Começam a aparecer os tipos locais de protozoário causador de encefalites
No início de janeiro, uma mulher de 22 anos, com muita dor de cabeça e uma paralisia no lado esquerdo do corpo, decidiu ir a um ambulatório especializado de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. A enfermeira que a atendeu a convenceu a fazer um teste rápido de detecção do vírus HIV, causador da Aids. O resultado, que saiu em 30 minutos, deu positivo.
“A moça tinha vida sexual havia oito anos, fazia sexo desprotegido, tinha dois ou três parceiros por semana, nunca tinha feito teste para HIV e não sabia que estava com Aids”, relata o médico José Ernesto Vidal, que a atendeu em seguida. A dor de cabeça e a paralisia do lado esquerdo do corpo sugeriam uma encefalite causada pelo protozoário Toxoplasma gondii. Ele a internou de imediato para começar o tratamento contra a doença neurológica e depois, assim que possível, iniciar a medicação contra o vírus da Aids.
A toxoplasmose cerebral sempre foi uma doença oportunista, transmitida normalmente por água ou alimentos contaminados (e não por via sexual), que normalmente emerge quando as defesas do organismo estão enfraquecidas. Agora essa infecção está merecendo mais atenção porque testes moleculares e genéticos, empregados como parte do diagnóstico, estão mostrando variedades de T. gondii exclusivas do Brasil, podendo causar sintomas atípicos ou mais graves em uma parte das pessoas infectadas. “Nossos testes estão mostrando que as variedades brasileiras são geneticamente diferentes dos tipos clássicos 1, 2 e 3, registrados, principalmente, nos Estados Unidos e na Europa, e algumas podem ser mais virulentas”, afirma Vidal.
Formas brasileiras de toxoplasmose.
Leia mais na matéria de Carlos Fioravanti:
Formas brasileiras de toxoplasmose.
Meio de cultura são preparações sólidas, líquidas ou semi-sólidas que contêm todos os nutrientes necessários para o crescimento de organismos. Os meios de cultura devem ter na sua composição, os nutrientes indispensáveis ao crescimento do organismo em questão, sob forma assimilável e em concentração não inibitória do crescimento. Este jornalzinho on line tem esta finalidade, servir de meio para enriquecer a nossa cultura e dar condições para o desenvolvimento como melhores profissionais.9.5.11.
terça-feira, 20 de março de 2012
Floresta amazônica e regulação climática
Estudo avalia o impacto real de vegetações nativas e
cultivadas das Américas sobre a temperatura global
Quantificar o real efeito do desmatamento e das atividades
agrícolas na temperatura média do planeta é o principal resultado de um
trabalho realizado por pesquisadores do Brasil e dos Estados Unidos e publicado
na edição de março da revista Nature Climate Change. O conhecimento mais
acurado do impacto dos ecossistemas terrestres sobre o clima se tornou possível
agora porque os pesquisadores incluíram nos cálculos dois fenômenos que costumavam
ser deixados de lado: a evapotranspiração (perda de água por evaporação e
transpiração das plantas) e a absorção de energia solar pela vegetação. Esses
fenômenos de natureza biofísica influenciam a regulação do clima local e afetam
o clima global, mas eram desconsiderados. Os trabalhos anteriores, usados para
traçar políticas de proteção do ambiente, só incluíam os dados sobre absorção
ou liberação de gases de efeito estufa, os chamados mecanismos biogeoquímicos,
que têm efeitos globais.
No estudo da Nature Climate Change os pesquisadores
conseguiram condensar os efeitos biofísicos e biogeoquímicos num único índice,
mais abrangente, batizado de climate regulation values (CRV). “Esse índice
contabiliza os estoques de carbono e sua troca líquida nos ecossistemas, a
emissão de óxido nitroso e de metano e considera também os efeitos da
evapotranspiração e da absorção de energia solar associados a cada tipo de
vegetação”, explica Santiago Cuadra, pesquisador do Centro Federal de Educação
Tecnológica Celso Suckow da Fonseca do Rio de Janeiro (Cefet/RJ), um dos
autores do artigo.
Para saber um pouco mais sobre esta matéria: A equação do clima. De Evanildo da Silveira
Artigo científico:
ANDERSON-TEIXEIRA, K.J. et al. Climate-regulation services of natural and agricultural ecoregions of the Americas. Nature Climate Change.
8 jan. 2012.
segunda-feira, 19 de março de 2012
sábado, 17 de março de 2012
sexta-feira, 16 de março de 2012
Fonte alternativa de energia?
Até recentemente, a forma mais eficiente de gerar energia a partir de um organismo vivo era colocar um hamster para correr em uma roda. Mas pesquisadores da Universidade Clarkson (em Potsdam, no estado de Nova Iorque), nos Estados Unidos, estão conseguindo transformar lesmas vivas em “baterias”, se utilizando do açúcar do sangue do animal.
O método para isso é relativamente simples. Os químicos desenvolveram pequenos eletrodos de carbono, dotados de nanotubos que têm a função de conduzir eletricidade. Para gerá-la, tais eletrodos são combinados com determinadas enzimas para compor células de bio energia. Estas células se apropriam da glicose e do oxigênio do sangue dos animais e produzem eletricidade na transferência para o eletrodo.
Este sistema não causa danos aos moluscos. Depois de a “bateria” funcionar perfeitamente por algumas horas, basta que as lesmas se alimentem normalmente e descansem para que o sangue retorne a níveis saudáveis de seus componentes. Mesmo enquanto os eletrodos estão acoplados, elas podem viver e se movimentar sem problemas.
É claro que uma lesma nestas condições ainda produz muito menos energia do que uma pilha palito. Os cientistas afirmam que já estão desenvolvendo estratégias para aumentar o “aproveitamento energético” das lesmas, e que o mesmo procedimento também pode ser utilizado em outros animais, como minhocas e outros insetos. Além disso, é possível que haja outras substâncias nestes organismos que também possam alimentar os eletrodos.
A questão impressionante, no entanto, nem chega a ser a quantidade energética. O exército dos EUA já apresentou a ideia de que estas “lesmas energéticas” podem ser transformadas em pontos eletrônicos, que podem servir como sensores. Seria o primeiro exemplo de “sensor vivo” da história, integrado ao meio natural como nenhum outro aparato eletrônico jamais conseguiu. Algo como… uma lesma ciborgue.
O método para isso é relativamente simples. Os químicos desenvolveram pequenos eletrodos de carbono, dotados de nanotubos que têm a função de conduzir eletricidade. Para gerá-la, tais eletrodos são combinados com determinadas enzimas para compor células de bio energia. Estas células se apropriam da glicose e do oxigênio do sangue dos animais e produzem eletricidade na transferência para o eletrodo.
Este sistema não causa danos aos moluscos. Depois de a “bateria” funcionar perfeitamente por algumas horas, basta que as lesmas se alimentem normalmente e descansem para que o sangue retorne a níveis saudáveis de seus componentes. Mesmo enquanto os eletrodos estão acoplados, elas podem viver e se movimentar sem problemas.
É claro que uma lesma nestas condições ainda produz muito menos energia do que uma pilha palito. Os cientistas afirmam que já estão desenvolvendo estratégias para aumentar o “aproveitamento energético” das lesmas, e que o mesmo procedimento também pode ser utilizado em outros animais, como minhocas e outros insetos. Além disso, é possível que haja outras substâncias nestes organismos que também possam alimentar os eletrodos.
A questão impressionante, no entanto, nem chega a ser a quantidade energética. O exército dos EUA já apresentou a ideia de que estas “lesmas energéticas” podem ser transformadas em pontos eletrônicos, que podem servir como sensores. Seria o primeiro exemplo de “sensor vivo” da história, integrado ao meio natural como nenhum outro aparato eletrônico jamais conseguiu. Algo como… uma lesma ciborgue.
Leia mais: Lesma ciborgue é transformada em bateria viva.[LiveScience][Hypescience]
“para matar a tristeza, só mesa de bar" ... Na 'Science'.
Rejeitadas por parceiras, moscas buscam consolo no álcool, diz estudo
Sexo libera substância química que reduz procura pela bebida. Pesquisa foi publicada pela revista 'Science'.
Uma mosca entra no bar, chama o garçom e diz: “para matar a tristeza, só mesa de bar". A cena é surreal, mas tem algum fundamento científico – exceto pelo fato de que ainda não há estudos mostrando que moscas sejam fãs de Reginaldo Rossi.
Mas há sim uma pesquisa que mostra que o álcool é uma saída, ou pelo menos um consolo, para a dor de cotovelo na espécie – onde quer que esteja o cotovelo de uma mosca.
A experiência que chegou a essa conclusão foi feita nos laboratórios da Universidade da Califórnia em São Francisco, nos EUA. As moscas macho foram separadas em dois grupos – um deles foi colocado ao lado de fêmeas virgens, que permitem a cópula, e o outro teve contato com fêmeas arredias.
Depois, os insetos puderam optar entre dois tipos de alimentos – com ou sem álcool. Foi quando os cientistas descobriram que as moscas rejeitadas gostam da bebida alcoólica – bem mais do que as que conseguiram sexo.
Acontece que o sexo eleva o nível de uma substância chamada “neuropeptídeo F”, ligada ao chamado sistema de recompensa do cérebro. Quanto menor esse nível, maior a chance de que a mosca consuma álcool.
Como se trata de uma relação química, a descoberta pode ser desenvolvida a ponto de explicar mecanismos do alcoolismo em humanos. A pesquisa foi divulgada pela “Science”, uma das mais prestigiadas revistas científicas do mundo, nesta quinta-feira (15).
Leia mais na matéria de Tadeu Meniconi, Do G1, em São Paulo
Planeta dos Macacos
Gorilas compartilham muitas mudanças genéticas paralelas com humanos - incluindo a evolução de nossa audição
Nossos ancestrais passaram pela divisão evolutiva com os gorilas há cerca de 10 milhões de anos, mas ainda compartilhamos um notável número de genes com o grande macaco, de acordo com um inovador estudo publicado nesta quarta-feira (7).
Um consórcio mundial de cientistas sequenciou o genoma do gorila da planície ocidental e comparou mais de 11 mil de seus genes com os dos humanos modernos, Homo sapiens, e os dos chimpanzés.
Os gorilas se separaram da linhagem humano-chimpanzé há cerca de 10 milhões de anos, e cerca de quatro milhões de anos depois homens e chimpanzés emergiram como espécies diferentes, uma ideia que coincide com as evidências fósseis.
A comparação também derruba convicções sobre similaridades entre os principais primatas, dizem os pesquisadores.
Como era esperado, humanos e chimpanzés compartilhavam a maior parte dos genes. Mas 15% do genoma humano é mais próximo ao genoma do gorila do que ao do chimpanzé - e 15% do genoma do chimpanzé é mais próximo ao genoma do gorila do que ao do humano.
"Nossas descobertas mais significativas revelam não apenas diferenças entre as espécies refletindo milhões de anos de divergências evolutivas, mas também similaridades nas mudanças em paralelo ao longo do tempo desde seu ancestral comum", disse Chris Tyler-Smith, do Britain's Wellcome Trust Sanger Institute.
"Descobrimos que gorilas compartilham muitas mudanças genéticas paralelas com humanos - incluindo a evolução de nossa audição".
"Cientistas sugeriram que a rápida evolução dos genes de audição dos humanos estava ligada à evolução da linguagem. Nossos resultados colocam isso em questão, já que os genes de audição evoluíram em gorilas na mesma proporção que nos humanos".
Os próprios gorilas começaram a se dividir em dois grupos, o gorila da planície oriental e o gorila da planície ocidental, cerca de um milhão de anos atrás.
O estudo joga um balde de água fria naqueles que defendem a noção de que a separação entre espécies de primatas ocorreu de maneira abrupta, em um período relativamente curto. Na verdade, o processo foi longo e muito gradual.
Havia provavelmente uma quantidade razoável de "fluxo gênico", ou um cruzamento entre linhagens genéticas levemente diferentes, os dois antes que os gorilas se separassem dos outros macacos e antes que os próprios gorilas se dividissem em duas espécies.
Poderia haver um paralelo na separação entre chimpanzés e bonomos, ou entre humanos modernos e Neanderthais, afirmam os autores.
Uma nova teoria sobre Neanderthais é que eles eram mais do que primos próximos - o H. sapiens ocasionalmente cruzava com eles e incorporou alguns de seus genes nos humanos modernos.
Os próprios Neandherthais se extinguiram como uma espécie separada há cerca de 40 mil anos, dizimados quer por uma mudança climática ou devido ao próprio H. sapiens, de acordo com algumas hipóteses.
A amostra de DNA foi retirada de uma gorila da planície ocidental chamada Kamilah.
Depois de prosperar por milhões de anos, os gorilas sobrevivem hoje em apenas algumas poucas populações ameaçadas da África central, e sua quantidade diminui devido à caça e à perda de habitat.
"Bem como nos ensinar sobre evolução humana, o estudo dos grandes macacos nos conecta a um tempo no qual nossa existência era mais tênue, e, ao fazer isso, ressalta a importância de proteger e conservar estas espécies notáveis", afirma o estudo.
Nossos ancestrais passaram pela divisão evolutiva com os gorilas há cerca de 10 milhões de anos, mas ainda compartilhamos um notável número de genes com o grande macaco, de acordo com um inovador estudo publicado nesta quarta-feira (7).
Um consórcio mundial de cientistas sequenciou o genoma do gorila da planície ocidental e comparou mais de 11 mil de seus genes com os dos humanos modernos, Homo sapiens, e os dos chimpanzés.
Os gorilas se separaram da linhagem humano-chimpanzé há cerca de 10 milhões de anos, e cerca de quatro milhões de anos depois homens e chimpanzés emergiram como espécies diferentes, uma ideia que coincide com as evidências fósseis.
A comparação também derruba convicções sobre similaridades entre os principais primatas, dizem os pesquisadores.
Como era esperado, humanos e chimpanzés compartilhavam a maior parte dos genes. Mas 15% do genoma humano é mais próximo ao genoma do gorila do que ao do chimpanzé - e 15% do genoma do chimpanzé é mais próximo ao genoma do gorila do que ao do humano.
"Nossas descobertas mais significativas revelam não apenas diferenças entre as espécies refletindo milhões de anos de divergências evolutivas, mas também similaridades nas mudanças em paralelo ao longo do tempo desde seu ancestral comum", disse Chris Tyler-Smith, do Britain's Wellcome Trust Sanger Institute.
"Descobrimos que gorilas compartilham muitas mudanças genéticas paralelas com humanos - incluindo a evolução de nossa audição".
"Cientistas sugeriram que a rápida evolução dos genes de audição dos humanos estava ligada à evolução da linguagem. Nossos resultados colocam isso em questão, já que os genes de audição evoluíram em gorilas na mesma proporção que nos humanos".
Os próprios gorilas começaram a se dividir em dois grupos, o gorila da planície oriental e o gorila da planície ocidental, cerca de um milhão de anos atrás.
O estudo joga um balde de água fria naqueles que defendem a noção de que a separação entre espécies de primatas ocorreu de maneira abrupta, em um período relativamente curto. Na verdade, o processo foi longo e muito gradual.
Havia provavelmente uma quantidade razoável de "fluxo gênico", ou um cruzamento entre linhagens genéticas levemente diferentes, os dois antes que os gorilas se separassem dos outros macacos e antes que os próprios gorilas se dividissem em duas espécies.
Poderia haver um paralelo na separação entre chimpanzés e bonomos, ou entre humanos modernos e Neanderthais, afirmam os autores.
Uma nova teoria sobre Neanderthais é que eles eram mais do que primos próximos - o H. sapiens ocasionalmente cruzava com eles e incorporou alguns de seus genes nos humanos modernos.
Os próprios Neandherthais se extinguiram como uma espécie separada há cerca de 40 mil anos, dizimados quer por uma mudança climática ou devido ao próprio H. sapiens, de acordo com algumas hipóteses.
A amostra de DNA foi retirada de uma gorila da planície ocidental chamada Kamilah.
Depois de prosperar por milhões de anos, os gorilas sobrevivem hoje em apenas algumas poucas populações ameaçadas da África central, e sua quantidade diminui devido à caça e à perda de habitat.
"Bem como nos ensinar sobre evolução humana, o estudo dos grandes macacos nos conecta a um tempo no qual nossa existência era mais tênue, e, ao fazer isso, ressalta a importância de proteger e conservar estas espécies notáveis", afirma o estudo.
Leia mais em: Genes de macacos mostram que temos gorilas entre nós
quinta-feira, 15 de março de 2012
Docente da Faculdade São Luís ganha prêmio no Salão de Artes de Araras
O Prof. Ms. Paulo Tosta, Coordenador de Estágio do curso de Matemática da Faculdade de Educação São Luís de Jaboticabal, foi premiado no 69º Saap, Salão Ararense de Artes Plásticas, “Antônio Rodini”, modalidade acadêmica. As obras vencedoras foram: “Seu Brasil” e “Rafaela”, que retrata a filha de um amigo do artista.“Este foi o primeiro salão do ano, e graças a Deus, com essa brilhante conquista. Este ano haverá outros salões e já estou preparando os trabalhos”, afirma o professor.
A premiação acontecerá no dia 17 de março, no Centro Cultural “Leny de Oliveira Zurita”, às 20h. A exposição, que conta com 57 obras, pode ser visitada até dia 1º de abril.
A Faculdade São Luís parabeniza o Prof. Paulo Tosta por novamente destacar-se frente à comunidade artística nacional, com mais essa conquista. A Instituição também aproveita para incentivar os amantes de arte a comparecer e prestigiar o artista jaboticabalense!
Serviço:
O Centro Cultural “Leny de Oliveira Zurita” fica na Avenida Ângelo Franzini, s/n, Jd. dos Ypês.
Para mais informações sobre o evento, acesse o site da Prefeitura Municipal de Araras
Luciana Teixeira
Vídeo do dia
Este vídeo da câmera de segurança de um hotel na Califórnia durante um terremoto em 2010. Atente para o deslocamento da coluna de água da piscina, e imagine a quantidade de energia necessária para que isso ocorra (pense em você tentando carregar uma bacia com água).
Infelizmente não temos maiores detalhes sobre este tremor.
Mariposa ameaça vinhedos da Itália
| (Foto: NBC Naturalis) |
Cientistas italianos descobriram a mariposa em 2006, mas não conseguiram identificá-la.
O que eles sabem é que as lagartas que dão origem às mariposas atacam as folhas das videiras, devorando as partes mais comestíveis, destruindo as plantações.
Ao examinar uma parte do código genético da mariposa, os pesquisadores confirmaram que ela é de uma espécie desconhecida.
A equipe de cientistas italianos teve a ajuda do especialista em insetos do Centro para Biodiversidade de Leiden, na Holanda, Erik van Nieukerken.
"Inicialmente, consultamos a literatura (científica) para descobrir o que já se sabia a respeito", disse o especialista à BBC, acrescentando que eles descobriram que pouco era conhecido sobre este grupo de mariposas.
Nieukerken e a equipe de cientistas examinaram então o código genético da mariposa.
"Percebi que esta mariposa, apesar de ser muito comum na América do Norte, não tinha um nome", disse o cientista.
A nova espécie foi batizada de Antispila oinophylla e, anteriormente, foi confundida com outra espécie da América do Norte, a Antispila ampelopsifoliella.
O que eles sabem é que as lagartas que dão origem às mariposas atacam as folhas das videiras, devorando as partes mais comestíveis, destruindo as plantações.
Ao examinar uma parte do código genético da mariposa, os pesquisadores confirmaram que ela é de uma espécie desconhecida.
A equipe de cientistas italianos teve a ajuda do especialista em insetos do Centro para Biodiversidade de Leiden, na Holanda, Erik van Nieukerken.
"Inicialmente, consultamos a literatura (científica) para descobrir o que já se sabia a respeito", disse o especialista à BBC, acrescentando que eles descobriram que pouco era conhecido sobre este grupo de mariposas.
Nieukerken e a equipe de cientistas examinaram então o código genético da mariposa.
"Percebi que esta mariposa, apesar de ser muito comum na América do Norte, não tinha um nome", disse o cientista.
A nova espécie foi batizada de Antispila oinophylla e, anteriormente, foi confundida com outra espécie da América do Norte, a Antispila ampelopsifoliella.
Tiranossauro rex possuía a mordida mais potente entre todos os animais
Londres, 29 fev (EFE).- Entre todos os animais que caminharam alguma vez sobre a Terra, o Tiranossauro rex é o que possuía a mordida mais potente, segundo um estudo publicado nesta terça-feira pela revista "Biology Letters", da Royal Society de Londres.
A força da mandíbula do dinossauro dividiu durante anos a comunidade científica, até o ponto de alguns especialistas defenderem que a mordida do tiranoussauro rex era tão fraca que o animal devia limitar-se a comer os restos de presas mortas.
Uma simulação por computador determinou, no entanto, que o Tiranossauro rex, que viveu há 65 milhões de anos, podia exercer uma força com sua mandíbula de entre 20 mil e 57 mil newtons, até quatro vezes maior que o animal vivo com a mordida mais potente, a águia americana.
O estudo, desenvolvido por uma equipe da Universidade de Liverpool, sugere que esse dinossauro, que podia alcançar 12 metros de comprimento e quatro de altura, era capaz de caçar grandes animais para alimentar-se e partir os ossos de suas presas com os dentes.
Os músculos da mandíbula dos dinossauros não se conservam entre os restos fósseis com os quais trabalham os cientistas, por isso os responsáveis da pesquisa avaliaram diferentes modelos possíveis de tecido muscular para calcular a força exercida pela mandíbula de um tiranossauro.
Mesmo nos modelos nos quais os músculos eram mais fracos, a simulação por computador determinou que a potência da mandíbula do dinossauro era duas vezes maior do que se imaginava até agora.
"O poder da mandíbula do Tiranossauro rex foi um tema muito debatido durante anos. Os cientistas contam apenas com seu esqueleto, já que os músculos não se fossilizam, portanto em muitas ocasiões temos que confiar em análises estatísticas ou em comparações qualitativas com animais vivos", explicou o responsável pelo estudo, Karl Bates.
Para contextualizar seus resultados, a equipe de Bates calculou a força exercida por uma mandíbula humana e de uma águia se tivessem o tamanho da de um tiranossauro.
Em ambos casos, a potência era maior em relação a uma mandíbula de tamanho natural, apesar do "enigmático dinossauro gigante" continuar possuindo a mordida mais poderosa.
"Nossos resultados mostram que o rex tinha uma mordida extremamente potente. É um dos predadores mais perigosos que habitaram nosso planeta, e seu esqueleto e seu sistema muscular continuarão fascinando os cientistas durante anos", concluiu Bates.EFE
A força da mandíbula do dinossauro dividiu durante anos a comunidade científica, até o ponto de alguns especialistas defenderem que a mordida do tiranoussauro rex era tão fraca que o animal devia limitar-se a comer os restos de presas mortas.
Uma simulação por computador determinou, no entanto, que o Tiranossauro rex, que viveu há 65 milhões de anos, podia exercer uma força com sua mandíbula de entre 20 mil e 57 mil newtons, até quatro vezes maior que o animal vivo com a mordida mais potente, a águia americana.
O estudo, desenvolvido por uma equipe da Universidade de Liverpool, sugere que esse dinossauro, que podia alcançar 12 metros de comprimento e quatro de altura, era capaz de caçar grandes animais para alimentar-se e partir os ossos de suas presas com os dentes.
Os músculos da mandíbula dos dinossauros não se conservam entre os restos fósseis com os quais trabalham os cientistas, por isso os responsáveis da pesquisa avaliaram diferentes modelos possíveis de tecido muscular para calcular a força exercida pela mandíbula de um tiranossauro.
Mesmo nos modelos nos quais os músculos eram mais fracos, a simulação por computador determinou que a potência da mandíbula do dinossauro era duas vezes maior do que se imaginava até agora.
"O poder da mandíbula do Tiranossauro rex foi um tema muito debatido durante anos. Os cientistas contam apenas com seu esqueleto, já que os músculos não se fossilizam, portanto em muitas ocasiões temos que confiar em análises estatísticas ou em comparações qualitativas com animais vivos", explicou o responsável pelo estudo, Karl Bates.
Para contextualizar seus resultados, a equipe de Bates calculou a força exercida por uma mandíbula humana e de uma águia se tivessem o tamanho da de um tiranossauro.
Em ambos casos, a potência era maior em relação a uma mandíbula de tamanho natural, apesar do "enigmático dinossauro gigante" continuar possuindo a mordida mais poderosa.
"Nossos resultados mostram que o rex tinha uma mordida extremamente potente. É um dos predadores mais perigosos que habitaram nosso planeta, e seu esqueleto e seu sistema muscular continuarão fascinando os cientistas durante anos", concluiu Bates.EFE
quarta-feira, 14 de março de 2012
Tubarão....
Conhecido como Mitsukurina owstoni, o Tubarão Duende é realmente uma criatura estranha e solitária. Identificado principalmente pela forma incomum de sua cabeça, ou focinho, que é muito maior do que o dos outros tubarões, e também por sua pele rosada.
O aspecto mais estranho e mais legal deste tubarão incomum é sua mandíbula retrátil, que se assemelha ao monstro que aterroriza Sigourney Weaver no clássico filme de terror/ficção Alien, o oitavo passageiro. A mandíbula realmente parece saltar da sua boca no processo de captura de suas presas inocentes, que incluem: lulas, caranguejos e peixes.
Leia mais em: Conheça o estranho Tubarão Duende
Assista estes vídeos com este monstro dos mares:
O aspecto mais estranho e mais legal deste tubarão incomum é sua mandíbula retrátil, que se assemelha ao monstro que aterroriza Sigourney Weaver no clássico filme de terror/ficção Alien, o oitavo passageiro. A mandíbula realmente parece saltar da sua boca no processo de captura de suas presas inocentes, que incluem: lulas, caranguejos e peixes.
Leia mais em: Conheça o estranho Tubarão Duende
Assista estes vídeos com este monstro dos mares:
Se o sertão vai virar mar....
Lei mais em: Mar de Aral, o mar que virou sertão
terça-feira, 13 de março de 2012
Tucanos em Jaboticabal
![]() |
| Fotos do jornalista Renan Leite |
Os tucanos, aves encontradas na América do Sul e Central, passaram a fazer parte da rotina dos jaboticabalenses. Encontrados normalmente nas áreas rurais, eles já podem ser observados dentro do município, como próximo a nova escola do SESI e principalmente na Praça dos Italianos, próximo a Prefeitura e Bosque Municipal "Francisco Buck".
Quem passa e observa as aves fica encantado pela sua beleza. "Eles sempre estão por aí, ficam rodando pela praça e sempre podemos observá-los nesta região", comentou o dono de um lava-rápido próximo ao local. "Todos que passam ficam olhando. Outro dia vi algumas pessoas pararem para tirar fotos. É realmente muito bonito", emendou.
Entretanto, a presença dos tucanos remete a uma preocupação sobre o desmatamento e a perda do seu habitat natural, além da proximidade com o bosque municipal, local onde são mais vistos. O biólogo Luciano Marafante afirma que a sua presença dentro da cidade é apenas reflexo destas ações. "É difícil falarmos de onde eles vieram porque está tudo desmatado, mas o surgimento destes tucanos naquela localidade, próximo a prefeitura, é uma demonstração clara que o bosque municipal é a única reserva de mata nativa que pode servir de habitat para esses animais", afirmou o biólogo, preocupado.
A prefeitura iniciou, no ano passado, as modificações na área interna do bosque para servir como ponto turístico na cidade e ser um atrativo para caminhadas e educação na preservação da natureza para as crianças. Entretanto, biólogos e especialistas da área se preocupam em relação aos trabalhos realizados e que poderiam afetar, diretamente, os animais. "De certa forma, eles possuem uma proteção no bosque. Se começarem a mexer no seu habitat que encontraram em Jaboticabal, eles também vão desaparecer da região do lago. Esse fato é um grande exemplo da necessidade de mantermos as áreas verdes e, principalmente, a área do bosque, que é nativo e que irá criar condições favoráveis para o seu desenvolvimento", conclui Luciano.
Algumas ONGs (Organizações Não-Governamentais) de Jaboticabal já se pronunciaram contra as modificações na região interna do Bosque Municipal "Francisco Buck". Um abaixo-assinado também já foi realizado para que a prefeitura interrompa as atividades.
Leia Mais em: Tucanos em Jaboticabal
10.000 acessos
Bom dia a Todos, todos mesmo...
Ultrapassamos a marca de 10.000, foi um longo caminho desde o nosso inicio em abril de 2011 (09/05/2011).
Crescemos tal e qual a uma boa colônia, produzindo esporos de saber que espalharam por todos os continentes.
Até o momento contamos com 10.040 acessos de todos os continentes. Sendo os TOP 10 Paises com maiores acessos são: Brasil (81,7%), Estados Unidos (7,7%), Alemanha (4,6%), Portugal (3%), Rússia (1,8%), França (0,3%), Japão (0,3%), Espanha (0,3%), Índia (0,2%) e Argentina (0,2%).
Ultrapassamos a marca de 10.000, foi um longo caminho desde o nosso inicio em abril de 2011 (09/05/2011).
Crescemos tal e qual a uma boa colônia, produzindo esporos de saber que espalharam por todos os continentes.
Até o momento contamos com 10.040 acessos de todos os continentes. Sendo os TOP 10 Paises com maiores acessos são: Brasil (81,7%), Estados Unidos (7,7%), Alemanha (4,6%), Portugal (3%), Rússia (1,8%), França (0,3%), Japão (0,3%), Espanha (0,3%), Índia (0,2%) e Argentina (0,2%).
A reportagem mais acessada (Estudo clínico brasileiro usa células-tronco para tratar enfisema pulmonar – 17/11/11) conta com 511 acessos.
A maioria dos nossos acessos diretos – vindos sem digitar a url direta, tem origem no site da nossa faculdade, no Google e Facebook (para algumas matérias específicas).
Nossos agradecimentos a todos os que colaboraram, docentes da instituição e alunos, em especial nossos correspondentes fieis Leonardo e Debora. E em especial, dos nossos alunos - afinal o Blog foi feito para vocês.
Por curiosidade, os acessos ainda em sua maioria pelo Internet Explorer (41%), Chrome (34%) e Firefox (21%).
Valeu Pessoal
Para comemorar este feito, mudamos um pouco a cara do site e lançamos este aplicativo androide: um leitor de feed, que apenas com um clique exibirá todas as atualizações do blog em um celular com sistema Android.
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Veja mais em: Banco Itaú distribui 8 milhões de livros gratuitamente
Abelhas Humanas???
Algumas abelhas gostam de aventura e outras preferem ficar na colmeia: segundo uma nova análise do cérebro destes insetos, algumas substâncias químicas que também afetam a personalidade humana podem explicar esta diferença.
As abelhas são conhecidas por ter uma sociedade estruturada com distintas funções para cada grupo: algumas trabalham como enfermeiras, outras buscam alimento, por exemplo.
Mas dentro destas funções, cientistas descobriram que as abelhas também têm personalidades distintas, segundo um estudo da revista Science que examinou a diferença entre as abelhas exploradoras que buscam comida e as que não.
"Existe uma regra de ouro para a investigação sobre a personalidade que diz que se alguém mostra a mesma tendência em diferentes contextos, isto pode ser chamado de traço de personalidade", disse o coordenador do estudo, Gene Robinson, professor de Entomologia e Neurociência da Universidade de Illinois (norte).
Os cientistas diferenciaram dois grupos de abelhas com a instalação de potes com comida nova com aromas e cores únicas, que mudavam todos os dias, e observaram quais abelhas buscavam experimentar novos sabores e quais preferiam os já conhecidos.
Quando examinaram os cérebros das abelhas aventureiras, eles encontraram diferenças na expressão genética relacionadas com a mesma cadeia molecular que regula a busca de novidades nos mamíferos e humanos.
As abelhas são conhecidas por ter uma sociedade estruturada com distintas funções para cada grupo: algumas trabalham como enfermeiras, outras buscam alimento, por exemplo.
Mas dentro destas funções, cientistas descobriram que as abelhas também têm personalidades distintas, segundo um estudo da revista Science que examinou a diferença entre as abelhas exploradoras que buscam comida e as que não.
"Existe uma regra de ouro para a investigação sobre a personalidade que diz que se alguém mostra a mesma tendência em diferentes contextos, isto pode ser chamado de traço de personalidade", disse o coordenador do estudo, Gene Robinson, professor de Entomologia e Neurociência da Universidade de Illinois (norte).
Os cientistas diferenciaram dois grupos de abelhas com a instalação de potes com comida nova com aromas e cores únicas, que mudavam todos os dias, e observaram quais abelhas buscavam experimentar novos sabores e quais preferiam os já conhecidos.
Quando examinaram os cérebros das abelhas aventureiras, eles encontraram diferenças na expressão genética relacionadas com a mesma cadeia molecular que regula a busca de novidades nos mamíferos e humanos.
Problemas de mamíferos...
Estudo contesta visão de que a maioria das espécies típicas do cerrado e da caatinga se originou nas florestas
Marsupiais do gênero Cryptonanus: exemplo de mamíferos endêmicos do cerrado
Há algumas décadas, a fauna de mamíferos do cerrado e da caatinga costumava ser descrita como uma versão empobrecida dos animais que habitavam as duas grandes florestas nacionais, a amazônica ao norte e a mata atlântica, na porção litorânea do país. A definição se amparava na constatação de que muitas das espécies presentes nos dois biomas vizinhos eram também compartilhadas com as densas matas adjacentes. Até as chamadas espécies endêmicas do cerrado e da caatinga, aquelas que só eram encontradas nessas áreas de vegetação predominantemente aberta, e em mais nenhuma outra, descenderiam de linhagens ancestrais associadas às florestas.
Um estudo recente, feito por três biólogos, questiona essa visão e sustenta exatamente o contrário: cerca de 80% das espécies endêmicas conhecidas de mamíferos do Brasil Central e semiárido do Nordeste têm suas raízes em regiões de vegetação aberta do continente sul-americano, do tipo savana, com poucas árvores e mais gramíneas, como o próprio cerrado e seu vizinho chaco, área plana e relativamente seca que se estende por partes dos territórios do Paraguai, Bolívia e Argentina, além de um pequeno trecho no centro-oeste nacional.
Marsupiais do gênero Cryptonanus: exemplo de mamíferos endêmicos do cerrado
Há algumas décadas, a fauna de mamíferos do cerrado e da caatinga costumava ser descrita como uma versão empobrecida dos animais que habitavam as duas grandes florestas nacionais, a amazônica ao norte e a mata atlântica, na porção litorânea do país. A definição se amparava na constatação de que muitas das espécies presentes nos dois biomas vizinhos eram também compartilhadas com as densas matas adjacentes. Até as chamadas espécies endêmicas do cerrado e da caatinga, aquelas que só eram encontradas nessas áreas de vegetação predominantemente aberta, e em mais nenhuma outra, descenderiam de linhagens ancestrais associadas às florestas.
Um estudo recente, feito por três biólogos, questiona essa visão e sustenta exatamente o contrário: cerca de 80% das espécies endêmicas conhecidas de mamíferos do Brasil Central e semiárido do Nordeste têm suas raízes em regiões de vegetação aberta do continente sul-americano, do tipo savana, com poucas árvores e mais gramíneas, como o próprio cerrado e seu vizinho chaco, área plana e relativamente seca que se estende por partes dos territórios do Paraguai, Bolívia e Argentina, além de um pequeno trecho no centro-oeste nacional.
segunda-feira, 12 de março de 2012
O futuro do etanol
Estudos revelam previsões sobre a participação do etanol na agricultura e na matriz de combustíveis
O futuro da produção de etanol parece ser mais promissor que todas as previsões feitas até aqui. Segundo um estudo de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), será possível suprir em 20 anos toda a frota de automóveis do mundo com o etanol e a eletricidade produzidos nas usinas de cana-de-açúcar. “Isso pode ser feito utilizando-se o etanol e a eletricidade de forma mais eficiente com veículos mais econômicos”, diz Sergio Pacca, professor da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP Leste, na capital paulista, responsável pelo estudo junto com o professor José Roberto Moreira, do Instituto de Eletrônica e Energia, da mesma universidade, ambos autores do artigo “A biorefinery for mobility?”, publicado em outubro de 2011 na revista Environmental Science & Technology.
O resultado a que chegaram se baseou nas frotas de automóveis do Brasil e dos Estados Unidos. Para que a cana forneça tanto o etanol como a eletricidade, eles calcularam que o ideal seria existir em 2030 uma proporção de 33% de carros elétricos e 67% de híbridos, automóveis com motores a etanol supereficientes, que façam 15 quilômetros com um litro de álcool, e motores elétricos alimentados pela energia gerada pelo motor a etanol e na frenagem do veículo, semelhante ao Prius, da Toyota. Eles partiram do fato de que cada carro norte-americano roda 20 mil quilômetros por ano e cada carro brasileiro, 12 mil. Assim, seria suficiente um hectare de cana para 9,2 veículos nos Estados Unidos e a mesma área para 11,6 veículos no Brasil, desde que mantida a mesma proporção de tipos de carros.
Leia mais em: Biorrefinarias do futuro. Marcos de Oliveira
O futuro da produção de etanol parece ser mais promissor que todas as previsões feitas até aqui. Segundo um estudo de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), será possível suprir em 20 anos toda a frota de automóveis do mundo com o etanol e a eletricidade produzidos nas usinas de cana-de-açúcar. “Isso pode ser feito utilizando-se o etanol e a eletricidade de forma mais eficiente com veículos mais econômicos”, diz Sergio Pacca, professor da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP Leste, na capital paulista, responsável pelo estudo junto com o professor José Roberto Moreira, do Instituto de Eletrônica e Energia, da mesma universidade, ambos autores do artigo “A biorefinery for mobility?”, publicado em outubro de 2011 na revista Environmental Science & Technology.
O resultado a que chegaram se baseou nas frotas de automóveis do Brasil e dos Estados Unidos. Para que a cana forneça tanto o etanol como a eletricidade, eles calcularam que o ideal seria existir em 2030 uma proporção de 33% de carros elétricos e 67% de híbridos, automóveis com motores a etanol supereficientes, que façam 15 quilômetros com um litro de álcool, e motores elétricos alimentados pela energia gerada pelo motor a etanol e na frenagem do veículo, semelhante ao Prius, da Toyota. Eles partiram do fato de que cada carro norte-americano roda 20 mil quilômetros por ano e cada carro brasileiro, 12 mil. Assim, seria suficiente um hectare de cana para 9,2 veículos nos Estados Unidos e a mesma área para 11,6 veículos no Brasil, desde que mantida a mesma proporção de tipos de carros.
Leia mais em: Biorrefinarias do futuro. Marcos de Oliveira
Doenças neurodegenerativas
Pesquisadores do Brasil e do exterior buscam origem comum e formas de combater doenças neurodegenerativas
Versão infecciosa da proteína príon (em vermelho) se espalha pelo interior de células nervosas
A bioquímica paulista Vilma Regina Martins passou os últimos 15 anos investigando o papel desempenhado no organismo pela proteína príon celular, a versão saudável da proteína causadora do mal da vaca louca. Em parceria com equipes do Rio de Janeiro, de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul, ela verificou que o príon celular ou PrPc, proteína encontrada na superfície da maioria das células do corpo, em maior quantidade nas células do sistema nervoso central e do sistema imunológico, é fundamental para o desenvolvimento e amadurecimento adequado dos neurônios e para o equilíbrio do sistema de defesa (ver Pesquisa FAPESP n. 148).
Agora, Vilma e seus colaboradores propõem que interferir no funcionamento da PrPc pode ajudar a bloquear o desenvolvimento de outras enfermidades do sistema nervoso central, como o mal de Alzheimer, a doença neurodegenerativa mais comum entre os idosos, e o glioblastoma, o tumor cerebral mais agressivo que se conhece.
Leia mais em: Entre a vaca louca e o Alzheimer. Ricardo Zorzetto
Envelhecer pode ser uma vantagem adaptativa
Simulação computacional indica que envelhecer pode ser uma vantagem adaptativa
Nos filmes de cinema sobre o personagem Highlander, um guerreiro escocês que se tornou imortal no início do século XVI, o protagonista Connor MacLeod atravessa as eras combatendo malfeitores e fazendo justiça sem sentir o peso da passagem do tempo. O herói não envelhece nunca, seu corpo simplesmente não degenera. A única forma de morrer é ser decapitado por um inimigo. Diante desse enredo fictício, o senso comum leva a pensar que um exército formado exclusivamente de Highlanders seria praticamente imbatível diante de uma armada equivalente de mortais.
Mas uma série de simulações computacionais feitas por um pesquisador brasileiro sugere que tornar-se senil pode ser uma vantagem evolutiva para uma população se o processo de seleção natural ocorrer num ambiente permeado por mudanças. Nessa situação, o grupo cujos membros podem ficar mais velhos tende a ganhar a luta pela sobrevivência e provocar a extinção do bando dos imortais. A explicação para a vitória da população que envelhece estaria em sua capacidade maior de se moldar a alterações no hábitat e gerar mais rapidamente linhagens adaptadas ao ambiente do que os competidores dotados de uma biologia imune aos efeitos da senescência.
O trabalho, cujos resultados são aparentemente paradoxais ou ao menos contraintuitivos, foi feito pelo físico teórico André Martins, da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH-USP). “Embora seja prejudicial aos indivíduos e tenha um custo evolutivo, o envelhecimento pode ser um benefício em si”, afirma Martins, que publicou o estudo, feito apenas por ele mesmo, sem colaboradores, em 16 de setembro do ano passado na revista científica PLoS ONE. “Ele permite que as novas linhagens se adaptem mais rapidamente a mudanças nas condições de vida.”
Leia mais em: A derrota dos Highlanders. Marcos PivettaMas uma série de simulações computacionais feitas por um pesquisador brasileiro sugere que tornar-se senil pode ser uma vantagem evolutiva para uma população se o processo de seleção natural ocorrer num ambiente permeado por mudanças. Nessa situação, o grupo cujos membros podem ficar mais velhos tende a ganhar a luta pela sobrevivência e provocar a extinção do bando dos imortais. A explicação para a vitória da população que envelhece estaria em sua capacidade maior de se moldar a alterações no hábitat e gerar mais rapidamente linhagens adaptadas ao ambiente do que os competidores dotados de uma biologia imune aos efeitos da senescência.
O trabalho, cujos resultados são aparentemente paradoxais ou ao menos contraintuitivos, foi feito pelo físico teórico André Martins, da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH-USP). “Embora seja prejudicial aos indivíduos e tenha um custo evolutivo, o envelhecimento pode ser um benefício em si”, afirma Martins, que publicou o estudo, feito apenas por ele mesmo, sem colaboradores, em 16 de setembro do ano passado na revista científica PLoS ONE. “Ele permite que as novas linhagens se adaptem mais rapidamente a mudanças nas condições de vida.”
domingo, 11 de março de 2012
Alternativa a falta de Água
Uma substância natural obtida a partir de sementes da “árvore milagrosa” pode purificar e clarear a água de forma barata e sustentável nos países em desenvolvimento, onde mais de 1 bilhão de pessoas não têm acesso à água potável.
Segundo os pesquisadores, o estudo sobre essa forma potencial de tratamento de água requer apenas um processo envolvendo sementes da árvore e areia.
Remover micróbios causadores de doenças e sedimentos da água potável demanda tecnologia nem sempre disponível em áreas rurais de países em desenvolvimento.
Como uma abordagem alternativa, cientistas analisaram a Moringa oleifera, também chamada de “árvore milagrosa”, uma planta cultivada em regiões equatoriais para alimento, remédios tradicionais e biocombustíveis.
“Pesquisas anteriores mostraram que uma proteína nas sementes da árvore podia limpar a água. Um dos estudos criou água que não podia ser armazenada e outro método era muito caro e complicado. Queríamos desenvolver uma forma mais simples e menos cara de utilizar o poder dessas sementes”, disse Stephanie B. Velegol, pesquisadora chefe do estudo, da Universidade Estadual da Pensilvânia, EUA.
Para isso, os cientistas acrescentaram um extrato da semente que contém a carga positiva da proteína da árvore, que se liga ao sedimento e mata os micróbios, e areia carregada negativamente.
“A areia resultante, ‘funcionalizada’, ou ‘f-areia’, mostrou-se eficaz na captura de E. coli cultivada em laboratório. Também foi capaz de remover os sedimentos a partir de amostras de água. Os resultados abrem a possibilidade de que a f-areia proporcione um processo simples e localmente sustentável para a produção de água potável armazenável”, conclui Velegol.
Leia mais em: “Árvore milagrosa” produz água potável e barata. Natasha Romanzoti
Segundo os pesquisadores, o estudo sobre essa forma potencial de tratamento de água requer apenas um processo envolvendo sementes da árvore e areia.
Remover micróbios causadores de doenças e sedimentos da água potável demanda tecnologia nem sempre disponível em áreas rurais de países em desenvolvimento.
Como uma abordagem alternativa, cientistas analisaram a Moringa oleifera, também chamada de “árvore milagrosa”, uma planta cultivada em regiões equatoriais para alimento, remédios tradicionais e biocombustíveis.
“Pesquisas anteriores mostraram que uma proteína nas sementes da árvore podia limpar a água. Um dos estudos criou água que não podia ser armazenada e outro método era muito caro e complicado. Queríamos desenvolver uma forma mais simples e menos cara de utilizar o poder dessas sementes”, disse Stephanie B. Velegol, pesquisadora chefe do estudo, da Universidade Estadual da Pensilvânia, EUA.
Para isso, os cientistas acrescentaram um extrato da semente que contém a carga positiva da proteína da árvore, que se liga ao sedimento e mata os micróbios, e areia carregada negativamente.
“A areia resultante, ‘funcionalizada’, ou ‘f-areia’, mostrou-se eficaz na captura de E. coli cultivada em laboratório. Também foi capaz de remover os sedimentos a partir de amostras de água. Os resultados abrem a possibilidade de que a f-areia proporcione um processo simples e localmente sustentável para a produção de água potável armazenável”, conclui Velegol.
Leia mais em: “Árvore milagrosa” produz água potável e barata. Natasha Romanzoti
sábado, 10 de março de 2012
Insetos Ferozes
Recentemente, a família das Acroceridae recebeu a adição de mais três membros em seu quadro de espécies. São as chamadas “Aranhas voadoras da Australásia” (referência às regiões dos planetas em que habitam), mas que na verdade não são aranhas, mas insetos.
O corpo, de um azul brilhante, possui um largo par de asas, e dá ao animal um aspecto de inseto. As pernas, no entanto, são longas, compridas e se parecem com as de uma aranha, daí a fama no nome não oficial das Acroceridae.
A reprodução destas espécies é muito interessante. A mãe bota seus ovos dentro de filhotes de aranha (aranhas de verdade, no caso). Neste local, os ovos chocam e as larvas se alimentam da própria aranha, comendo-a de dentro para fora. Curioso, no mínimo.
Leia mais em: Três novas espécies de “aranha-voadora” são catalogadas. Dalane SantosRevolução Brasileira na eletrônica e a computação
Brasileiros começam a investigar novo material que promete revolucionar a eletrônica e a computação
De três anos para cá, uma coqueluche vem tomando conta da subárea da física que estuda os sólidos, a chamada física da matéria condensada. A febre do momento é uma nova classe de materiais com propriedades eletrônicas únicas, batizada com o nome intimidador de isolantes topológicos. “Eles são fantásticos”, afirma o físico Adalberto Fazzio, da Universidade de São Paulo (USP), coordenador da área de nanotecnologia do Ministério da Ciência e Tecnologia.
Fazzio testemunhou a explosão de interesse nos isolantes topológicos durante o encontro da Sociedade Americana de Física em março de 2010, quando pesquisadores do mundo inteiro se apinharam para assistir às palestras sobre as primeiras evidências conclusivas da produção relativamente barata desses materiais. Desde então, as pesquisas com isolantes topológicos só não se difundiram mais por conta da complexa teoria por trás deles e das sofisticadas técnicas necessárias para analisá-los em laboratório – desafios encarados recentemente por dois grupos brasileiros: um teórico, liderado por Fazzio, e outro experimental, coordenado pelo físico Vagner Eustáquio de Carvalho, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Segundo Carvalho, a esperança de que o novo xodó da matéria condensada seja mais que uma moda passageira continua alta. “As possibilidades de aplicações tecnológicas são reais”, diz. “Não tenho dúvida de que dentro de mais uns cinco anos teremos dispositivos eletrônicos produzidos a partir desses materiais.”
Leia mais em: Magia superficial Igor Zolnerkevic
De três anos para cá, uma coqueluche vem tomando conta da subárea da física que estuda os sólidos, a chamada física da matéria condensada. A febre do momento é uma nova classe de materiais com propriedades eletrônicas únicas, batizada com o nome intimidador de isolantes topológicos. “Eles são fantásticos”, afirma o físico Adalberto Fazzio, da Universidade de São Paulo (USP), coordenador da área de nanotecnologia do Ministério da Ciência e Tecnologia.
Fazzio testemunhou a explosão de interesse nos isolantes topológicos durante o encontro da Sociedade Americana de Física em março de 2010, quando pesquisadores do mundo inteiro se apinharam para assistir às palestras sobre as primeiras evidências conclusivas da produção relativamente barata desses materiais. Desde então, as pesquisas com isolantes topológicos só não se difundiram mais por conta da complexa teoria por trás deles e das sofisticadas técnicas necessárias para analisá-los em laboratório – desafios encarados recentemente por dois grupos brasileiros: um teórico, liderado por Fazzio, e outro experimental, coordenado pelo físico Vagner Eustáquio de Carvalho, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Segundo Carvalho, a esperança de que o novo xodó da matéria condensada seja mais que uma moda passageira continua alta. “As possibilidades de aplicações tecnológicas são reais”, diz. “Não tenho dúvida de que dentro de mais uns cinco anos teremos dispositivos eletrônicos produzidos a partir desses materiais.”
Leia mais em: Magia superficial Igor Zolnerkevic
sexta-feira, 9 de março de 2012
Golfinhos perdidos
Não se sabe ainda exatamente a razão que estes grupo de golfinhos “se perdeu” e acabou indo em direção a praia em Arraial do Cabo (Brasil) na manhã do dia 5 de março.
Por sorte um grupo de turistas acabou ajudando no retorno ao mar.
Por sorte um grupo de turistas acabou ajudando no retorno ao mar.
A Vaca foi para o mato
Colombianos criam gado entre árvores e inspiram brasileiros
Um dos destaques de um congresso de restauração florestal realizado em novembro em São Paulo foram os resultados de 26 anos de trabalho em campo de pesquisadores da Colômbia na criação de gado em meio a florestas, o chamado sistema silvipastoril, ainda incipiente no Brasil. É simples: os bois, em vez de abaixarem a cabeça e comerem apenas capim sob o sol forte, se espicham e, à sombra, se fartam de folhas e frutos de arbustos e árvores no meio do pasto. Como resultado, pode-se manter até cinco animais por hectare e produzir de 10 mil a 15 mil litros de leite por ano por hectare sem adubação e quase sem suplementação alimentar, enquanto as pastagens comuns, sem árvores, abrigam um animal por hectare – a média na Amazônia brasileira é ainda menor, de 0,9 animal por hectare – e rendem 400 litros de leite por ano por hectare. Além disso, as árvores preservam as nascentes, protegem o solo da erosão e reduzem bastante as populações de moscas e carrapatos, que transmitem doenças, permitem a diminuição dos gastos com medicamentos veterinários, fertilizantes e pesticidas, além de recuperarem parte da biodiversidade original, perdida com a atividade agropecuária, ao atraírem aves e outros animais (veja o infográfico).
Na Colômbia quase 2 mil fazendeiros converteram cerca de 45 mil hectares de pastagem degradada em pastagem arborizada, como resultado de uma colaboração entre a Federação Colombiana de Pecuaristas (Fedegan), o Centro de Pesquisa em Sistemas Sustentáveis de Produção Agropecuária (Cipav), a organização não governamental The Nature Conservancy (TNC) e o Banco Mundial. De modo pioneiro, Enrique Murgueitio Restrepo, diretor do Cipav, começou a cultivar florestas em pastagens depois de convencer os proprietários rurais de que as folhas e os frutos de árvores poderiam ser tão nutritivos para o gado quanto a alfafa e o capim.
Leia mais em: A carne da floresta - Carlos Fioravanti
Revista Pesquisa Fapesp online
Um dos destaques de um congresso de restauração florestal realizado em novembro em São Paulo foram os resultados de 26 anos de trabalho em campo de pesquisadores da Colômbia na criação de gado em meio a florestas, o chamado sistema silvipastoril, ainda incipiente no Brasil. É simples: os bois, em vez de abaixarem a cabeça e comerem apenas capim sob o sol forte, se espicham e, à sombra, se fartam de folhas e frutos de arbustos e árvores no meio do pasto. Como resultado, pode-se manter até cinco animais por hectare e produzir de 10 mil a 15 mil litros de leite por ano por hectare sem adubação e quase sem suplementação alimentar, enquanto as pastagens comuns, sem árvores, abrigam um animal por hectare – a média na Amazônia brasileira é ainda menor, de 0,9 animal por hectare – e rendem 400 litros de leite por ano por hectare. Além disso, as árvores preservam as nascentes, protegem o solo da erosão e reduzem bastante as populações de moscas e carrapatos, que transmitem doenças, permitem a diminuição dos gastos com medicamentos veterinários, fertilizantes e pesticidas, além de recuperarem parte da biodiversidade original, perdida com a atividade agropecuária, ao atraírem aves e outros animais (veja o infográfico).
Na Colômbia quase 2 mil fazendeiros converteram cerca de 45 mil hectares de pastagem degradada em pastagem arborizada, como resultado de uma colaboração entre a Federação Colombiana de Pecuaristas (Fedegan), o Centro de Pesquisa em Sistemas Sustentáveis de Produção Agropecuária (Cipav), a organização não governamental The Nature Conservancy (TNC) e o Banco Mundial. De modo pioneiro, Enrique Murgueitio Restrepo, diretor do Cipav, começou a cultivar florestas em pastagens depois de convencer os proprietários rurais de que as folhas e os frutos de árvores poderiam ser tão nutritivos para o gado quanto a alfafa e o capim.
Leia mais em: A carne da floresta - Carlos Fioravanti
Revista Pesquisa Fapesp online
Deriva continental
Movimentação de Gondwana quase transformou o Nordeste brasileiro em parte da África
Por pouco, uma boa porção do que hoje é o Nordeste brasileiro não se tornou parte da África durante a movimentação dos grandes blocos rochosos que formam os continentes, a chamada deriva continental. A hipótese de que o Nordeste pudesse ter se partido surgiu nos anos 1960 e ganhou agora o reforço de evidências obtidas por pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e da Universidade de Brasília (UnB).
Nesse cenário, que chegou a ser geologicamente esboçado, mas acabou interrompido por razões ainda não totalmente compreendidas, a América do Sul teria uma área bem menor, e o continente africano uma forma que lembraria mais um triângulo do que o atual “L” de cabeça para baixo. “O Carnaval de Salvador teria de ser brincado do outro lado do oceano”, comenta David Lopes de Castro, geofísico da UFRN e um dos quatro autores do estudo.
A pesquisa, publicada no Journal of Geodynamics, retrata a evolução da chamada bacia Potiguar, formação localizada na costa do Ceará e do Rio Grande do Norte, a última parte da América do Sul a se desprender da África.
Como se sabe, ao longo do tempo geológico, os continentes estão numa dança constante, ora se juntando, ora se afastando, em razão da dinâmica das placas tectônicas. Essas placas rígidas, de até 100 quilômetros de espessura, deslizam vagarosamente carregando consigo o que há em cima delas, como se fossem imensas balsas navegando sobre o interior pastoso da Terra.
Leia mais em: A primeira fratura - Salvador Nogueira
Revista Pesquisa Fapesp online
Por pouco, uma boa porção do que hoje é o Nordeste brasileiro não se tornou parte da África durante a movimentação dos grandes blocos rochosos que formam os continentes, a chamada deriva continental. A hipótese de que o Nordeste pudesse ter se partido surgiu nos anos 1960 e ganhou agora o reforço de evidências obtidas por pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e da Universidade de Brasília (UnB).
Nesse cenário, que chegou a ser geologicamente esboçado, mas acabou interrompido por razões ainda não totalmente compreendidas, a América do Sul teria uma área bem menor, e o continente africano uma forma que lembraria mais um triângulo do que o atual “L” de cabeça para baixo. “O Carnaval de Salvador teria de ser brincado do outro lado do oceano”, comenta David Lopes de Castro, geofísico da UFRN e um dos quatro autores do estudo.
A pesquisa, publicada no Journal of Geodynamics, retrata a evolução da chamada bacia Potiguar, formação localizada na costa do Ceará e do Rio Grande do Norte, a última parte da América do Sul a se desprender da África.
Como se sabe, ao longo do tempo geológico, os continentes estão numa dança constante, ora se juntando, ora se afastando, em razão da dinâmica das placas tectônicas. Essas placas rígidas, de até 100 quilômetros de espessura, deslizam vagarosamente carregando consigo o que há em cima delas, como se fossem imensas balsas navegando sobre o interior pastoso da Terra.
Leia mais em: A primeira fratura - Salvador Nogueira
Revista Pesquisa Fapesp online
quinta-feira, 8 de março de 2012
MARP
A AAMARP - Associação de Amigos do MARP, a Academia de Letras e Artes de Ribeirão Preto e o Centro Cultural Palace, convidam para a comemoração do Dia Internacional da Mulher, com a palestra do Profº. Drº. Isaias Pessotti sobre o tema As Heroinas de Eurípides.
Em paralelo Exposição de Artes Visuais com o tema: Universo Feminino.
Dia 08/03/2012, às 20:00 horas
No Centro Cultural Palace
No Centro Cultural Palace
Rua Duque de Caxias, 322, Ribeirão Preto-SP - Evento gratuito, aberto a interessados
Neste dia haverá uma ampla programação a partir das 9:00 hs
Informações no Centro Cultural Palace - (16) 3636 9187
Rio+20.
O ex-Ministro do Meio Ambiente José Goldemberg compara a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (Rio-92) com a Rio+20.
Saiba mais na reportagem de capa da edição de março de Pesquisa FAPESP, que estará no ar na sexta-feira (9), e na reportagem Estratégias para a Rio+20.
Quem matou os Dinossauros?
O impacto de um grande asteróide ocorrido há 65 milhões de anos é a teoria que melhor explica a extinção em massa dos dinossauros. No entanto, descobertas recentes no local do impacto mostram que o choque do objeto ocorreu antes do desaparecimento da espécie e pode significar uma mudança na teoria atual.
A cratera deixada pelo impacto, batizada de Chicxulub, mede aproximadamente 180 quilômetros de diâmetro e foi descoberta em 1978 ao norte de Yucatán, no Golfo México. Assim que os especialistas descobriram traços do impacto logo abaixo da camada geológica correspondente ao período cretáceo-terciário, chamado período K-T, identificaram o local como o do possível choque responsável pela extinção em massa ocorrido neste período.
Novo Estudo
No entanto, diversos cientistas questionam essa interpretação. De acordo com um novo estudo publicado nesta segunda-feira pelo periódico "Journal of the Geological Society", o impacto de Chicxulub não ocorreu no período K-T, mas pelo menos 300 mil anos antes. A conclusão é de um grupo de pesquisadores liderados por Gerta Keller, da universidade de Princeton e seu colega Thierry Adatte, da universidade de Lausanne, na Suíça.
De acordo com Richard Lane, da Fundação Nacional de Ciência, NSF, dos EUA, Keller e seus colegas continuam a acumular dados que permitirão uma nova reflexão sobre a extinção em massa ocorrida no final do período Cretáceo. Os dados coletados até agora mostram que a grande extinção pode não estar ligada ao impacto do asteróide.
Leia mais em: Dinossauros não foram extintos por meteoro
A cratera deixada pelo impacto, batizada de Chicxulub, mede aproximadamente 180 quilômetros de diâmetro e foi descoberta em 1978 ao norte de Yucatán, no Golfo México. Assim que os especialistas descobriram traços do impacto logo abaixo da camada geológica correspondente ao período cretáceo-terciário, chamado período K-T, identificaram o local como o do possível choque responsável pela extinção em massa ocorrido neste período.
Novo Estudo
No entanto, diversos cientistas questionam essa interpretação. De acordo com um novo estudo publicado nesta segunda-feira pelo periódico "Journal of the Geological Society", o impacto de Chicxulub não ocorreu no período K-T, mas pelo menos 300 mil anos antes. A conclusão é de um grupo de pesquisadores liderados por Gerta Keller, da universidade de Princeton e seu colega Thierry Adatte, da universidade de Lausanne, na Suíça.
De acordo com Richard Lane, da Fundação Nacional de Ciência, NSF, dos EUA, Keller e seus colegas continuam a acumular dados que permitirão uma nova reflexão sobre a extinção em massa ocorrida no final do período Cretáceo. Os dados coletados até agora mostram que a grande extinção pode não estar ligada ao impacto do asteróide.
Leia mais em: Dinossauros não foram extintos por meteoro
Descoberto um animal que vive a 2km de profundidade no solo
O animal terrestre com a moradia mais profunda do mundo foi encontrado a quase 2 quilômetros de profundidade. Apropriadamente, sua casa é Krubera-Voronja, a mais profunda caverna do mundo, cujo ponto mais extremo é 2.191 metros abaixo da abertura da caverna. Ela está localizada próximo ao Mar Negro na Abkhazia, uma república separatista da Geórgia.
O artrópode, conhecido como Plutomurus ortobalaganensis, foi descoberto 1.980 metros abaixo da superfície, onde se alimenta de fungos e outras matérias em decomposição. Três outras novas espécies também foram encontradas na caverna: Anurida stereoodorata, Deuteraphorura kruberaensis e Schaefferia profundissima.
Todas as quatro espécies foram classificadas como colêmbolos, um tipo de inseto pequeno primitivo sem asas. Vivendo na escuridão total, as espécies não têm olhos. No entanto, A. stereoodorata compensa isso com uma forma altamente especializada de quimiorreceptores.
Os animais foram descobertos por Ana Sofia Reboleira, da Universidade de Aveiro, Portugal, e Alberto Sendra, do Museu de História Natural de Valência, Espanha. Eles estavam explorando a caverna Krubera-Voronja como parte de uma expedição de 2010.
Antes desta descoberta, colêmbolos foram encontrados apenas a meio quilômetro abaixo do solo. Em 1986, Ongulonychiurus colpus foi encontrado vivendo a 550 metros de profundidade em cavernas espanholas e, no ano passado, Tritomurus veles foi encontrado a 430 metros em cavernas na Croácia. A descoberta de espécies que vivem no subsolo profundo na escuridão total dá novas pistas sobre as condições extremas em que os animais podem sobreviver.[NewScientist] - Hypescience - Euquerobiologia
O artrópode, conhecido como Plutomurus ortobalaganensis, foi descoberto 1.980 metros abaixo da superfície, onde se alimenta de fungos e outras matérias em decomposição. Três outras novas espécies também foram encontradas na caverna: Anurida stereoodorata, Deuteraphorura kruberaensis e Schaefferia profundissima.
Todas as quatro espécies foram classificadas como colêmbolos, um tipo de inseto pequeno primitivo sem asas. Vivendo na escuridão total, as espécies não têm olhos. No entanto, A. stereoodorata compensa isso com uma forma altamente especializada de quimiorreceptores.
Os animais foram descobertos por Ana Sofia Reboleira, da Universidade de Aveiro, Portugal, e Alberto Sendra, do Museu de História Natural de Valência, Espanha. Eles estavam explorando a caverna Krubera-Voronja como parte de uma expedição de 2010.
Antes desta descoberta, colêmbolos foram encontrados apenas a meio quilômetro abaixo do solo. Em 1986, Ongulonychiurus colpus foi encontrado vivendo a 550 metros de profundidade em cavernas espanholas e, no ano passado, Tritomurus veles foi encontrado a 430 metros em cavernas na Croácia. A descoberta de espécies que vivem no subsolo profundo na escuridão total dá novas pistas sobre as condições extremas em que os animais podem sobreviver.[NewScientist] - Hypescience - Euquerobiologia
quarta-feira, 7 de março de 2012
Fóssil de verme revela origens do homem no Canadá
Paleontólogos britânicos e canadenses rastrearam as origens dos seres humanos e outros vertebrados a partir do estudo do fóssil de um verme que nadava nos oceanos há 500 milhões de anos, segundo um estudo publicado nesta segunda-feira.
Uma nova análise de fósseis encontrados nas Montanhas Rochosas do Canadá, na jazida conhecida como Xisto de Burgess, na província da Columbia Britânica (oeste), determinou que o extinto 'Pikaia gracilens' é o membro conhecido mais primitivo da família dos cordados, que inclui peixes, anfíbios, aves, répteis e mamíferos.
A pesquisa, publicada na revista britânica Biological Reviews, identificou uma notocorda (estrutura primitiva) que se tornaria parte da coluna vertebral dos vertebrados, assim como tecidos musculares chamados miômeros em 114 espécimes fósseis desta criatura.
Também encontraram um sistema vascular.
Uma nova análise de fósseis encontrados nas Montanhas Rochosas do Canadá, na jazida conhecida como Xisto de Burgess, na província da Columbia Britânica (oeste), determinou que o extinto 'Pikaia gracilens' é o membro conhecido mais primitivo da família dos cordados, que inclui peixes, anfíbios, aves, répteis e mamíferos.
A pesquisa, publicada na revista britânica Biological Reviews, identificou uma notocorda (estrutura primitiva) que se tornaria parte da coluna vertebral dos vertebrados, assim como tecidos musculares chamados miômeros em 114 espécimes fósseis desta criatura.
Também encontraram um sistema vascular.
Aranhas e cobras
Uma recepcionista de uma companhia sul-africana ficou apavorada ao flagrar uma aranha devorando uma cobra. Tania Robertson se deparou com a cena assustadora quando chegou para trabalhar, segundo o site "News South Africa".Tania, que trabalha na empresa de energia elétrica Bloemfontein, contou que a cena podia ser vista de sua mesa. Segundo ela, o réptil ficou preso na teia da aranha e acabou virando refeição.As fotos foram tiradas em 2004, mas foram divulgadas nesta semana. Segundo o especialista Leon Lotz, a aranha é da espécie viúva-marrom, que não chega a ser tão venenosa quanto a viúva-negra.
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