em 2002.
Tradutores voluntários
Durante a Rio+20, o campus da UFRJ vai abrigar integrantes de 100 movimentos jovens nacionais e estrangeiros. Para facilitar a comunicação, foi criado um grupo de tradutores voluntários.
“Vão ficar acampados aqui jovens da Romênia, Rússia, Alemanha, Canadá e Estados Unidos. É importante que todos discutam e trocam idéias que possam ajudar a melhorar a vida em comunidade”, afirma Lívia Alencar, de 25 anos, integrante da Rede da Juventude pelo Meio Ambiente e Sustentabilidade.
Refeição para os alojados
A UFRJ disponibilizou 42 banheiros, sendo 26 com chuveiros, para os hospedados no camping. Os visitantes vão ganhar diariamente tíquetes de refeição no valor de R$ 24, que podem ser utilizados em restaurantes credenciados.
Quem não conseguiu vaga no acampamento da Praia Vermelha pode procurar por vagas no camping montado na Quinta da Boa Vista, na Zona Norte do Rio.
Leia mais em: Gringos improvisam camas com redes em acampamento da Rio+20. Tássia Thum Do G1 RJ
A rede esticada na árvore vai ser o dormitório dos colombianos Javier Ruiz e Davi Gusmán durante a Rio+20. Sem dinheiro para pagar as altas tarifas dos hotéis e albergues, eles acampam na UFRJ, na Praia Vermelha, na Zona Sul da cidade. Mais de 2 mil jovens são aguardados no camping improvisado no gramado da universidade, que fica a poucos minutos do Aterro do Flamengo, onde vai acontecer a Cúpula dos Povos.
Javier e Davi aprovaram a primeira noite na rede fixada nas árvores na UFRJ (Foto: Rodrigo Gorosito/G1)
Javier e Davi, ambos de 34 anos, chegaram ao Rio de Janeiro na quarta-feira (13). Na falta de barraca e de colchonetes, eles passaram a primeira noite em companhia do sereno e do vento gelado.
“Essa nossa suíte é melhor do que a de um hotel cinco estrelas. Podemos admirar as estrelas, sentir a brisa e ouvir o som dos pássaros. E tudo isso ainda de graça. Ainda não choveu, então não tenho do que reclamar”, conta Davi, que utilizou o artifício de um mosqueteiro para evitar a visita dos indesejados insetos.
Pesquisas no Norte do Brasil
A dupla de colombianos explica que desenvolveu o hábito de dormir em redes durante uma temporada no Pará.
Eles visitaram cidades do norte do país por dois anos, durante uma pesquisa com as mulheres quebradeiras de coco babaçu. Atualmente, Javier faz mestrado na Universidade de Madri e Davi é aluno do curso de planejamento do desenvolvimento na Universidade Federal do Pará (UFPA).
Os dois vão participar de fóruns e discussões na Cúpula dos Povos, que acontece paralelamente à Rio+20, de 16 a 19 de junho. Para Javier, a Rio+20 se diferencia das outras conferências por ter conseguido uma maior participação e mobilização da sociedade.
“Todo mundo está mais consciente dos seus deveres em adotar medidas mais sustentáveis para o planeta. Acho que nos debates podemos chegar a algumas soluções, principalmente para as comunidades e aldeias pequenas”, argumenta o pesquisador, que também participou da Conferência de Joanesburgo, em 2002.
Tradutores voluntários
Durante a Rio+20, o campus da UFRJ vai abrigar integrantes de 100 movimentos jovens nacionais e estrangeiros. Para facilitar a comunicação, foi criado um grupo de tradutores voluntários.
“Vão ficar acampados aqui jovens da Romênia, Rússia, Alemanha, Canadá e Estados Unidos. É importante que todos discutam e trocam idéias que possam ajudar a melhorar a vida em comunidade”, afirma Lívia Alencar, de 25 anos, integrante da Rede da Juventude pelo Meio Ambiente e Sustentabilidade.
Refeição para os alojados
A UFRJ disponibilizou 42 banheiros, sendo 26 com chuveiros, para os hospedados no camping. Os visitantes vão ganhar diariamente tíquetes de refeição no valor de R$ 24, que podem ser utilizados em restaurantes credenciados.
Quem não conseguiu vaga no acampamento da Praia Vermelha pode procurar por vagas no camping montado na Quinta da Boa Vista, na Zona Norte do Rio.
Leia mais em: Gringos improvisam camas com redes em acampamento da Rio+20. Tássia Thum Do G1 RJ
Novos velhos conceitos
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, defendeu nesta quarta-feira (13) que os países ricos e pobres sigam o "espírito" da convenção firmada na Eco-92, ocorrida em 1992 no Rio. O acordo propôs "ações comuns, porém diferenciadas" a todas as nações para conservação do ambiente.
Os países desenvolvidos alegam que os em desenvolvimento --como é o caso do Brasil-- devem ter mais responsabilidade para auxiliar nas metas de redução mundial dos gases que causam o efeito estufa, responsável pelo aquecimento global.
Já os países em desenvolvimento se defendem usando a convenção da Eco-92. Eles afirmam que já emitem menos gases e que as nações mais ricas é que devem seguir normas mais rígidas. No alvo da discussão está o desenvolvimento econômico e social dos países pobres.
Izabella, que participou nesta quarta-feira da abertura de um ciclo de debates sobre a Rio+20 (conferência da ONU sobre desenvolvimento sustentável) que acontece até o dia 22 de junho no Rio, disse que o evento mundial é o cenário ideal para essa discussão. "É o espaço mais democrático, o da ONU, onde cada país vai buscar seu voto", disse.
A ministra afirmou ainda que o processo da Rio+20 é no "âmbito do multilateralismo" e que as nações convergem para o desenvolvimento sustentável. Após a abertura do debate sobre finanças sustentáveis, Izabella seguiu para um evento no Rio com o ministro da Educação, Aloisio Mercadante.
Os países desenvolvidos alegam que os em desenvolvimento --como é o caso do Brasil-- devem ter mais responsabilidade para auxiliar nas metas de redução mundial dos gases que causam o efeito estufa, responsável pelo aquecimento global.
Já os países em desenvolvimento se defendem usando a convenção da Eco-92. Eles afirmam que já emitem menos gases e que as nações mais ricas é que devem seguir normas mais rígidas. No alvo da discussão está o desenvolvimento econômico e social dos países pobres.
Izabella, que participou nesta quarta-feira da abertura de um ciclo de debates sobre a Rio+20 (conferência da ONU sobre desenvolvimento sustentável) que acontece até o dia 22 de junho no Rio, disse que o evento mundial é o cenário ideal para essa discussão. "É o espaço mais democrático, o da ONU, onde cada país vai buscar seu voto", disse.
A ministra afirmou ainda que o processo da Rio+20 é no "âmbito do multilateralismo" e que as nações convergem para o desenvolvimento sustentável. Após a abertura do debate sobre finanças sustentáveis, Izabella seguiu para um evento no Rio com o ministro da Educação, Aloisio Mercadante.
Leia mais em: Ministra defende conceito da Eco-92 sobre disputa entre países ricos e pobres.VENCESLAU BORLINA FILHO
Lago tropical de metano líquido
Formação no satélite de Saturno deve ter fonte subterrânea
Um grupo internacional de pesquisadores observou pela primeira vez um lago de metano líquido com cerca de com 2400 km2 na região próxima ao equador de Titã, a maior lua de Saturno. Publicada na Nature desta semana (14 de junho), a descoberta indica que o trópico árido do satélite pode ter ainda mais lagos e também sugere que eles são formados por alguma fonte subterrânea de metano. A pesquisa foi feita graças a uma busca intensiva no banco de dados que contém informações coletadas pela sonda Cassini desde 2004, quando passou a orbitar Saturno.
A comunidade científica já conhecia os lagos localizados perto do polo norte de Titã, além de outro no polo sul. “Havia interesse em procurar lagos nas latitudes baixas, mas era complicado observar”, conta um dos autores do trabalho, o astrônomo Paulo Penteado, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG-USP). Os demais autores são da Universidade do Arizona, Estados Unidos.
A sonda Cassini contém vários telescópios e um radar. Ao passar perto dessa lua de Saturno, alguns telescópios captam luz em comprimentos de onda no infravermelho, invisíveis ao olho nu. Essa luz infravermelha refletida por Titã revela detalhes sobre a sua superfície, um tipo de informação que não pode ser obtida pela análise de comprimentos de onda de luz visível.
A partir de a luz solar que incide sobre Titã, nos comprimentos de onda em que podem ser observados, os lagos são escuros. “Ao observar a região do equador, sabíamos que nenhum lago grande existia ali devido às observações nos comprimentos de onda em que vemos a superfície. Se houvesse lago, ele deveria ser pequeno e, por isso, detectado em raras imagens”, explica Penteado. Após a extensa busca, a equipe encontrou um lago que, segundo estimativas, deve ter cerca de 2 m de profundidade no mínimo. “Não conseguimos estimar profundidades maiores”, diz. Mas os lagos podem ser mais profundos, os telescópios não conseguem captar essa informação.
Como a região dos trópicos aparenta ser mais seca que o resto da lua, alguns modelos matemáticos sugerem que o lago surja de uma fonte subterrânea – e não seja gerado por chuvas, outra hipótese plausível. “Caso contrário, o metano líquido já teria evaporado”, afirma o pesquisador.
Titã não se parece com a Lua da Terra. Aliás, é diferente de todas as outras luas conhecidas no Sistema Solar. “Ela é a única que tem atmosfera e meteorologia ativa lembrando a do nosso planeta”, explica Penteado. O componente principal da atmosfera de Titã é o nitrogênio, seguido pelo metano. Na Terra, o nitrogênio e o oxigênio dominam. Devido à baixa temperatura do satélite, 180 graus Celsius (°C) negativos, lá o metano é líquido – aqui, gasoso. A água, em Titã, só foi observada na forma congelada, aparentando rocha, em uma mistura com amônia.
Além disso, outro componente instiga os pesquisadores: existem moléculas orgânicas longas e complexas na névoa de Titã. “O satélite parece ter uma química muito rica e complexa”, conta o astrônomo do IAG. Os ambientes líquidos, como os lagos, são propícios para as moléculas se chocarem e, assim, se tornarem mais complexas.
Os pesquisadores pretendem continuar estudando Titã até 2017, ano previsto para o fim da missão da sonda Cassini. Porém, já mostram o interesse em, no futuro, explorar com mais detalhes o satélite e sua densa atmosfera utilizando um balão. “Um ano de Titã dura quase 30 anos terrestres. Com a Cassini vimos o que ocorre no verão no hemisfério sul, agora estamos observando o outono e conseguiremos, com a sonda, verificar o início do inverno”, explica Penteado. Ou seja: “Titã tem características interessantes e ainda pouco exploradas”.
A comunidade científica já conhecia os lagos localizados perto do polo norte de Titã, além de outro no polo sul. “Havia interesse em procurar lagos nas latitudes baixas, mas era complicado observar”, conta um dos autores do trabalho, o astrônomo Paulo Penteado, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG-USP). Os demais autores são da Universidade do Arizona, Estados Unidos.
A sonda Cassini contém vários telescópios e um radar. Ao passar perto dessa lua de Saturno, alguns telescópios captam luz em comprimentos de onda no infravermelho, invisíveis ao olho nu. Essa luz infravermelha refletida por Titã revela detalhes sobre a sua superfície, um tipo de informação que não pode ser obtida pela análise de comprimentos de onda de luz visível.
A partir de a luz solar que incide sobre Titã, nos comprimentos de onda em que podem ser observados, os lagos são escuros. “Ao observar a região do equador, sabíamos que nenhum lago grande existia ali devido às observações nos comprimentos de onda em que vemos a superfície. Se houvesse lago, ele deveria ser pequeno e, por isso, detectado em raras imagens”, explica Penteado. Após a extensa busca, a equipe encontrou um lago que, segundo estimativas, deve ter cerca de 2 m de profundidade no mínimo. “Não conseguimos estimar profundidades maiores”, diz. Mas os lagos podem ser mais profundos, os telescópios não conseguem captar essa informação.
Como a região dos trópicos aparenta ser mais seca que o resto da lua, alguns modelos matemáticos sugerem que o lago surja de uma fonte subterrânea – e não seja gerado por chuvas, outra hipótese plausível. “Caso contrário, o metano líquido já teria evaporado”, afirma o pesquisador.
Titã não se parece com a Lua da Terra. Aliás, é diferente de todas as outras luas conhecidas no Sistema Solar. “Ela é a única que tem atmosfera e meteorologia ativa lembrando a do nosso planeta”, explica Penteado. O componente principal da atmosfera de Titã é o nitrogênio, seguido pelo metano. Na Terra, o nitrogênio e o oxigênio dominam. Devido à baixa temperatura do satélite, 180 graus Celsius (°C) negativos, lá o metano é líquido – aqui, gasoso. A água, em Titã, só foi observada na forma congelada, aparentando rocha, em uma mistura com amônia.
Além disso, outro componente instiga os pesquisadores: existem moléculas orgânicas longas e complexas na névoa de Titã. “O satélite parece ter uma química muito rica e complexa”, conta o astrônomo do IAG. Os ambientes líquidos, como os lagos, são propícios para as moléculas se chocarem e, assim, se tornarem mais complexas.
Os pesquisadores pretendem continuar estudando Titã até 2017, ano previsto para o fim da missão da sonda Cassini. Porém, já mostram o interesse em, no futuro, explorar com mais detalhes o satélite e sua densa atmosfera utilizando um balão. “Um ano de Titã dura quase 30 anos terrestres. Com a Cassini vimos o que ocorre no verão no hemisfério sul, agora estamos observando o outono e conseguiremos, com a sonda, verificar o início do inverno”, explica Penteado. Ou seja: “Titã tem características interessantes e ainda pouco exploradas”.
Leia mais em: A lua Titã tem lago tropical de metano líquido. ISIS NÓBILE DINIZ
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Folha lança aplicativo sobre a Rio+20 para smartphone
DE SÃO PAULO
A Folha lança um aplicativo especial sobre a Rio+20 para smartphones.
O app permite ao leitor acompanhar as notícias e galerias de fotos relacionadas à conferência das Nações Unidas sobre desenvolvimento sustentável, que será realizada em junho, no Rio.
Basta acessar folha.com/rio20 a partir do navegador de internet do aparelho. É possível criar um atalho para o app, deixando o ícone dele sempre visível na área de trabalho.
Se o leitor acessar esse mesmo endereço a partir de um tablet, verá uma versão adaptada para a tela maior. Nesse aplicativo, o leitor poderá navegar pelo conteúdo interativo desenvolvido especialmente para tablet, com infográficos sobre os temas que serão tratados na conferência, as origens da agenda global sobre ambiente desde a década de 1960, mapas dos locais que abrigarão eventos, entre outros atrativos.
A Rio+20 já havia ganhado um site especial em português, que estreou em 11 de abril, com reportagens e conteúdo interativo. Os preparativos para a conferência, as reuniões entre diplomatas, as cobranças de diferentes setores da sociedade já estão tendo ampla cobertura nas versões impressa e online da Folha.
A Folha também lançou um site internacional sobre a Rio+20, em inglês e espanhol, com os principais destaques da cobertura.
Incertezas da Rio+20
A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, começa nesta quarta-feira (13), no Rio de Janeiro, com incertezas, falta de consenso e sem grandes expectativas de que o documento final estipule metas ambiciosas. Até ontem, havia confirmação da participação de representantes de 186 dos 193 países-membros da ONU - a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, representará o presidente Barack Obama.
Rio+20
Há 20 anos, a canadense Severn Cullis-Suzuki ficou conhecida como "a menina que silenciou o mundo por cinco minutos" por seu discurso feito para delegados e chefes de Estado na Rio 92. Aos 12 anos de idade, conseguiu emocionar os presentes no Riocentro com frases marcantes como "sou apenas uma criança e não tenho as soluções, mas quero que saibam que vocês também não têm".
Já crescida, com 32 anos, mãe de dois filhos e pós-graduada em etnobotânica, Severn retorna ao Brasil para a Rio+20, e quer mais uma vez a atenção dos chefes de Estado para alertar que desde 1992, quase nada mudou.
Antes, na terça-feira (12), em preparação à cúpula da ONU, faz uma palestra na TedXRio+20, realizado no Forte de Copacabana, dentro do projeto Humanidade 2012.
Nas duas oportunidades, a ativista tentará alertar que o mundo não conseguiu superar seus problemas ecológicos existentes há duas décadas, já que os governantes "pensam apenas na incerteza econômica, não na ambiental".
Leia mais em: Menina que 'calou o mundo' na Rio 92 volta como ativista para a Rio+20 Author : MBTC - Emanuel Carvalho
Já crescida, com 32 anos, mãe de dois filhos e pós-graduada em etnobotânica, Severn retorna ao Brasil para a Rio+20, e quer mais uma vez a atenção dos chefes de Estado para alertar que desde 1992, quase nada mudou.
Antes, na terça-feira (12), em preparação à cúpula da ONU, faz uma palestra na TedXRio+20, realizado no Forte de Copacabana, dentro do projeto Humanidade 2012.
Nas duas oportunidades, a ativista tentará alertar que o mundo não conseguiu superar seus problemas ecológicos existentes há duas décadas, já que os governantes "pensam apenas na incerteza econômica, não na ambiental".
Leia mais em: Menina que 'calou o mundo' na Rio 92 volta como ativista para a Rio+20 Author : MBTC - Emanuel Carvalho
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Evolução da linguagem falada na espécie humana
UM DOS ENIGMAS mais importantes no estudo da evolução da linguagem falada na espécie humana diz respeito não às pessoas, mas a nossos primos chimpanzés. Por que esses macacos não parecem ter a mínima capacidade de se comunicar pela fala? Em estudos comportamentais, chimpanzés muitas vezes surpreendem cientistas com sua capacidade de se comunicar por gestos, mas tentativas de ensiná-los um código fonético têm sido geralmente um fiasco.
Cientistas sabem que isso ocorre porque o aparelho fonador desses macacos não é adequado para produzir uma gama variada de sons. Mas por que nosso parente mais próximo na árvore evolutiva não exibe uma capacidade semelhante? Se sabemos que a evolução molda as caraterísticas das espécies de maneira gradual, será que as vocalizações dos macacos não lembram em alguma coisa a linguagem humana?
Errou... Tum... Tum ... Tum... Errou... Tum... Tum... Tum...
Asteroide passa a 14 mil quilômetros da Terra
São Paulo - A Nasa informou que o asteroide 2012 KT42 passou
a apenas 14 mil quilômetros da Terra nesta terça-feira (29). Essa foi a sexta
passagem mais próxima de um asteroide da Terra já registrada.
Essa distância é menor do que a que separa o Brasil do Japão
ou um voo de Nova York para a Nova Zelândia, por exemplo. Porém, os cientistas
não estão preocupados com o evento.
No entanto, vale
destacar que asteroide 2012 KT42 só foi descoberto na última segunda
(28), pouco antes de sua aproximação com a Terra. De qualquer forma, apesar do
pouco tempo, os cientistas conseguiram prever até mesmo a velocidade com que
ele passaria por perto do planeta.
Além disso, ele é o segundo asteroide a passar perto da
Terra somente nesta semana, quando um asteroide de 21 metros de diâmetro passou
a 51 quilômetros do planeta. Por sua vez, o asteroide Eros, de 35 quilômetros,
já muito conhecido pelos astrônomos, se aproximou da Terra como não ocorria há
37 anos, a uma distância de 26,7 milhões de quilômetros.
Leia mais em: Asteroide passa a 14 mil quilômetros da Terra
quarta-feira, 23 de maio de 2012
Palestra – Abertura das comemorações dos 40 anos das Licenciaturas da Faculdade São Luís
No dia 23 de maio, às 19h, no Cine Teatro Municipal, ocorreu uma palestra com o tema “Os conhecimentos sobre o cuidar da voz com enfoque para os profissionais da educação”. O evento abriu as comemorações dos 40 anos de funcionamento dos cursos de Artes, Letras, Geografia, História, Matemática e Pedagogia.
A palestrante é Raquel Aparecida Pizolato, graduada em Fonoaudiologia pela Faculdade de Odontologia de Bauru- USP, Mestre em Odontologia- UNICAMP (Área de Concentração Fisiologia Oral) e Doutoranda em Odontologia- UNICAMP (Área de Concentração Saúde Coletiva).
Para participar da palestra é preciso levar um litro de leite, que será doado ao Fundo Social de Solidariedade do Município de Jaboticabal. Será emitido certificado de participação no evento.
terça-feira, 22 de maio de 2012
Feira do Livro: vale-livros fará a alegria da garotada em Jaboticabal
Jacqueline de Lima
Jaboticabal se prepara para receber a “1ª Festa Literária - Caminhos da Leitura”. O evento, fruto de uma parceria da Prefeitura Municipal, Associação Brasileira de Difusão do Livro (ABDL) e o Consórcio Intermunicipal Culturando, será realizado nos dias 5 a 8 de junho, das 9h às 20h, na Estação de Eventos Cora Coralina.
De acordo com a secretária de Educação, Maria Elvira Formágio, a feira do livro de Jaboticabal terá um diferencial. “Todos os alunos e professores da rede municipal vão receber um vale-livros no valor de R$ 100, disponibilizados pela Prefeitura e Fundação Biblioteca Nacional”, esclarece.
Além disso, quem visitar a feira poderá encontrar muitos livros com preços especiais, entre R$ 1 e R$ 10. “A ideia é que todos saiam da feira com muitos livros. Queremos espalhar o gosto pela leitura para toda nossa cidade”, completa a diretora de Cultura, Mônica Reino.
Saiba o que vai encontrar durante a 1ª Festa Literária:
Bate-papo na estrada - é um espaço de palestras sobre o ato de escrever, produção de literaturas e o mercado literário, encerrado com sessão de autógrafos.
Na Carona! - voltado para o público jovem, bate-papo traz fazedores de cultura da região com nomes em evidência no mercado literário e artístico brasileiro.
Estacionamento Infantil - Espaço de estímulo à leitura para a criançada com contação de história.
Oficina do Livro - específico para escritores, vendedores e pessoas ligadas ao livro e leitura.
Oficina do Professor - espaço dedicado a professores, pessoas ligadas à Educação e universitários de Letras, Pedagogia, Psicologia e afins.
Cine Livro - filmes baseados em livros.
Biblioteca Esquenta - uma ação que acontece em parceria com o programa Esquenta (Reginá Casé) na rede Globo.
A programação oficial será divulgada em breve. “O que posso adiantar é que a programação será bem diversificada e vai atender a todos os públicos, com bate-papo, oficinas culturais, cine livro, shows e muita contação de história para a criançada”, finaliza a diretora.
Oportunidade: A feira também vai prestigiar os escritores locais e regionais. Haverá estandes específicos para os autores, onde poderão vender e autografar suas obras. Os interessados devem procurar o Departamento de Cultura ou enviar email para cultura@jaboticabal.sp.gov.br até dia 29 de maio, com foto e pequena biografia do autor. Mais informações pelo telefone (16) 3202-8323.
De acordo com a secretária de Educação, Maria Elvira Formágio, a feira do livro de Jaboticabal terá um diferencial. “Todos os alunos e professores da rede municipal vão receber um vale-livros no valor de R$ 100, disponibilizados pela Prefeitura e Fundação Biblioteca Nacional”, esclarece.
Além disso, quem visitar a feira poderá encontrar muitos livros com preços especiais, entre R$ 1 e R$ 10. “A ideia é que todos saiam da feira com muitos livros. Queremos espalhar o gosto pela leitura para toda nossa cidade”, completa a diretora de Cultura, Mônica Reino.
Saiba o que vai encontrar durante a 1ª Festa Literária:
Bate-papo na estrada - é um espaço de palestras sobre o ato de escrever, produção de literaturas e o mercado literário, encerrado com sessão de autógrafos.
Na Carona! - voltado para o público jovem, bate-papo traz fazedores de cultura da região com nomes em evidência no mercado literário e artístico brasileiro.
Estacionamento Infantil - Espaço de estímulo à leitura para a criançada com contação de história.
Oficina do Livro - específico para escritores, vendedores e pessoas ligadas ao livro e leitura.
Oficina do Professor - espaço dedicado a professores, pessoas ligadas à Educação e universitários de Letras, Pedagogia, Psicologia e afins.
Cine Livro - filmes baseados em livros.
Biblioteca Esquenta - uma ação que acontece em parceria com o programa Esquenta (Reginá Casé) na rede Globo.
A programação oficial será divulgada em breve. “O que posso adiantar é que a programação será bem diversificada e vai atender a todos os públicos, com bate-papo, oficinas culturais, cine livro, shows e muita contação de história para a criançada”, finaliza a diretora.
Oportunidade: A feira também vai prestigiar os escritores locais e regionais. Haverá estandes específicos para os autores, onde poderão vender e autografar suas obras. Os interessados devem procurar o Departamento de Cultura ou enviar email para cultura@jaboticabal.sp.gov.br até dia 29 de maio, com foto e pequena biografia do autor. Mais informações pelo telefone (16) 3202-8323.
Um Ano de Um Meio de Cultura
Há um ano, mais precisamente no dia 9 de maio de 2011, colocávamos
no ar o nosso blog Um Meio de Cultura.
Tudo começou como uma iniciativa do NDE (Núcleo Docente Estruturante) do Curso
de Biologia da Faculdade São Luís de Jaboticabal.
Surgiu como uma ferramenta informal, para reforçar os laços
entre as turmas da Biologia, seus docentes e coordenação. Primeiro pensamos um
jornal, mas por questões de logística optamos por um blog.
Assim desenvolvemos Um
Meio de Cultura, sabemos que existem outros meios de cultura, mas o nosso é
especial, sem ação de “halos de inibição” e com muita matéria orgânica para
nutrir nossas mentes.
Este espaço não ficou restrito aos docentes ou coordenação
do curso de Biologia, se estendeu a toda a comunidade São Luís e a WEB.
Até o momento foram: 13.568
acessos
Destes acessos 71,44% são
direcionados do Google, 5,86% do Facebook e 4,21% das páginas da Faculdade São
Luís, mostrando que não somente o
aluno da nossa instituição acessa o site, mas sim toda a comunidade.
O que
confirma pelos países TOP FIVE em acesso: Brasil, 81,85%; EUA 7,04%; Alemanha
4,65%; Portugal 3,02% e Rússia 2,28%.
No Brasil,
os estados campeões de visitas são:
|
São Paulo
|
73,19%
|
|
Minas Gerais
|
5,51%
|
|
Rio de Janeiro
|
5,51%
|
|
Paraná
|
3,37%
|
|
Rio Grande do Sul
|
3,04%
|
|
Santa Catarina
|
2,27%
|
|
Bahia
|
2,23%
|
|
Pernambuco
|
1,90%
|
|
Goiás
|
1,60%
|
|
Ceara
|
1,33%
|
E as
cidades campeãs de acesso foram:
|
Ribeirão Preto
|
55,18%
|
|
São Paulo
|
10,73%
|
|
Jaboticabal
|
8,17%
|
|
Rio de Janeiro
|
6,06%
|
|
Piracicaba
|
5,34%
|
|
Belo Horizonte
|
5,16%
|
|
São José do Rio Preto
|
2,78%
|
|
Salvador
|
2,60%
|
|
Recife
|
1,97%
|
|
Curitiba
|
1,97%
|
O nosso
muito obrigado a todos da Faculdade São Luís de Jaboticabal, alunos,
funcionários, docentes, coordenação, direção, mantenedores, enfim, todos que
nos ajudaram a transformar o Um Meio de
Cultura em mais uma ferramenta de ensino.
Obrigado.
Perigo na natureza
Pequenos insetos, grandes perigos
Sim, matar. E em termos de periculosidade, nem falo do mosquito da dengue, que por sí só não é perigoso, pois ele nada mais é que um vetor da doença, endêmica em todo o Brasil. Falo de aranhas com potentes venenos, moscas que botam seus ovos no corpo de animais vivos, abelhas extremamente agressivas e outros invertebrados de botar medo em qualquer um. Vamos conhecer, na listagem abaixo, os insetos mais perigosos do mundo.
Formiga cabo-verde: encontrada na América Central e do Sul, essa espécie é conhecida como formiga-bala não por acaso: sua picada é tão intensa e dolorida que assemelha-se à dor causada por um disparo de arma de fogo. De tamanho relativamente grande para uma formiga (18 a 25 milímetros), as formigas cabo-verde tem uma função curiosa para os povos indígenas das Américas: são usadas em rituais de iniciação à masculinidade, em várias tribos.
Leia mais em: Animais: Os insetos mais perigosos do mundo
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