terça-feira, 13 de março de 2012

Tucanos em Jaboticabal

Fotos do jornalista Renan Leite
Em Jaboticabal, tucanos passam a fazer parte da rotina da cidade, mas trazem preocupações
Os tucanos, aves encontradas na América do Sul e Central, passaram a fazer parte da rotina dos jaboticabalenses. Encontrados normalmente nas áreas rurais, eles já podem ser observados dentro do município, como próximo a nova escola do SESI e principalmente na Praça dos Italianos, próximo a Prefeitura e Bosque Municipal "Francisco Buck".
Quem passa e observa as aves fica encantado pela sua beleza. "Eles sempre estão por aí, ficam rodando pela praça e sempre podemos observá-los nesta região", comentou o dono de um lava-rápido próximo ao local. "Todos que passam ficam olhando. Outro dia vi algumas pessoas pararem para tirar fotos. É realmente muito bonito", emendou.
Entretanto, a presença dos tucanos remete a uma preocupação sobre o desmatamento e a perda do seu habitat natural, além da proximidade com o bosque municipal, local onde são mais vistos. O biólogo Luciano Marafante afirma que a sua presença dentro da cidade é apenas reflexo destas ações. "É difícil falarmos de onde eles vieram porque está tudo desmatado, mas o surgimento destes tucanos naquela localidade, próximo a prefeitura, é uma demonstração clara que o bosque municipal é a única reserva de mata nativa que pode servir de habitat para esses animais", afirmou o biólogo, preocupado.
A prefeitura iniciou, no ano passado, as modificações na área interna do bosque para servir como ponto turístico na cidade e ser um atrativo para caminhadas e educação na preservação da natureza para as crianças. Entretanto, biólogos e especialistas da área se preocupam em relação aos trabalhos realizados e que poderiam afetar, diretamente, os animais. "De certa forma, eles possuem uma proteção no bosque. Se começarem a mexer no seu habitat que encontraram em Jaboticabal, eles também vão desaparecer da região do lago. Esse fato é um grande exemplo da necessidade de mantermos as áreas verdes e, principalmente, a área do bosque, que é nativo e que irá criar condições favoráveis para o seu desenvolvimento", conclui Luciano.
Algumas ONGs (Organizações Não-Governamentais) de Jaboticabal já se pronunciaram contra as modificações na região interna do Bosque Municipal "Francisco Buck". Um abaixo-assinado também já foi realizado para que a prefeitura interrompa as atividades.
Leia Mais em: Tucanos em Jaboticabal

10.000 acessos

Bom dia a Todos, todos mesmo...
Ultrapassamos a marca de 10.000, foi um longo caminho desde o nosso inicio em abril de 2011 (09/05/2011).
Crescemos tal e qual a uma boa colônia, produzindo esporos de saber que espalharam por todos os continentes.
Até o momento contamos com 10.040 acessos  de todos os continentes. Sendo os TOP 10 Paises com maiores acessos são: Brasil (81,7%), Estados Unidos (7,7%), Alemanha (4,6%), Portugal (3%), Rússia (1,8%), França (0,3%), Japão (0,3%), Espanha (0,3%), Índia (0,2%) e Argentina (0,2%).

A reportagem mais acessada (Estudo clínico brasileiro usa células-tronco para tratar enfisema pulmonar – 17/11/11) conta com 511 acessos.
A maioria dos nossos acessos diretos – vindos sem digitar a url direta, tem origem no site da nossa faculdade, no Google e Facebook (para algumas matérias específicas).
Nossos agradecimentos a todos os que colaboraram, docentes da instituição e alunos, em especial nossos correspondentes fieis Leonardo e Debora. E em especial, dos nossos alunos - afinal o Blog foi feito para vocês.

Por curiosidade, os acessos ainda em sua maioria pelo Internet Explorer (41%), Chrome (34%) e Firefox (21%).
Valeu Pessoal


Para comemorar este feito, mudamos um pouco a cara do site e lançamos este aplicativo androide: um leitor de feed, que apenas com um clique exibirá todas as atualizações do blog em um celular com sistema Android.

Quem não dispões de um celular ou Tablet com android pode verificar como funciona no link abaixo.
http://www.appmakr.com/app_gallery/475153/

Quem gostou do que viu, bode baixar o app no link abaixo.
Clique aqui.

Banco Itaú distribui 8 milhões de livros gratuitamente

Banco Itaú, juntamente com a Fundação Itaú Social iniciou nesse mês de Outubro o projeto Ler Faz Crescer e está distribuindo 8 milhões de livros infantis gratuitamente.
Projeto Ler faz Crescer
Está convidando à todos a participar dessa campanha do desenvolvimento das crianças do Brasil, através de um gesto simples: à leitura.
Pais, educadores e todos interessados recebem gratuitamente kits com quatro livros de histórias infantis, um folheto com dicas para contar histórias e um adesivo para ajudar a disseminar o projeto.
Os livros são:
O jogo da parlenda, de Heloísa Prieto (Companhia das Letras),
Bem-te-vi e outras poesias, de Lalau e Laurabeatriz (Companhia das Letras),
Os três porquinhos (Girassol)
Lobisomem (Girassol)
Para ganhar o kit, basta acessar o site www.lerfazcrescer.com.br e fazer o cadastro. Os livros são entregues em todo o Brasil, em um prazo de até 20 dias.

A distribuição do kit é gratuita e válida até quando durarem o estoque.
Então peça já o seu, mesmo que não tenha criança, poderá doar os livros para alguma. Faça sua parte!
Solicite seu kit em: www.lerfazcrescer.com.br


Veja mais em: Banco Itaú distribui 8 milhões de livros gratuitamente

Abelhas Humanas???

Algumas abelhas gostam de aventura e outras preferem ficar na colmeia: segundo uma nova análise do cérebro destes insetos, algumas substâncias químicas que também afetam a personalidade humana podem explicar esta diferença.
As abelhas são conhecidas por ter uma sociedade estruturada com distintas funções para cada grupo: algumas trabalham como enfermeiras, outras buscam alimento, por exemplo.
Mas dentro destas funções, cientistas descobriram que as abelhas também têm personalidades distintas, segundo um estudo da revista Science que examinou a diferença entre as abelhas exploradoras que buscam comida e as que não.
"Existe uma regra de ouro para a investigação sobre a personalidade que diz que se alguém mostra a mesma tendência em diferentes contextos, isto pode ser chamado de traço de personalidade", disse o coordenador do estudo, Gene Robinson, professor de Entomologia e Neurociência da Universidade de Illinois (norte).
Os cientistas diferenciaram dois grupos de abelhas com a instalação de potes com comida nova com aromas e cores únicas, que mudavam todos os dias, e observaram quais abelhas buscavam experimentar novos sabores e quais preferiam os já conhecidos.
Quando examinaram os cérebros das abelhas aventureiras, eles encontraram diferenças na expressão genética relacionadas com a mesma cadeia molecular que regula a busca de novidades nos mamíferos e humanos.

Imagem do Dia

Problemas de mamíferos...

Estudo contesta visão de que a maioria das espécies típicas do cerrado e da caatinga se originou nas florestas

Marsupiais do gênero Cryptonanus: exemplo de mamíferos endêmicos do cerrado
Há algumas décadas, a fauna de mamíferos do cerrado e da caatinga costumava ser descrita como uma versão empobrecida dos animais que habitavam as duas grandes florestas nacionais, a amazônica ao norte e a mata atlântica, na porção litorânea do país. A definição se amparava na constatação de que muitas das espécies presentes nos dois biomas vizinhos eram também compartilhadas com as densas matas adjacentes. Até as chamadas espécies endêmicas do cerrado e da caatinga, aquelas que só eram encontradas nessas áreas de vegetação predominantemente aberta, e em mais nenhuma outra, descenderiam de linhagens ancestrais associadas às florestas.

Um estudo recente, feito por três biólogos, questiona essa visão e sustenta exatamente o contrário: cerca de 80% das espécies endêmicas conhecidas de mamíferos do Brasil Central e semiárido do Nordeste têm suas raízes em regiões de vegetação aberta do continente sul-americano, do tipo savana, com poucas árvores e mais gramíneas, como o próprio cerrado e seu vizinho chaco, área plana e relativamente seca que se estende por partes dos territórios do Paraguai, Bolívia e Argentina, além de um pequeno trecho no centro-oeste nacional.

segunda-feira, 12 de março de 2012

O futuro do etanol

Estudos revelam previsões sobre a participação do etanol na agricultura e na matriz de combustíveis
O futuro da produção de etanol parece ser mais promissor que todas as previsões feitas até aqui. Segundo um estudo de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), será possível suprir em 20 anos toda a frota de automóveis do mundo com o etanol e a eletricidade produzidos nas usinas de cana-de-açúcar. “Isso pode ser feito utilizando-se o etanol e a eletricidade de forma mais eficiente com veículos mais econômicos”, diz Sergio Pacca, professor da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP Leste, na capital paulista, responsável pelo estudo junto com o professor José Roberto Moreira, do Instituto de Eletrônica e Energia, da mesma universidade, ambos autores do artigo “A biorefinery for mobility?”, publicado em outubro de 2011 na revista Environmental Science & Technology.
O resultado a que chegaram se baseou nas frotas de automóveis do Brasil e dos Estados Unidos. Para que a cana forneça tanto o etanol como a eletricidade, eles calcularam que o ideal seria existir em 2030 uma proporção de 33% de carros elétricos e 67% de híbridos, automóveis com motores a etanol supereficientes, que façam 15 quilômetros com um litro de álcool, e motores elétricos alimentados pela energia gerada pelo motor a etanol e na frenagem do veículo, semelhante ao Prius, da Toyota. Eles partiram do fato de que cada carro norte-americano roda 20 mil quilômetros por ano e cada carro brasileiro, 12 mil. Assim, seria suficiente um hectare de cana para 9,2 veículos nos Estados Unidos e a mesma área para 11,6 veículos no Brasil, desde que mantida a mesma proporção de tipos de carros.
Leia mais em: Biorrefinarias do futuro. Marcos de Oliveira

Doenças neurodegenerativas


Pesquisadores do Brasil e do exterior buscam origem comum e formas de combater doenças neurodegenerativas
Versão infecciosa da proteína príon (em vermelho) se espalha pelo interior de células nervosas
A bioquímica paulista Vilma Regina Martins passou os últimos 15 anos investigando o papel desempenhado no organismo pela proteína príon celular, a versão saudável da proteína causadora do mal da vaca louca. Em parceria com equipes do Rio de Janeiro, de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul, ela verificou que o príon celular ou PrPc, proteína encontrada na superfície da maioria das células do corpo, em maior quantidade nas células do sistema nervoso central e do sistema imunológico, é fundamental para o desenvolvimento e amadurecimento adequado dos neurônios e para o equilíbrio do sistema de defesa (ver Pesquisa FAPESP n. 148).

Agora, Vilma e seus colaboradores propõem que interferir no funcionamento da PrPc pode ajudar a bloquear o desenvolvimento de outras enfermidades do sistema nervoso central, como o mal de Alzheimer, a doença neurodegenerativa mais comum entre os idosos, e o glioblastoma, o tumor cerebral mais agressivo que se conhece.

Leia mais em: Entre a vaca louca e o Alzheimer. Ricardo Zorzetto

Envelhecer pode ser uma vantagem adaptativa

Simulação computacional indica que envelhecer pode ser uma vantagem adaptativa
Nos filmes de cinema sobre o personagem Highlander, um guerreiro escocês que se tornou imortal no início do século XVI, o protagonista Connor MacLeod atravessa as eras combatendo malfeitores e fazendo justiça sem sentir o peso da passagem do tempo. O herói não envelhece nunca, seu corpo simplesmente não degenera. A única forma de morrer é ser decapitado por um inimigo. Diante desse enredo fictício, o senso comum leva a pensar que um exército formado exclusivamente de Highlanders seria praticamente imbatível diante de uma armada equivalente de mortais.
Mas uma série de simulações computacionais feitas por um pesquisador brasileiro sugere que tornar-se senil pode ser uma vantagem evolutiva para uma população se o processo de seleção natural ocorrer num ambiente permeado por mudanças. Nessa situação, o grupo cujos membros podem ficar mais velhos tende a ganhar a luta pela sobrevivência e provocar a extinção do bando dos imortais.  A explicação para a vitória da população que envelhece estaria em sua capacidade maior de se moldar a alterações no hábitat e gerar mais rapidamente linhagens adaptadas ao ambiente do que os competidores dotados de uma biologia imune aos efeitos da senescência.
O trabalho, cujos resultados são aparentemente paradoxais ou ao menos contraintuitivos, foi feito pelo físico teórico André Martins, da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH-USP). “Embora seja prejudicial aos indivíduos e tenha um custo evolutivo, o envelhecimento pode ser um benefício em si”, afirma Martins, que publicou o estudo, feito apenas por ele mesmo, sem colaboradores, em 16 de setembro do ano passado na revista científica PLoS ONE. “Ele permite que as novas linhagens se adaptem mais rapidamente a mudanças nas condições de vida.”
Leia mais em: A derrota dos Highlanders. Marcos Pivetta

domingo, 11 de março de 2012

Alternativa a falta de Água

Uma substância natural obtida a partir de sementes da “árvore milagrosa” pode purificar e clarear a água de forma barata e sustentável nos países em desenvolvimento, onde mais de 1 bilhão de pessoas não têm acesso à água potável.
Segundo os pesquisadores, o estudo sobre essa forma potencial de tratamento de água requer apenas um processo envolvendo sementes da árvore e areia.
Remover micróbios causadores de doenças e sedimentos da água potável demanda tecnologia nem sempre disponível em áreas rurais de países em desenvolvimento.
Como uma abordagem alternativa, cientistas analisaram a Moringa oleifera, também chamada de “árvore milagrosa”, uma planta cultivada em regiões equatoriais para alimento, remédios tradicionais e biocombustíveis.
“Pesquisas anteriores mostraram que uma proteína nas sementes da árvore podia limpar a água. Um dos estudos criou água que não podia ser armazenada e outro método era muito caro e complicado. Queríamos desenvolver uma forma mais simples e menos cara de utilizar o poder dessas sementes”, disse Stephanie B. Velegol, pesquisadora chefe do estudo, da Universidade Estadual da Pensilvânia, EUA.
Para isso, os cientistas acrescentaram um extrato da semente que contém a carga positiva da proteína da árvore, que se liga ao sedimento e mata os micróbios, e areia carregada negativamente.
“A areia resultante, ‘funcionalizada’, ou ‘f-areia’, mostrou-se eficaz na captura de E. coli cultivada em laboratório. Também foi capaz de remover os sedimentos a partir de amostras de água. Os resultados abrem a possibilidade de que a f-areia proporcione um processo simples e localmente sustentável para a produção de água potável armazenável”, conclui Velegol.
Leia mais em: “Árvore milagrosa” produz água potável e barata. Natasha Romanzoti

sábado, 10 de março de 2012

Insetos Ferozes


Recentemente, a família das Acroceridae recebeu a adição de mais três membros em seu quadro de espécies. São as chamadas “Aranhas voadoras da Australásia” (referência às regiões dos planetas em que habitam), mas que na verdade não são aranhas, mas insetos.
O corpo, de um azul brilhante, possui um largo par de asas, e dá ao animal um aspecto de inseto. As pernas, no entanto, são longas, compridas e se parecem com as de uma aranha, daí a fama no nome não oficial das Acroceridae.
A reprodução destas espécies é muito interessante. A mãe bota seus ovos dentro de filhotes de aranha (aranhas de verdade, no caso). Neste local, os ovos chocam e as larvas se alimentam da própria aranha, comendo-a de dentro para fora. Curioso, no mínimo.
Leia mais em: Três novas espécies de “aranha-voadora” são catalogadas. Dalane Santos

Revolução Brasileira na eletrônica e a computação

Brasileiros começam a investigar novo material que promete revolucionar a eletrônica e a computação


De três anos para cá, uma coqueluche vem tomando conta da subárea da física que estuda os sólidos, a chamada física da matéria condensada. A febre do momento é uma nova classe de materiais com propriedades eletrônicas únicas, batizada com o nome intimidador de isolantes topológicos. “Eles são fantásticos”, afirma o físico Adalberto Fazzio, da Universidade de São Paulo (USP), coordenador da área de nanotecnologia do Ministério da Ciência e Tecnologia.

Fazzio testemunhou a explosão de interesse nos isolantes topológicos durante o encontro da Sociedade Americana de Física em março de 2010, quando pesquisadores do mundo inteiro se apinharam para assistir às palestras sobre as primeiras evidências conclusivas da produção relativamente barata desses materiais. Desde então, as pesquisas com isolantes topológicos só não se difundiram mais por conta da complexa teoria por trás deles e das sofisticadas técnicas necessárias para analisá-los em laboratório – desafios encarados recentemente por dois grupos brasileiros: um teórico, liderado por Fazzio, e outro experimental, coordenado pelo físico Vagner Eustáquio de Carvalho, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Segundo Carvalho, a esperança de que o novo xodó da matéria condensada seja mais que uma moda passageira continua alta. “As possibilidades de aplicações tecnológicas são reais”, diz. “Não tenho dúvida de que dentro de mais uns cinco anos teremos dispositivos eletrônicos produzidos a partir desses materiais.”
Leia mais em: Magia superficial Igor Zolnerkevic

sexta-feira, 9 de março de 2012

Golfinhos perdidos

Não se sabe ainda exatamente a razão que estes grupo de golfinhos “se perdeu” e acabou indo em direção a praia em Arraial do Cabo (Brasil) na manhã do dia 5 de março.
Por sorte um grupo de turistas acabou ajudando no retorno ao mar.

A Vaca foi para o mato

 Colombianos criam gado entre árvores e inspiram brasileiros

Um dos destaques de um congresso de restauração florestal realizado em novembro em São Paulo foram os resultados de 26 anos de trabalho em campo de pesquisadores da Colômbia na criação de gado em meio a florestas, o chamado sistema silvipastoril, ainda incipiente no Brasil. É simples: os bois, em vez de abaixarem a cabeça e comerem apenas capim sob o sol forte, se espicham e, à sombra, se fartam de folhas e frutos de arbustos e árvores no meio do pasto. Como resultado, pode-se manter até cinco animais por hectare e produzir de 10 mil a 15 mil litros de leite por ano por hectare sem adubação e quase sem suplementação alimentar, enquanto as pastagens comuns, sem árvores, abrigam um animal por hectare – a média na Amazônia brasileira é ainda menor, de 0,9 animal por hectare – e rendem 400 litros de leite por ano por hectare. Além disso, as árvores preservam as nascentes, protegem o solo da erosão e reduzem bastante as populações de moscas e carrapatos, que transmitem doenças, permitem a diminuição dos gastos com medicamentos veterinários, fertilizantes e pesticidas, além de recuperarem parte da biodiversidade original, perdida com a atividade agropecuária, ao atraírem aves e 
outros animais (veja o infográfico).
Na Colômbia quase 2 mil fazendeiros converteram cerca de 45 mil hectares de pastagem degradada em pastagem arborizada, como resultado de uma colaboração entre a Federação Colombiana de Pecuaristas (Fedegan), o Centro de Pesquisa em Sistemas Sustentáveis de Produção Agropecuária (Cipav), a organização não governamental The Nature Conservancy (TNC) e o Banco Mundial. De modo pioneiro, Enrique Murgueitio Restrepo, diretor do Cipav, começou a cultivar florestas em pastagens depois de convencer os proprietários rurais de que as folhas e os frutos de árvores poderiam ser tão nutritivos para o gado quanto a alfafa e o capim.
Leia mais em: A carne da floresta - Carlos Fioravanti
Revista Pesquisa Fapesp online

Deriva continental

Movimentação de Gondwana quase transformou o Nordeste brasileiro em parte da África
Por pouco, uma boa porção do que hoje é o Nordeste brasileiro não se tornou parte da África durante a movimentação dos grandes blocos rochosos que formam os continentes, a chamada deriva continental. A hipótese de que o Nordeste pudesse ter se partido surgiu nos anos 1960 e ganhou agora o reforço de evidências obtidas por pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e da Universidade de Brasília (UnB).
Nesse cenário, que chegou a ser geologicamente esboçado, mas acabou interrompido por razões ainda não totalmente compreendidas, a América do Sul teria uma área bem menor, e o continente africano uma forma que lembraria mais um triângulo do que o atual “L” de cabeça para baixo. “O Carnaval de Salvador teria de ser brincado do outro lado do oceano”, comenta David Lopes de Castro, geofísico da UFRN e um dos quatro autores do estudo.
A pesquisa, publicada no Journal of Geodynamics, retrata a evolução da chamada bacia Potiguar, formação localizada na costa do Ceará e do Rio Grande do Norte, a última parte da América do Sul a se desprender da África.
Como se sabe, ao longo do tempo geológico, os continentes estão numa dança constante, ora se juntando, ora se afastando, em razão da dinâmica das placas tectônicas. Essas placas rígidas, de até 100 quilômetros de espessura, deslizam vagarosamente carregando consigo o que há em cima delas, como se fossem imensas balsas navegando sobre o interior pastoso da Terra.
Leia mais em: A primeira fratura - Salvador Nogueira
Revista Pesquisa Fapesp online

quinta-feira, 8 de março de 2012

MARP

A AAMARP - Associação de Amigos do MARP, a Academia de Letras e Artes de Ribeirão Preto e o Centro Cultural Palace, convidam para a comemoração do Dia Internacional da Mulher, com a palestra do Profº. Drº. Isaias Pessotti sobre o tema As Heroinas de Eurípides.
Em paralelo Exposição de Artes Visuais com o tema: Universo Feminino.
 
Dia 08/03/2012, às 20:00 horas
No Centro Cultural Palace
Rua Duque de Caxias, 322, Ribeirão Preto-SP - Evento gratuito, aberto a interessados
 
Neste dia haverá uma ampla programação a partir das 9:00 hs
Informações no Centro Cultural Palace - (16) 3636 9187

Rio+20.

O ex-Ministro do Meio Ambiente José Goldemberg compara a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (Rio-92) com a Rio+20.
Saiba mais na reportagem de capa da edição de março de Pesquisa FAPESP, que estará no ar na sexta-feira (9), e na reportagem Estratégias para a Rio+20.


Quem matou os Dinossauros?

O impacto de um grande asteróide ocorrido há 65 milhões de anos é a teoria que melhor explica a extinção em massa dos dinossauros. No entanto, descobertas recentes no local do impacto mostram que o choque do objeto ocorreu antes do desaparecimento da espécie e pode significar uma mudança na teoria atual.
A cratera deixada pelo impacto, batizada de Chicxulub, mede aproximadamente 180 quilômetros de diâmetro e foi descoberta em 1978 ao norte de Yucatán, no Golfo México. Assim que os especialistas descobriram traços do impacto logo abaixo da camada geológica correspondente ao período cretáceo-terciário, chamado período K-T, identificaram o local como o do possível choque responsável pela extinção em massa ocorrido neste período.
Novo Estudo
No entanto, diversos cientistas questionam essa interpretação. De acordo com um novo estudo publicado nesta segunda-feira pelo periódico "Journal of the Geological Society", o impacto de Chicxulub não ocorreu no período K-T, mas pelo menos 300 mil anos antes. A conclusão é de um grupo de pesquisadores liderados por Gerta Keller, da universidade de Princeton e seu colega Thierry Adatte, da universidade de Lausanne, na Suíça.
De acordo com Richard Lane, da Fundação Nacional de Ciência, NSF, dos EUA, Keller e seus colegas continuam a acumular dados que permitirão uma nova reflexão sobre a extinção em massa ocorrida no final do período Cretáceo. Os dados coletados até agora mostram que a grande extinção pode não estar ligada ao impacto do asteróide.
Leia mais em: Dinossauros não foram extintos por meteoro

Descoberto um animal que vive a 2km de profundidade no solo

O animal terrestre com a moradia mais profunda do mundo foi encontrado a quase 2 quilômetros de profundidade. Apropriadamente, sua casa é Krubera-Voronja, a mais profunda caverna do mundo, cujo ponto mais extremo é 2.191 metros abaixo da abertura da caverna. Ela está localizada próximo ao Mar Negro na Abkhazia, uma república separatista da Geórgia.
O artrópode, conhecido como Plutomurus ortobalaganensis, foi descoberto 1.980 metros abaixo da superfície, onde se alimenta de fungos e outras matérias em decomposição. Três outras novas espécies também foram encontradas na caverna: Anurida stereoodorata, Deuteraphorura kruberaensis e Schaefferia profundissima.
Todas as quatro espécies foram classificadas como colêmbolos, um tipo de inseto pequeno primitivo sem asas. Vivendo na escuridão total, as espécies não têm olhos. No entanto, A. stereoodorata compensa isso com uma forma altamente especializada de quimiorreceptores.
Os animais foram descobertos por Ana Sofia Reboleira, da Universidade de Aveiro, Portugal, e Alberto Sendra, do Museu de História Natural de Valência, Espanha. Eles estavam explorando a caverna Krubera-Voronja como parte de uma expedição de 2010.
Antes desta descoberta, colêmbolos foram encontrados apenas a meio quilômetro abaixo do solo. Em 1986, Ongulonychiurus colpus foi encontrado vivendo a 550 metros de profundidade em cavernas espanholas e, no ano passado, Tritomurus veles foi encontrado a 430 metros em cavernas na Croácia. A descoberta de espécies que vivem no subsolo profundo na escuridão total dá novas pistas sobre as condições extremas em que os animais podem sobreviver.[NewScientist] - Hypescience - Euquerobiologia

quarta-feira, 7 de março de 2012

Museu da Biodiversidade

Ribeirão Preto terá Museu da Biodiversidade, reunindo coleções científicas do campus da USP.


 Tv USP

Fóssil de verme revela origens do homem no Canadá

Paleontólogos britânicos e canadenses rastrearam as origens dos seres humanos e outros vertebrados a partir do estudo do fóssil de um verme que nadava nos oceanos há 500 milhões de anos, segundo um estudo publicado nesta segunda-feira.
Uma nova análise de fósseis encontrados nas Montanhas Rochosas do Canadá, na jazida conhecida como Xisto de Burgess, na província da Columbia Britânica (oeste), determinou que o extinto 'Pikaia gracilens' é o membro conhecido mais primitivo da família dos cordados, que inclui peixes, anfíbios, aves, répteis e mamíferos.
A pesquisa, publicada na revista britânica Biological Reviews, identificou uma notocorda (estrutura primitiva) que se tornaria parte da coluna vertebral dos vertebrados, assim como tecidos musculares chamados miômeros em 114 espécimes fósseis desta criatura.
Também encontraram um sistema vascular.

Aranhas e cobras

Uma recepcionista de uma companhia sul-africana ficou apavorada ao flagrar uma aranha devorando uma cobra. Tania Robertson se deparou com a cena assustadora quando chegou para trabalhar, segundo o site "News South Africa".

Tania, que trabalha na empresa de energia elétrica Bloemfontein, contou que a cena podia ser vista de sua mesa. Segundo ela, o réptil ficou preso na teia da aranha e acabou virando refeição.As fotos foram tiradas em 2004, mas foram divulgadas nesta semana. Segundo o especialista Leon Lotz, a aranha é da espécie viúva-marrom, que não chega a ser tão venenosa quanto a viúva-negra.

terça-feira, 6 de março de 2012

Imagem do Dia

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A estrutura do grão de pólen mostrado nesta foto é fascinante e mostra uma forma natural bonita construído em torno da eficiência biológica de desenho natural.

Propaganda ecológica enganosa: como identificar e se proteger

Essa matéria super legal publicada no site: Relatosdeumabiologa.com vale a pena ler
Atualmente, é muito comum ouvir falar em sustentabilidade. Já existem muitas pessoas que se preocupam com o meio ambiente e o levam em consideração na hora de comprar um produto. Deste modo, algumas empresas resolveram adotar, para si, a imagem de "amiga do meio ambiente", aproveitando-se, em muitos casos, da desinformação do consumidor que, na boa fé, acredita realmente que aquela empresa se preocupa com o meio ambiente e com a sociedade.
Existem empresas corretas que realmente se importam em ser sustentáveis em todo seu processo produtivo? Sim, existem. Mas, infelizmente, existem muitas querendo se aproveitar de você, consumidor, na cara dura. Quer ver só? Abaixo, alguns exemplos que vemos constantemente no dia-a-dia, em propagandas e rótulos de produtos, de artifícios utilizados por empresas para ludibriar o consumidor e convencê-lo de que a empresa é ecologicamente correta:
Apresentado deste modo, o folheto acima parece absurdo acreditar em propagandas assim, não é? Porém, muitos acreditam. E, todo o dia, várias pessoas caem no conto das "amigas do meio ambiente".
Geralmente, a tática mais adotada pelas empresas enganosas é omitir dados. Assim, uma fabricante de garrafas PET pode dizer que suas garrafas são feitas de material 100% reciclado e, no entanto, omitir o fato de que a tampinha e o rótulo não são.

Poderosa Formiga

Quando oito bizarras formigas soldado, com cabeças gigantes, foram coletadas em uma colônia selvagem de Nova York, os cientistas sabiam que tinham achado algo interessante. A descoberta dessas versões gigantes, cujo trabalho é defender o ninho, levou os pesquisadores a criar suas próprias formigas super soldados com a ajuda de hormônios, e assim entender como as formigas, e possivelmente outros insetos sociais, adquirem formas específicas para trabalhos únicos nas colônias.
O que aconteceu é que essas formigas anormais estavam em um estado ancestral, um que não aparece a não ser, aparentemente, em casos acidentais. Esse fenômeno ocasionalmente acontece em alguns lugares, como em baleias que desenvolvem membros ancestrais ou humanos com caudas.
Já sabemos a um bom tempo que esse tipo de erro acontece”, afirma um dos cientistas do estudo, Ehad Abouheif. “O que estamos mostrando pela primeira vez é que existe um potencial ancestral, e quando provocado pelo ambiente esse potencial pode ser liberado para aumentar a evolução”.
Conheça os super soldados
A espécie Pheidole morrisi, coletada em Nova York, possui normalmente dois tipos de formiga operária: as menores, responsáveis por cuidar da saúde, buscar comida, alimentar ovos e larvas e cuidar da rainha; e as soldado, que defendem o ninho e usam suas grandes mandíbulas para quebrar sementes trazidas pelas outras.
Essa espécie não tem super soldados, mas as cabeçudas lembram formigas desse tipo que existem em oito espécies na América do Sul e norte do México. Todas as nove espécies pertencem ao gênero Pheidole, que abriga cerca de 1100 espécies.
Então faz sentido que as “aberrações” revelem algo sobre a origem dos super soldados entre as outras oito espécies.
Leia mais na matéria do Hypescience.com com o título: Cientistas fabricam formigas “super soldados”
Livescience.com

Ciclo de Palestras do MZUSP - São Paulo

segunda-feira, 5 de março de 2012

ESTUDANTES DE LICENCIATURA, ATENÇÃO!

Foi reaberto o período do cadastro de Candidatos à Contratação para Docência em Escolas da Rede Estadual de Ensino na Região de Jaboticabal!
Estudantes de Licenciatura podem se cadastrar, assim como docentes que ainda não participaram do processo Seletivo Simplificado e que possuam qualificação para lecionar em disciplinas que fazem parte das matrizes curriculares das escolas da rede estadual.
Também podem participar os que se inscreveram no processo seletivo, mas não realizaram a prova. Para ter acesso ao Edital completo, acesse o site: http://www.dejaboticabal.com.br/.
Lembrando que os interessados têm o período de 1º a 16 de março para se cadastrarem.
Endereço: Praça Doutor Joaquim Batista, 204, Jaboticabal.
Horário de atendimento: 9h às 12h e das 14h às 17h.

Imagem do Dia

Homem do gelo


Equipe internacional de pesquisadores completa o sequenciamento do DNA humano mais antigo já coletado de uma múmia. O genoma revela a origem genética e as características físicas de um homem da Idade do Cobre assolado por doenças atuais.
Um homem na casa dos 40 anos, de pele branca, cabelos e olhos castanhos, com problemas cardíacos, intolerância à lactose e uma doença provocada por um parasita do carrapato. A descrição, que poderia ser de qualquer indivíduo moderno, é resultado da interpretação do genoma de Ötzi, o homem do gelo, mais antiga múmia humana a ter seu DNA sequenciado. O código genético pré-histórico, de cerca de 5.300 anos, pode ajudar a compreender a evolução e a expansão do homem na Terra.
Ötzi, que viveu no período Calcolítico, ou Idade do Cobre (3000-1800 a.C.), foi descoberto em 1991 por um casal de alpinistas alemães na parte italiana dos Alpes Ötztal – daí o nome. Desde então, está em exibição no Museu Arqueológico do Tirol do Sul, em Bozano, Itália.
A equipe internacional de pesquisadores responsável pela análise do DNA do homem do gelo, iniciada em 2010 e publicada ontem (28/2) na revista Nature Communications, usou uma mostra recolhida do osso do quadril da múmia para destrinchar a sua história.
Leia mais: Segredos do homem do gelo, por: Sofia Moutinho.

Fogo no gelo

Cientistas brasileiros que trabalhavam na Antártica acreditam que tragédia na estação Comandante Ferraz deve servir de motivação para continuar pesquisas.
O incêndio que destruiu aproximadamente 70% da Estação Antártica Comandante Ferraz no último sábado (25/2) foi um duro golpe para a ciência brasileira. Além do prejuízo material, as chamas provocaram uma perda inestimável em termos de pesquisa e tiraram a vida de dois militares.
Em meio ao luto, cientistas que trabalhavam no continente acreditam que a tragédia servirá, apesar de tudo, como motivação para alavancar as pesquisas do Programa Antártico Brasileiro (Proantar) daqui para frente.
Em entrevista coletiva concedida ontem (28/2) por pesquisadores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) que trabalhavam na Antártica, a oceanóloga Eunice Machado, do Centro de Estudos do Mar (CEM), disse que nenhuma atividade será interrompida definitivamente em razão do incêndio. “Temos que fazer um esforço para reverter essa situação e dar continuidade ao trabalho”, afirmou.
Leia mais: Hora de recomeçar, por: Célio Yano

Lá vem o sol...


Atualmente os cientistas têm buscado desenvolver células solares mais eficientes, baratas e para produção em larga escala. Carlos Alberto dos Santos apresenta, em sua coluna de março, algumas das mais inovadoras alternativas que prometem atingir esse objetivo.
A coluna de julho de 2010, intitulada ‘Rumo à energia solar mais eficiente’, relatei uma promissora descoberta feita por pesquisadores da Universidade do Texas, em Austin (Estados Unidos), a partir da qual seria possível aumentar teoricamente a eficiência das células solares convencionais para algo em torno de 66%. Para um dispositivo que há mais de 50 anos vem apresentando eficiência inferior a 20%, essa inovação beira um milagre, buscado por cientistas e engenheiros nesse meio século de atividades de pesquisa e desenvolvimento em energia solar.
Além de animar a comunidade científica, essa busca tem propiciado considerável avanço no entendimento dos mecanismos que estão por trás da conversão de energia solar em eletricidade. Sem abandonar a procura por dispositivos mais eficientes, agora o que se deseja é o desenvolvimento de sistemas mais baratos e que possam ser produzidos em larga escala.
Nos Estados Unidos, esse desejo foi transformado em política pública desde o início de 2011, por meio do projeto SunShot, cujo objetivo principal é a oferta de energia solar ao custo de 6 centavos de dólar por quilowatt-hora entre 2020 e 2030. Se esse objetivo for cumprido, acredita-se que a energia solar será responsável por aproximadamente 17% de toda a geração de energia nos Estados Unidos. Para se ter ideia do tamanho do desafio, o custo pretendido é aproximadamente a metade do atual custo da energia elétrica naquele país.
Leia Mais: O novo patamar da energia solar, por: Carlos Alberto dos Santos

domingo, 4 de março de 2012

Baile de formatura alunos do Curso de Biologia da Faculdade São Luís

Baile de formatura alunos do Curso de Biologia da Faculdade São Luís de Jaboticabal, neste dia 03 de março. Parabéns a todos os formandos e familiares.