Meio de cultura são preparações sólidas, líquidas ou semi-sólidas que contêm todos os nutrientes necessários para o crescimento de organismos. Os meios de cultura devem ter na sua composição, os nutrientes indispensáveis ao crescimento do organismo em questão, sob forma assimilável e em concentração não inibitória do crescimento. Este jornalzinho on line tem esta finalidade, servir de meio para enriquecer a nossa cultura e dar condições para o desenvolvimento como melhores profissionais.9.5.11.
segunda-feira, 5 de março de 2012
Homem do gelo
Equipe internacional de pesquisadores completa o
sequenciamento do DNA humano mais antigo já coletado de uma múmia. O genoma
revela a origem genética e as características físicas de um homem da Idade do
Cobre assolado por doenças atuais.
Um homem na casa dos 40 anos, de pele branca, cabelos e
olhos castanhos, com problemas cardíacos, intolerância à lactose e uma doença
provocada por um parasita do carrapato. A descrição, que poderia ser de
qualquer indivíduo moderno, é resultado da interpretação do genoma de Ötzi, o
homem do gelo, mais antiga múmia humana a ter seu DNA sequenciado. O código
genético pré-histórico, de cerca de 5.300 anos, pode ajudar a compreender a
evolução e a expansão do homem na Terra.
Ötzi, que viveu no período Calcolítico, ou Idade do Cobre
(3000-1800 a.C.), foi descoberto em 1991 por um casal de alpinistas alemães na
parte italiana dos Alpes Ötztal – daí o nome. Desde então, está em exibição no
Museu Arqueológico do Tirol do Sul, em Bozano, Itália.
A equipe internacional de pesquisadores responsável pela
análise do DNA do homem do gelo, iniciada em 2010 e publicada ontem (28/2) na
revista Nature Communications, usou uma mostra recolhida do osso do quadril da
múmia para destrinchar a sua história.
Leia mais: Segredos do homem do gelo, por: Sofia Moutinho.
Fogo no gelo
Cientistas brasileiros que trabalhavam na Antártica acreditam que tragédia na estação Comandante Ferraz deve servir de motivação para continuar pesquisas.
O incêndio que destruiu aproximadamente 70% da Estação Antártica Comandante Ferraz no último sábado (25/2) foi um duro golpe para a ciência brasileira. Além do prejuízo material, as chamas provocaram uma perda inestimável em termos de pesquisa e tiraram a vida de dois militares.
Em meio ao luto, cientistas que trabalhavam no continente acreditam que a tragédia servirá, apesar de tudo, como motivação para alavancar as pesquisas do Programa Antártico Brasileiro (Proantar) daqui para frente.
Em entrevista coletiva concedida ontem (28/2) por pesquisadores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) que trabalhavam na Antártica, a oceanóloga Eunice Machado, do Centro de Estudos do Mar (CEM), disse que nenhuma atividade será interrompida definitivamente em razão do incêndio. “Temos que fazer um esforço para reverter essa situação e dar continuidade ao trabalho”, afirmou.
Leia mais: Hora de recomeçar, por: Célio Yano
O incêndio que destruiu aproximadamente 70% da Estação Antártica Comandante Ferraz no último sábado (25/2) foi um duro golpe para a ciência brasileira. Além do prejuízo material, as chamas provocaram uma perda inestimável em termos de pesquisa e tiraram a vida de dois militares.
Em meio ao luto, cientistas que trabalhavam no continente acreditam que a tragédia servirá, apesar de tudo, como motivação para alavancar as pesquisas do Programa Antártico Brasileiro (Proantar) daqui para frente.
Em entrevista coletiva concedida ontem (28/2) por pesquisadores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) que trabalhavam na Antártica, a oceanóloga Eunice Machado, do Centro de Estudos do Mar (CEM), disse que nenhuma atividade será interrompida definitivamente em razão do incêndio. “Temos que fazer um esforço para reverter essa situação e dar continuidade ao trabalho”, afirmou.
Leia mais: Hora de recomeçar, por: Célio Yano
Lá vem o sol...
Atualmente os cientistas têm buscado desenvolver células
solares mais eficientes, baratas e para produção em larga escala. Carlos
Alberto dos Santos apresenta, em sua coluna de março, algumas das mais
inovadoras alternativas que prometem atingir esse objetivo.
A coluna de julho de 2010, intitulada ‘Rumo à energia solar
mais eficiente’, relatei uma promissora descoberta feita por pesquisadores da
Universidade do Texas, em Austin (Estados Unidos), a partir da qual seria
possível aumentar teoricamente a eficiência das células solares convencionais
para algo em torno de 66%. Para um dispositivo que há mais de 50 anos vem
apresentando eficiência inferior a 20%, essa inovação beira um milagre, buscado
por cientistas e engenheiros nesse meio século de atividades de pesquisa e
desenvolvimento em energia solar.
Além de animar a comunidade científica, essa busca tem
propiciado considerável avanço no entendimento dos mecanismos que estão por
trás da conversão de energia solar em eletricidade. Sem abandonar a procura por
dispositivos mais eficientes, agora o que se deseja é o desenvolvimento de
sistemas mais baratos e que possam ser produzidos em larga escala.
Nos Estados Unidos, esse desejo foi transformado em política
pública desde o início de 2011, por meio do projeto SunShot, cujo objetivo
principal é a oferta de energia solar ao custo de 6 centavos de dólar por
quilowatt-hora entre 2020 e 2030. Se esse objetivo for cumprido, acredita-se
que a energia solar será responsável por aproximadamente 17% de toda a geração
de energia nos Estados Unidos. Para se ter ideia do tamanho do desafio, o custo
pretendido é aproximadamente a metade do atual custo da energia elétrica
naquele país.
Leia Mais: O novo patamar da energia solar, por: Carlos
Alberto dos Santos
domingo, 4 de março de 2012
Baile de formatura alunos do Curso de Biologia da Faculdade São Luís
Baile de formatura alunos do Curso de Biologia da Faculdade São Luís de Jaboticabal, neste dia 03 de março. Parabéns a todos os formandos e familiares.
sábado, 3 de março de 2012
As dificuldades de universitários egressos da rede pública
O artigo Jogo desigual, Rafael Foltram, da Ciência Hoje, nos
trás um estudo revela que as dificuldades de universitários egressos da rede
pública não se resumem ao vestibular e acompanham os estudantes por toda a
graduação. Pesquisadora defende formação contínua de professores e uma atenção
diferenciada a esses alunos.
A permanência de estudantes em cursos de graduação de
universidades de ponta depende de diversos fatores, como condição financeira,
apoio familiar, envolvimento social, dedicação, além de interesse e satisfação
pelo curso escolhido. Novos estudos, porém, apontam a importância de outro
elemento: a procedência escolar.
“Alunos que cursaram o ensino médio em escolas públicas
enfrentam mais problemas e têm chances maiores de deixar o curso precocemente
ou passar por dificuldades críticas”.
De acordo com pesquisa desenvolvida por Valéria Cordeiro
Fernandes Belletati em seu doutorado na Faculdade de Educação da Universidade
de São Paulo (USP), alunos que cursaram o ensino médio em escolas públicas
enfrentam mais problemas e têm chances maiores de deixar o curso precocemente
ou passar por dificuldades críticas, que vão desde falta de tempo até o
desempenho insuficiente.
Em maio de 2009, Belletati entrevistou 42 alunos
ingressantes, 10 futuros biólogos, 11 do curso de licenciatura em física e 21
de letras – todos da USP, que, desde 2006, possui ferramentas para facilitar o
ingresso de alunos que cursaram o ensino médio em escolas públicas – por meio
do Programa de Inclusão Social e do Programa de Avaliação Seriada, o estudante
pode ter um bônus de até 15% em sua nota do vestibular.
sexta-feira, 2 de março de 2012
Dinossauros e Pulgas
Os dinossauros gigantes que dominaram a Terra, cerca de 150 milhões de anos atrás, sofriam com parasitas que atualmente atormentam os humanos: pulgas sugadoras de sangue que tinham até dois centímetros de comprimento.
É o que afirmam paleontólogos chineses e franceses, que estudaram nove fósseis extraordinários, retirados em escavações na Mongólia interior e na província de Liaoning.
As fêmeas das pulgas ancestrais mediam mais de 20 milímetros, enquanto os machos tinham quase 15 milímetros, em comparação com um máximo de 5 mm das pulgas atuais.
As pulgas pré-históricas não tinham asas e, ao contrário de suas descendentes, não podiam saltar e tinham bocas comparativamente menores, acrescentou o estudo.
Mesmo sem esses atributos, elas eram extremamente adaptadas ao seu nicho ambiental.
Tinham patas que as habilitavam a se agarrar em répteis com pelos ou plumas, cujo couro era perfurado com um "sifão" longo e serrilhado para extrair o sangue.
Os insetos eram tão bem sucedidos que quando os dinossauros desapareceram da face da Terra, 65 milhões de anos atrás, uma extinção relacionada à queda de um meteoro, eles suavemente se adaptaram para sugar o sangue de mamíferos e aves, diminuindo de tamanho no processo.
O estudo, chefiado por Andre Nel, do Museu Nacional francês de História Natural, em Paris, foi publicado na edição desta quarta-feira da revista científica britânica Nature.
Leia mais: Pulgas gigantes já perturbavam os dinossauros
É o que afirmam paleontólogos chineses e franceses, que estudaram nove fósseis extraordinários, retirados em escavações na Mongólia interior e na província de Liaoning.
As fêmeas das pulgas ancestrais mediam mais de 20 milímetros, enquanto os machos tinham quase 15 milímetros, em comparação com um máximo de 5 mm das pulgas atuais.
As pulgas pré-históricas não tinham asas e, ao contrário de suas descendentes, não podiam saltar e tinham bocas comparativamente menores, acrescentou o estudo.
Mesmo sem esses atributos, elas eram extremamente adaptadas ao seu nicho ambiental.
Tinham patas que as habilitavam a se agarrar em répteis com pelos ou plumas, cujo couro era perfurado com um "sifão" longo e serrilhado para extrair o sangue.
Os insetos eram tão bem sucedidos que quando os dinossauros desapareceram da face da Terra, 65 milhões de anos atrás, uma extinção relacionada à queda de um meteoro, eles suavemente se adaptaram para sugar o sangue de mamíferos e aves, diminuindo de tamanho no processo.
O estudo, chefiado por Andre Nel, do Museu Nacional francês de História Natural, em Paris, foi publicado na edição desta quarta-feira da revista científica britânica Nature.
Leia mais: Pulgas gigantes já perturbavam os dinossauros
Como ensinar Ciências?
De um lado, estão os professores que propõem o ensino de Ciências com base em experiências práticas, feitas em laboratório - os chamados tecnicistas. De outro, estão os educadores que focam a transmissão de conceitos e a teoria emaulas expositivas - e que, pela escolha metodológica, são conhecidos portradicionalistas. As limitações de ambas as linhas levou ao desenvolvimento, desde a década de 1970, de uma terceira perspectiva, conhecida comoinvestigativa.
A bióloga argentina Melina Furman é uma das mais expressivas representantes dessa corrente. Doutora em Educação e Ciências pela Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, e coordenadora científica da Sangari Argentina, ela vem dedicando-se à pesquisa desse novo modo de ensinar a disciplina, que propõe se basear em uma situação-problema para oferecer aos alunos a oportunidade de observar, levantar hipóteses, fazer registros e tirar conclusões.
Leia mais em: Melina Furman fala de como ensinar Ciências
Texto Rita Trevisan
quinta-feira, 1 de março de 2012
Cartas controversas
Embora o conhecimento científico muitas vezes se apresente de forma inquestionável, seu processo de construção e consolidação é marcado por divergências. No início do século 20, por exemplo, cientistas liderados pelo médico e sanitarista Oswaldo Cruz esforçavam-se para atestar publicamente a segurança e a eficácia dos soros e vacinas usados no Brasil. Mas a análise da correspondência desses pesquisadores revela um cenário de incertezas em relação a esses produtos.
A controvérsia presente no processo de desenvolvimento e produção de soros e vacinas brasileiros nesse período foi analisada pelo sociólogo Jorge Carreta, pesquisador do Instituto Federal de São Paulo, em artigo da revista História, Ciências, Saúde: Manguinhos, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Para isso, ele examinou cartas trocadas entre Oswaldo Cruz, seus colaboradores Vital Brazil, Chapot Prévost e Francisco Fajardo e outro renomado médico da época, Miguel Pereira.
Análise de cartas trocadas entre Oswaldo Cruz e outros médicos renomados no início do século 20 revela incertezas sobre a segurança e a eficácia dos soros e vacinas usados no Brasil, apesar do discurso público de total confiança nesses produtos.
Leia mais na Matéria da Ciência Hoje On Line intitulada: Por trás do inquestionável. Por: Thaís Fernandes
A controvérsia presente no processo de desenvolvimento e produção de soros e vacinas brasileiros nesse período foi analisada pelo sociólogo Jorge Carreta, pesquisador do Instituto Federal de São Paulo, em artigo da revista História, Ciências, Saúde: Manguinhos, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Para isso, ele examinou cartas trocadas entre Oswaldo Cruz, seus colaboradores Vital Brazil, Chapot Prévost e Francisco Fajardo e outro renomado médico da época, Miguel Pereira.
Análise de cartas trocadas entre Oswaldo Cruz e outros médicos renomados no início do século 20 revela incertezas sobre a segurança e a eficácia dos soros e vacinas usados no Brasil, apesar do discurso público de total confiança nesses produtos.
Leia mais na Matéria da Ciência Hoje On Line intitulada: Por trás do inquestionável. Por: Thaís Fernandes
Microcamaleão de Madagascar
Cientistas alemães descobriram uma nova espécie de camaleão que mais parece uma miniatura. A Brookesia micra mede apenas 29 milimetros e foi encontrada pela equipe de pesquisa do Zoológico Staatssammlung, de Munique, na ilha africana de Madagascar. O local possui diferentes de espécies endêmicas de camaleões.
A equipe chefiada pelo Dr Frank Glaw encontrou ainda outras três espécies anãs no norte da ilha, não tão pequenas quanto a Brookesia micra. Uma delas é a Brookesia desperata, que recebeu este nome por causa dos olhos, um em cada extremo da face.
Leia mais em: Microcamaleão é encontrado em Madagascar
A equipe chefiada pelo Dr Frank Glaw encontrou ainda outras três espécies anãs no norte da ilha, não tão pequenas quanto a Brookesia micra. Uma delas é a Brookesia desperata, que recebeu este nome por causa dos olhos, um em cada extremo da face.
Leia mais em: Microcamaleão é encontrado em Madagascar
Baleias do Atacama
Pesquisadores do Museu Paleontológico de Caldera descobrem 70 fósseis de baleias em pleno Atacama. A descoberta está sendo registrada por meio de imagens em 3D.
Durante a duplicação da rodovia Pan-americana, rede de estradas que atravessa o continente, 70 fósseis de baleias com até oito metros de comprimento vieram à superfície. Entre eles, pelos menos 20 esqueletos completos do mamífero marinho foram encontrados no deserto do Atacama, no Chile, considerado o mais seco do mundo. A descoberta intrigou os pesquisadores do museu paleontológico de Caldera, comuna da região, que trabalham agora na identificação do material.
Mas há uma explicação. Segundo a bióloga brasileira Carolina Gutstein, que participa do estudo, Caldera foi, há 7 milhões de anos, um fundo marinho com alta biodiversidade.
Leia mais em: Um tesouro no deserto chileno Por: Mariana Rocha
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Tornado no plasma solar
O NASA Solar Dynamics Observatory Satellite capturou estas imagens estonteantes de plasma capturado pelo campo magnético solar. No entanto, o que mais impressiona além do vídeo, são as características do objeto: Estima-se que o tornado de plasma seja tão grande quanto o nosso planeta inteiro, com ventos se aproximando dos 500.000 Km/h e temperaturas de cerca de 15.000 graus Celsius!
Mistério resolvido
Os cientistas identificaram o Godzilla dos fungos: um fóssil gigante, pré-histórico, que ficou sem classificação por mais de um século.
Uma análise química mostrou que o organismo de seis metros, com o aspecto de uma árvore, era um fungo, extinto a mais de 350 milhões de anos.
Conhecido como Prototaxites, pensava-se que o fungo gigante era uma conífera. Depois pensaram também que se tratava de um líquen, ou vários tipos de algas. Alguns suspeitavam que ele era realmente um fungo.
“Um fungo com seis metros não faz nenhum sentido. Uma alga de seis metros também não, mas aqui está o fóssil”, afirma C. Kevin Boyce, da Universidade de Chicago.
Francis Hueber, do Museu Nacional de História Natural, foi o primeiro a sugerir que o organismo era um fungo, baseado em análises da estrutura interna do fóssil, mas não conseguiu nenhuma prova conclusiva.
Boyce e alguns colegas conseguiram a evidência, comparando os tipos de carbono encontrados no gigante com plantas que viveram aproximadamente na mesma época.
Se o Prototaxites fosse uma planta, suas estruturas de carbono seriam similares às das plantas, claro. Ao invés disso, Boyce encontrou uma diversidade muito maior do que a esperada para uma planta.
Os fungos formam um reino próprio, nem animal, nem vegetal. Uma vez classificados como plantas, hoje são considerados primos mais próximos dos animais, que absorvem, ao invés de comer seus alimentos.
Amostras do fungo gigante foram encontradas em todo o mundo. Elas têm entre 420 e 350 milhões de anos. Nessa época, nenhum animal havia saído dos oceanos com uma coluna vertebral e as maiores árvores possuíam pouco mais de um metro de altura, oferecendo pouca competição para os fungos gigantes.
“É difícil imaginar esses tipos sobrevivendo no mundo moderno”, afirma Boyce.
Leia mais: Mystery fossil turns out to be giant fungus
Uma análise química mostrou que o organismo de seis metros, com o aspecto de uma árvore, era um fungo, extinto a mais de 350 milhões de anos.
Conhecido como Prototaxites, pensava-se que o fungo gigante era uma conífera. Depois pensaram também que se tratava de um líquen, ou vários tipos de algas. Alguns suspeitavam que ele era realmente um fungo.
“Um fungo com seis metros não faz nenhum sentido. Uma alga de seis metros também não, mas aqui está o fóssil”, afirma C. Kevin Boyce, da Universidade de Chicago.
Francis Hueber, do Museu Nacional de História Natural, foi o primeiro a sugerir que o organismo era um fungo, baseado em análises da estrutura interna do fóssil, mas não conseguiu nenhuma prova conclusiva.
Boyce e alguns colegas conseguiram a evidência, comparando os tipos de carbono encontrados no gigante com plantas que viveram aproximadamente na mesma época.
Se o Prototaxites fosse uma planta, suas estruturas de carbono seriam similares às das plantas, claro. Ao invés disso, Boyce encontrou uma diversidade muito maior do que a esperada para uma planta.
Os fungos formam um reino próprio, nem animal, nem vegetal. Uma vez classificados como plantas, hoje são considerados primos mais próximos dos animais, que absorvem, ao invés de comer seus alimentos.
Amostras do fungo gigante foram encontradas em todo o mundo. Elas têm entre 420 e 350 milhões de anos. Nessa época, nenhum animal havia saído dos oceanos com uma coluna vertebral e as maiores árvores possuíam pouco mais de um metro de altura, oferecendo pouca competição para os fungos gigantes.
“É difícil imaginar esses tipos sobrevivendo no mundo moderno”, afirma Boyce.
Leia mais: Mystery fossil turns out to be giant fungus
Eles voltaram da morte....
Cientistas russos geraram plantas vivas a partir do fruto de uma pequena flor do Ártico, a Silene stenophylla, extinta há 32 mil anos.
O fruto ficou conservado por várias décadas graças a um singelo esquilo, que o guardou nos compartimentos de sua toca, preservada no permafrost (subsolo que fica congelado a maior parte do ano) siberiano.
O feito agora precisa ser confirmado pelo método de datação por radiocarbono.
Os russos acreditam que circunstâncias especiais contribuíram para a notável longevidade das células da stenophylla. Os esquilos constroem os armazéns de comida próximos ao solo congelado do Ártico, o permafrost, para manter as sementes frescas durante o verão ártico.
Leia mais em: "Russos 'ressuscitam' planta morta há 32 mil anos"
O fruto ficou conservado por várias décadas graças a um singelo esquilo, que o guardou nos compartimentos de sua toca, preservada no permafrost (subsolo que fica congelado a maior parte do ano) siberiano.
O feito agora precisa ser confirmado pelo método de datação por radiocarbono.
Os russos acreditam que circunstâncias especiais contribuíram para a notável longevidade das células da stenophylla. Os esquilos constroem os armazéns de comida próximos ao solo congelado do Ártico, o permafrost, para manter as sementes frescas durante o verão ártico.
Leia mais em: "Russos 'ressuscitam' planta morta há 32 mil anos"
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Imagens do dia
Estas fotos tirei hoje antes de entrar para trabalhar no Hemocentro. Achei que ira flagrar uma relação de polinização. Para minha surpresa, foi uma relação de predação. Infelizmente a ação foi rápida e o foco acabou sendo prejudicado.
O Segredo do Abismo
Os gêiseres submarinos mais profundos do mundo, localizados na fossa oceânica das Ilhas Caimãs, com 5 quilômetros de fundo e temperatura superior a 450ºC, estão cheios de uma espécie de camarões desconhecida até agora, segundo estudo publicado nesta terça-feira.
Esses gêiseres, que liberam uma água quente extremamente rica em minerais e se situam a mais 800 metros de profundidade do que os conhecidos até agora, foram localizados por cientistas de Southampton (sul da Inglaterra), que participaram de uma expedição em abril de 2010 na fossa situada entre as ilhas Caimã e a Jamaica.
Aí, encontraram, até 2.000 exemplares por metro quadrado de camarões pálidos aglutinados em torno de chaminés de seis metros, que formam a cratera desses gêiseres.
Esses camarões não têm olhos, no sentido clássico do termo, mas nem por isso são cegos. Possuem no dorso um órgão sensível à luz, que poderia servir de orientação, através da leve luminosidade dos gêiseres.
Leia mais em: Espécies desconhecidas povoam gêiseres submarinos mais profundos
Esses gêiseres, que liberam uma água quente extremamente rica em minerais e se situam a mais 800 metros de profundidade do que os conhecidos até agora, foram localizados por cientistas de Southampton (sul da Inglaterra), que participaram de uma expedição em abril de 2010 na fossa situada entre as ilhas Caimã e a Jamaica.
Aí, encontraram, até 2.000 exemplares por metro quadrado de camarões pálidos aglutinados em torno de chaminés de seis metros, que formam a cratera desses gêiseres.
Esses camarões não têm olhos, no sentido clássico do termo, mas nem por isso são cegos. Possuem no dorso um órgão sensível à luz, que poderia servir de orientação, através da leve luminosidade dos gêiseres.
Leia mais em: Espécies desconhecidas povoam gêiseres submarinos mais profundos
Mais uma batalha contra Alzheimer
Usando células-tronco reprogramadas de paciente com síndrome de Down, pesquisadores conseguem estudar o desenvolvimento precoce do Alzheimer. Na ‘Bioconexões’ de fevereiro, na Revista Ciência Hoje On Line, Stevens Rehen descreve o feito, que consagra a aplicação da técnica na biomedicina.
Esse modelo permitirá abordagens inovadoras a respeito da especificidade e vulnerabilidade seletiva do cérebro à doença de Alzheimer.
Esse modelo permitirá abordagens inovadoras a respeito da especificidade e vulnerabilidade seletiva do cérebro à doença de Alzheimer.
Medicina alternativa
As larvas de mosca contribuem para curar as feridas. Os mosquitos com seus genes modificados ajudam a combater a malária. A baba do caracol é útil para regenerar a pele. A fauna se transformou em uma grande aliada da Medicina.
Médicos, enfermeiros, técnicos de laboratório e profissionais de saúde contam com o desconhecido apoio de uma verdadeira legião de “auxiliares” e “colaboradores” em sua árdua tarefa de curar as doenças e reparar as lesões: os animais e insetos apresentam substâncias e ferramentas terapêuticas.
Cada vez mais especialistas estão solicitando às autoridades de saúde que se divulgue o uso de larvas de mosca para curar as infecções, gangrenas e úlceras, porque estas criaturas são capazes de limpar uma ferida 18 vezes mais rápido que os tratamentos farmacológicos comuns.
Leia mais em: Larvas de moscas e até baba de caracol podem ajudar a curar ferimentos
Médicos, enfermeiros, técnicos de laboratório e profissionais de saúde contam com o desconhecido apoio de uma verdadeira legião de “auxiliares” e “colaboradores” em sua árdua tarefa de curar as doenças e reparar as lesões: os animais e insetos apresentam substâncias e ferramentas terapêuticas.
Cada vez mais especialistas estão solicitando às autoridades de saúde que se divulgue o uso de larvas de mosca para curar as infecções, gangrenas e úlceras, porque estas criaturas são capazes de limpar uma ferida 18 vezes mais rápido que os tratamentos farmacológicos comuns.
Leia mais em: Larvas de moscas e até baba de caracol podem ajudar a curar ferimentos
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Garota de 10 anos que descobriu uma molécula desconhecida
Um dia comum na aula de química. Sobre as mesas, os alunos utilizam pequenas esferas de tamanhos e cores variadas para montar estruturas químicas de moléculas. A pequena Clara Lazen, de 10 anos, constrói uma estrutura pouco usual e pergunta que molécula seria aquela. O professor – talvez um pouco desconcertado, mas muito entusiasmado – admite não saber, sem desconfiar que se tratava de uma molécula completamente nova.
Isso aconteceu em uma escola do Kansas, nos Estados Unidos. Kenneth Boehr, o professor em questão, procurou a ajuda do amigo, o também químico Robert Zoellner, da Universidade Humboldt, na Califórnia, para identificar a molécula misteriosa. A curiosa descoberta do tetranitratoxicarbono rendeu um artigo publicado em janeiro na revista Computational and Theoretical Chemistry – assinado pelos três personagens. Mais importante: é um exemplo extremo de como atividades lúdicas e divertidas podem despertar o interesse pela ciência.
Leia mais em: A menina que inventava moléculas
A fantástica história da garota de 10 anos que descobriu uma molécula desconhecida ou como atividades lúdicas e divertidas em sala de aula podem estimular a criatividade e o interesse pela ciência.
Por: Marcelo Garcia
Isso aconteceu em uma escola do Kansas, nos Estados Unidos. Kenneth Boehr, o professor em questão, procurou a ajuda do amigo, o também químico Robert Zoellner, da Universidade Humboldt, na Califórnia, para identificar a molécula misteriosa. A curiosa descoberta do tetranitratoxicarbono rendeu um artigo publicado em janeiro na revista Computational and Theoretical Chemistry – assinado pelos três personagens. Mais importante: é um exemplo extremo de como atividades lúdicas e divertidas podem despertar o interesse pela ciência.
Leia mais em: A menina que inventava moléculas
A fantástica história da garota de 10 anos que descobriu uma molécula desconhecida ou como atividades lúdicas e divertidas em sala de aula podem estimular a criatividade e o interesse pela ciência.
Por: Marcelo Garcia
Imagem do Dia
Lagartixas e super cola
Durante anos, os biólogos foram surpreendidos com a força dos pés de lagartixa, que permitem que estes animais de 140 gramas produzam uma força adesiva equivalente a transportar 3 quilos por uma parede sem escorregar. Agora, uma equipe de cientistas descobriu exatamente como a lagartixa faz isso, levando-os a inventar a “Geckskin”, um dispositivo que pode segurar 260 quilos em uma parede lisa.
Lagartixas se sentem em casa quando ficam na vertical, inclinadas para trás. “Surpreendentemente, os pés da lagartixa podem grudar e desgrudar com facilidade, e sem resíduo pegajoso que permaneça na superfície”, diz o biólogo Duncan Irschick. Estas propriedades, alta capacidade de reversibilidade e adesão seca, oferecem uma possibilidade tentadora de materiais sintéticos que podem facilmente conectar e desconectar objetos pesados do cotidiano, como televisores ou computadores das paredes, bem como aplicações médicas e industriais, entre outras.
Veja mais em: Pés de lagartixa inspiram substância que pode colar até 260 kg em uma parede lisa
Lagartixas se sentem em casa quando ficam na vertical, inclinadas para trás. “Surpreendentemente, os pés da lagartixa podem grudar e desgrudar com facilidade, e sem resíduo pegajoso que permaneça na superfície”, diz o biólogo Duncan Irschick. Estas propriedades, alta capacidade de reversibilidade e adesão seca, oferecem uma possibilidade tentadora de materiais sintéticos que podem facilmente conectar e desconectar objetos pesados do cotidiano, como televisores ou computadores das paredes, bem como aplicações médicas e industriais, entre outras.
Veja mais em: Pés de lagartixa inspiram substância que pode colar até 260 kg em uma parede lisa
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Entrevista com Dr. Houtan Noushmehr - TV Hemocentro
Laboratório de Bioinformática do Hemocentro de Ribeirao Preto faz parceria com Universidade do Sul da Califórnia. O objetivo sao estudos sobre o câncer de próstata.
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Drew Berry: Animações da biologia que não se vê.
Não temos forma de observar diretamente as moléculas e o que elas fazem -- Drew Berry quer mudar isso. Em TEDxSydney, ele apresenta suas animações científicamente acuradas (e divertidas!) que auxiliam pesquisadores a observar processos não visíveis dentro de nossas próprias células.x
Mulheres e Gorduras
Essa vai para todas as garotas que brigam com a balança.
Uma reportagem da Folha da Fernanda Reis com o título: “Mulheres precisam de gordura, diz livro de médico e antropólogo”.
Mulheres precisam de gordura no corpo. É só comer o tipo certo desse nutriente e dá até para perder alguns quilos, defende o livro "Why Women Need Fat" ("Por que Mulheres Precisam de Gordura", US$ 16,95 na Amazon) lançado recentemente no mercado americano.
Para formar seus cérebros --que são proporcionalmente maiores do que de outros animais--, bebês humanos necessitam de DHA, o mais complexo dos tipos de gordura ômega 3.
Mas as mães não conseguem todo o DHA necessário apenas pela alimentação diária durante a gestação: para fornecê-lo aos filhos, queimam a gordura armazenada em seus corpos (principalmente nos quadris), que é rica em DHA.
Ou seja, mulheres podem tentar queimar aquelas gordurinhas das pernas e dos glúteos, mas a natureza prefere que elas estejam lá. Além disso, mães mais pesadas tendem a ter bebês mais saudáveis, dizem os autores, o médico epidemiologista William D. Lassek e o antropólogo Steven Gaulin.
Leia a matéria na integra no link “Mulheres precisam de gordura, diz livro de médico e antropólogo”.
Uma reportagem da Folha da Fernanda Reis com o título: “Mulheres precisam de gordura, diz livro de médico e antropólogo”.
Mulheres precisam de gordura no corpo. É só comer o tipo certo desse nutriente e dá até para perder alguns quilos, defende o livro "Why Women Need Fat" ("Por que Mulheres Precisam de Gordura", US$ 16,95 na Amazon) lançado recentemente no mercado americano.
Para formar seus cérebros --que são proporcionalmente maiores do que de outros animais--, bebês humanos necessitam de DHA, o mais complexo dos tipos de gordura ômega 3.
Mas as mães não conseguem todo o DHA necessário apenas pela alimentação diária durante a gestação: para fornecê-lo aos filhos, queimam a gordura armazenada em seus corpos (principalmente nos quadris), que é rica em DHA.
Ou seja, mulheres podem tentar queimar aquelas gordurinhas das pernas e dos glúteos, mas a natureza prefere que elas estejam lá. Além disso, mães mais pesadas tendem a ter bebês mais saudáveis, dizem os autores, o médico epidemiologista William D. Lassek e o antropólogo Steven Gaulin.
Leia a matéria na integra no link “Mulheres precisam de gordura, diz livro de médico e antropólogo”.
Atividade Especial na Biologia
Bom dia a todos!!!
Ontem tivemos uma atividade especial – a primeira de várias que teremos este ano. Uma aula/palestra/conversa conjunta, reunindo todos os alunos da Biologia em uma só sala.
Deixo em especial esta ultima foto, infelizmente não sei o nome do aluno, que estava brilhantemente trajado para a ocasião de gala da biologia (pena que ficou no empate).
Vini
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Aranhas tecem teia gigante em cima de árvores na Amazônia
Uma colônia de aranhas do gênero Anelosimus teceu teias gigantes em copas de árvores, cercas de madeira e no pasto de uma fazenda em Iranduba (região metropolitana de Manaus).
Segundo a especialista em aracnídeos Lidianne Salvatierra, do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), o fenômeno é raro em áreas distantes de florestas nativas.
Salvatierra disse acreditar que as aranhas tenham migrado para as árvores da fazenda por um fenômeno de dispersão.
A espécie de aracnídeo tem menos de um centímetro de comprimento.
"Essas aranhas são originárias de floresta tropical. Como são bem leves, um vento ou um animal pode ter ajudado na dispersão."
As teias gigantes atraíram a atenção da população de Iranduba, cidade de 40 mil habitantes às margens do rio Solimões.
A imagem das árvores encobertas por teias lembra um cenário de ficção científica. O dono da fazenda não quis se identificar para a equipe do Inpa.
De acordo com a especialista, as aranhas tecem as teias há três meses. Amostras da espécie foram coletadas para pesquisa e registro no instituto.
Segundo a pesquisadora, as aranhas Anelosimus se agrupam em teias individuais até a formação de ninhos coletivos --por isso são chamadas de "aranhas sociais".
As teias servem de abrigo e de armadilha para insetos. Grossos, os fios das teias são resistentes ao calor e à chuva amazônica.
O movimento de borboletas que tentam se livrar das teias consegue desfazer pequenas partes da estrutura. "Mas milhares de aranhas capturam as borboletas antes que isso aconteça", conta Salvatierra.
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Segundo a especialista em aracnídeos Lidianne Salvatierra, do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), o fenômeno é raro em áreas distantes de florestas nativas.
Salvatierra disse acreditar que as aranhas tenham migrado para as árvores da fazenda por um fenômeno de dispersão.
A espécie de aracnídeo tem menos de um centímetro de comprimento.
"Essas aranhas são originárias de floresta tropical. Como são bem leves, um vento ou um animal pode ter ajudado na dispersão."
As teias gigantes atraíram a atenção da população de Iranduba, cidade de 40 mil habitantes às margens do rio Solimões.
A imagem das árvores encobertas por teias lembra um cenário de ficção científica. O dono da fazenda não quis se identificar para a equipe do Inpa.
De acordo com a especialista, as aranhas tecem as teias há três meses. Amostras da espécie foram coletadas para pesquisa e registro no instituto.
Segundo a pesquisadora, as aranhas Anelosimus se agrupam em teias individuais até a formação de ninhos coletivos --por isso são chamadas de "aranhas sociais".
As teias servem de abrigo e de armadilha para insetos. Grossos, os fios das teias são resistentes ao calor e à chuva amazônica.
O movimento de borboletas que tentam se livrar das teias consegue desfazer pequenas partes da estrutura. "Mas milhares de aranhas capturam as borboletas antes que isso aconteça", conta Salvatierra.
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